Ótimo texto publicado no potal HSM.

Para organizar melhor nossa própria vida, nos acostumamos a separar e priorizar atividades e ações realizadas em um dia, mês, ano ou de acordo com a necessidade estipulada. Se essas tarefas forem coordenadas a partir de um planejamento prévio, sem dúvida, serão realizadas de forma mais prática e com resultados.

Realizamos estas ações automaticamente na vida pessoal, como planejar os gastos no supermercado e em viagens, por exemplo. Nas empresas, a lógica é, e precisa ser, a mesma.

No Brasil, os planejamentos corporativos de longo prazo passaram a receber maior atenção após o período de estabilidade econômica do País. Considerado o “ponta pé inicial” de uma empresa, o planejamento tem o objetivo de definir metas, tarefas, atribuir funções e apontar, claramente, onde a empresa e, consequentemente, o funcionário querem chegar.

A empresa consegue determinar também os pontos de controle para a execução. O importante é que o executivo saiba que não, basta apenas planejar, mas sim que há a necessidade de acompanhar o desenvolvimento do trabalho. Desta maneira, saberemos se a empresa está na direção correta e se obterá os resultados projetados.

O início de um planejamento deve ser estabelecido a partir de uma análise do cenário atual da empresa e de onde ela quer chegar. Esta análise possui a finalidade de apontar e reparar pequenos detalhes que fazem a diferença. Os objetivos da empresa precisam estar bem definidos para que o planejamento seja elaborado e executado com precisão.

Para que isso seja feito, os líderes devem estar envolvidos e presentes em cada etapa do processo. A partir das ações definidas e do orçamento estabelecido, tudo é conectado chegando ao planejamento final, que será aprovado em reunião entre os demais membros da companhia.

O modelo de gestão deve estar alinhado para atender todas as demandas do planejamento. Não adianta um planejamento agressivo se a gestão, e os executivos que comandam a empresa, mantiverem um modelo conservador.

Para a execução de qualquer planejamento, dois pontos merecem destaque: a administração e a motivação dos colaboradores. Assim, para que uma gestão seja bem sucedida, deve-se priorizar o bem-estar e a satisfação dos colaboradores. Eles são peças-chave para atingir as metas traçadas.

Obviamente que, sem trabalho, não chegamos a lugar nenhum. No entanto, o sucesso está na convergência do modelo de negócio x pessoas x modelo de gestão. A busca do alinhamento e da identidade da organização com base nestes itens faz com que a empresa amadureça e cresça de forma sustentável.

Nestas circunstâncias, a companhia poderá obter um crescimento acima da média de empresas convencionais que, muitas vezes, não dão a devida importância para estes aspectos.

Seguindo o planejamento e adaptando uma gestão moderna adequada ao perfil do negócio, qualquer empresa, sem dúvida, se destacará frente à concorrência. E o sucesso poderá ser medido por meio de pesquisas referente ao índice de satisfação de clientes e colaboradores e os próprios resultados oficiais de balanço da companhia.

Paulo Roberto de Alencastro Jr. (Diretor de planejamento e gestão da Acesso Digital)

 

O Canal PME possui um ótimo blog com dicas para os pequenos e médios empresários.  Este texto fala sobre a importância do planejamento anual em uma empresa e quais os passos devem ser tomados para a criação de um planejamento de qualidade.

Planejamento anual é uma importante ferramenta para o sucesso dos negócios, mas perde sua impacto se não sair do papel.

Faça um autodiagnótico da sua empresa. Se estiver envolvida em uma guerra de preço sem fim, se os seus produtos ou serviços são praticamente iguais aos da concorrência ou se a sua equipe de vendas está desmotivada e desnorteada, está na hora de parar de reagir às ações do mercado e começar a agir. O alinhamento de estratégias e objetivos a partir de um planejamento é um excelente começo.

Alguns passos são importantes para construção de um plano. Antes de tudo forme um grupo heterogêneo – com os principais membros de cada área da empresa – que será responsável pela elaboração do plano, divulgação interna e implantação das ações.

Com o grupo formado, comece pela revisão ou definição do propósito do seu negócio, mesmo que você já tenha um definido. Proponha para que os membros repensem os objetivos da sua empresa e juntos, pelo consenso, definam um propósito que represente o motivo pelo qual sua empresa existe.

Aproveite também para reavaliar ou definir os valores éticos e morais do seu negócio. Defina o que a sua empresa respeita e preza, levando em conta seu passado cultural, seu ambiente e principalmente suas crenças. Com este conjunto de valores claramente definidos será possível, por exemplo, contratar pessoas mais adequadas aos valores de sua empresa.

Faça uma análise interna de pontos fortes e fracos e, olhando ao mercado, defina oportunidades e ameaças para o seu negócio, o que permitirá que todos os envolvidos tenham uma noção clara da situação da empresa, que pode estar em crescimento, em fase de inovação, estagnação ou extinção.

Com este conjunto definido, elabore seus objetivos. Eles precisam ser ambiciosos, porém realistas, mensuráveis e com prazos pré-determinados. Lembre-se que o planejamento não deve ser estático. Deve ser usado como um instrumento de gestão e nunca colocado na gaveta. Não se esqueça ainda de avaliar continuamente porque sempre serão necessárias mudanças.

Realizado esse processo, chegou à hora de definir as ações para cada objetivo definido. Seja bastante criterioso e realista, defina ações que estejam de acordo com a realidade financeira de sua empresa e, principalmente, que sejam implementáveis, ou seja, que os membros de sua equipe tenham tempo e características necessárias para viabilizá-las. Para todas as ações defina prazos, tanto para início quanto para término e responsáveis.

Planejar é fundamental, porém fazer as ações saírem do papel é o grande desafio. Pela experiência na condução de mais de três dezenas de projetos envolvendo pequenas e médias empresas, não tenho dúvidas de que sai muito mais barato contratar, por um tempo pré-determinado, a experiência de profissionais que, além de proporcionarem uma visão externa, ajudará a sua empresa a planejar e implantar o que foi sugerido.

Então, aproveite o início do ano e comece a planejar.

Daniela Khauaja, especialista em marketing pela Western International University de Londres e coordenadora da área de marketing de pós-graduação da ESPM, explicou em matéria para a revista EXAME que quem faz o plano de marketing precisa ter conhecimento técnico.

Pequenas e médias empresas costumam utilizar processos menos formais, pois os donos ou executivos tendem a ter conhecimento funcional e experiência técnica. A equipe mais enxuta também propicia o controle direto sobre ações fundamentais para o sucesso.

Assim, é comum que o processo de planejamento ocorra, mas nem sempre o resultado é explicitado por escrito num plano de marketing. No entanto, diversas pesquisas mostram que procedimentos formais de planejamento resultam em maior rentabilidade e estabilidade no longo prazo.

Os principais efeitos do processo formal são: a identificação sistemática de oportunidades e ameaças, o preparo para enfrentar mudanças, a melhor comunicação e a redução de conflitos entre os indivíduos na empresa, o envolvimento de todos no processo de planejamento, a distribuição mais apropriada de recursos, a clareza e a coerência de abordagem da empresa. Mas quem deve ser o responsável por esse processo? Quem deve escrever o plano de marketing? Preciso de um departamento de marketing?

Não é totalmente necessário ter um departamento de marketing para realizar o processo de planejamento de marketing. Especialmente quando a empresa é pequena o próprio dono ou principal executivo pode ser o responsável pelo processo, desde que tenha conhecimento técnico para isso. Se não tiver, pode contratar terceiros para ajudá-lo.

À medida que a empresa cresce, costuma ser necessário organizar a administração de marketing sob uma função central, que pode ser uma única pessoa ou uma equipe, dependendo da complexidade do ambiente e da própria empresa. Quanto maior for a gama de produtos ofertados e o número de segmentos de clientes atendidos, mais complexo torna-se o processo de elaboração do plano de marketing.