Fonte: Technology Ventures – From Idea to Enterprise, Drof C. R. e Byers H. T.

Este é o 13 artigo da série Criando EBTs de Sucesso. É o primeiro texto do módulo III – Construindo uma vantagem competitiva – seção I e foi extraído do livro Technology Ventures – From Idea to Enterprise

Seção I – Aborda o início de uma EBT alinhada com pontos vitais para o sucesso
Módulo III –
Construindo uma vantagem competitiva


Um novo negócio deve ser definido pelos desejos e necessidades dos clientes que serão atendidos quando ele comprar um produto ou serviço. Para criar a teoria de um novo negócio, o empreendedor deve descrever, de forma convincente e clara, os clientes e suas necessidades e como o novo empreendimento atenderá tais necessidades. Para descrever o negócio, o empreendedor deve preparar uma série de declarações e proposições que capazes de delinear claramente o negócio.  Eles devem ser, finalmente, resumidos em um modelo das atividades e objetivos do negócio. Com base nas competências essenciais da organização acopladas ao modelo de negócio e aos recursos chave disponíveis, a empresa deve agir para tentar criar e reter uma vantagem competitiva sustentável. Os seis passos para projetar e criar uma teoria do novo negócio estão resumidos na figura 3.1.

A VISÃO

Assim que o empreendedor identificar uma oportunidade e decidir segui-la, o próximo passo é formular a visão. Uma visão é uma declaração inteligente e prospectiva do propósito que define o destino da empresa no longo prazo. Assim, se o empreendedor reconhecer uma oportunidade para satisfazer uma necessidade real dos clientes, ele deve descrever a visão de um empreendimento futuro que responderá eficazmente a esta oportunidade. A visão é uma declaração de insight, intenção, ambição e propósito. Ela deve refletir claramente a novidade da solução e a singularidade do comprometimento do empreendedor. Empreendedores de sucesso são capazes de comunicar para os outros sua visão e seu entusiasmo com a mesma. Uma visão geralmente constitui uma idéia nova sobre como atender ao mercado. A visão do McDonald’s: “refeições rápidas e a preços baixos em um local limpo para pessoas com pouca disponibilidade de tempo”. A visão da Google é: “pesquisa online que, com segurança, fornece resultados rápidos e relevantes”.

Uma visão sólida fornece a direção e mostra o caminho a seguir. A visão também motiva e influencia as decisões que são tomadas pelos membros da equipe. Uma visão clara pode unir e inspirar todo o pessoal de uma empresa. Uma boa visão é clara, consistente, única e significativa [Hoover, 2001]. Uma visão clara é também facilmente entendida. Uma visão consistente é aquela que não muda em resposta aos desafios e novidades diários. Uma visão confiável explica claramente o propósito da empresa. Lembre-se, uma boa oportunidade incorpora a resposta a um grande problema e mostra uma clara imagem de sua solução. Os quatro elementos de uma visão estão resumidos na tabela 3.1.

O propósito de uma empresa define o caráter duradouro da organização, mantido com consistência e entendido durante toda a vida da empresa. A visão fornece uma imagem clara do futuro para todos os interessados. A ideologia essencial é baseada nos valores essenciais da organização, tais como o respeito ao indivíduo.

A visão descreve um resultado específico desejado e promove ação e mudança. Ela serve como uma imagem de seu destino na medida em que a empresa caminha através de desafios e mudanças. Ela também fornece a base para uma estratégia. Uma visão é uma imagem desejável do futuro.

Tabela 3.1 Elementos de uma visão

  • Clareza: de fácil compreensão, com foco.
  • Consistência: mantém constante ao longo de um período de tempo, mas é ajustável as mudanças na sociedade.
  • Singularidade: especial para a organização.
  • Proposital: fornece o motivo para a criação do negócio.
  • Tabela 3.2 Exemplo de uma visão para uma empresa inovadora


    Nós nos esforçamos para preservar e melhorar a vida através da inovação de dispositivos biomédicos, apoiando, treinamento e inspirando nossos funcionários, de modo que a capacidade individual e a criatividade sejam liberadas e recompensadas. Nossa meta é ser líder em nossa industria em 2006 e ser amplamente conhecida no mundo.


    A declaração da visão da eBay é:

    “Nós ajudamos as pessoas a negociar praticamente qualquer coisa na terra por meio de um sistema online”.

    Os empreendedores necessitam criar uma visão compartilhada ou expressiva para seu empreendimento. Um diálogo sobre intenção e comprometimento ajudará a produzir um sentido compartilhado de urgência e importância para o empreendimento. A visão pode ser escrita como uma declaração e expressa verbalmente como uma história. A visão é usada como uma parte do plano de negócios e relatada frequentemente a potenciais membros da equipe ou investidores. As histórias desempenham um papel importante nos processos que permitem o surgimento de novos negócios (Lounsbury, 2001]. Estas histórias servem para legitimar os novos empreendimentos. Uma história é uma versão narrada da visão, apresentada de uma forma atraente. Ela ajuda a tornar um empreendimento novo ainda desconhecido mais familiar, compreensível e aceitável tornando-o, assim, mais legítimo para setores chave.

    As histórias contadas pelo empreendedor visam mostrar plausibilidade e construir a confiança de que o empreendimento pode ser bem sucedido. Para construir uma identidade que legitime um novo empreendimento, as histórias sobre empreendedorismo devem ter narrativa clara e ser compatíveis com as expectativas, interesses e agendas de potenciais stakeholders (Lounsburg, 2001].

    Os empreendedores necessitam aprender como contar a história sobre sua equipe e seu empreendimento, e explicar como seus produtos resolverão um problema. Sua visão do futuro deve prender o interesse de investidores e dos membros da equipe.

    Uma visão contada como uma história pode ajudar as pessoas a visualizar melhor o problema e a solução. A visão pode também ajudar as pessoas a responder de forma emocional e querer trazer mudanças úteis para a situação. A visão pode ser contada como uma história descrevendo um resultado potencial.

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    O blog da Valor & Inovação traz para você uma nova linha de conteúdo. Focada para desenvolver as capacidades pessoais de nosso leitores, nossa intenção é que você combine teoria com dicas práticas. Esta nova linha de conteúdo abordará assuntos relacionados a como ser uma pessoa mais inovadora; criar e estimular equipes inovadoras; desenvolver negócios de sucesso e outros temas relacionados a preparação para trabalhar melhor no universo da inovação.

    Este texto foi traduzido de um blog muito interessante chamado Think Simple Now, e é baseado no livro de Scott Berkun The Miths of Innovation.

    Os sete hábitos das pessoas altamente inovadoras

    Você já olhou para as pessoas super criativas e inovadoras e sentiu que elas são seres abençoados com dons especiais? Alguma vez você sentiu que não é tão afortunado? Eu costumava me sentir assim. Eu tenho aprendido que a criatividade está mais relacionada com a psicologia que com o intelecto, e não existem segredos para ser criativo. Na verdade, não existe tal coisa como “ser mais criativo”, você já é um ser criativo.

    Tenho certeza de que todos podemos nos relacionar a momentos em que nos sentimos presos tentando encontrar nossa própria criatividade. Você sabia que este bloqueio é apenas a sua mente trabalhando? Sua mente está criando todo tipo de hipóteses, restrições auto-impostas e inibições. Descobri que podemos remover esses pressupostos só por estar no momento, começar a fazer e parar de pensar.

    Aqui estão sete hábitos das pessoas altamente inovadoras e criativas que eu organizei e resumi do livro de Scott BerkunOs mitos da inovação “.

    1. Persistência – Inovação envolve mais do que apenas grandes ideias. Precisamos de fé, trabalho duro e foco nítido para o resultado final, para continuar insistindo na nossa visão em face de bloqueios. Nós tendemos a ver o resultado final de uma idéia criativa no temor, mas o que não vemos são as ações, o trabalho duro e persistência nos bastidores para tornar a visão em realidade.

    “Invenção é 1% inspiração, 99% transpiração”,

    -Thomas A. Edison

    2. Remover Inibições – Sob o feitiço de inibição, nos sentimos limitados e presos. Precisamos libertar dessas restrições a nossa mente criativa, removendo suposições e restrições. Isto é o que nos referimos quando dizemos “pensar fora da caixa”. Ter incentivo a estar abertos a novas idéias e soluções sem definir crenças limitantes. Lembre-se, a inovação está mais relacionada com a psicologia do que com o intelecto.

    3. Correr riscos, cometer erros – Acredito que parte da razão pela qual nós criamos uma inibição auto-imposta é devido ao nosso medo do fracasso. É preciso esperar que algumas idéias irão falhar no processo de aprendizagem. Construir protótipos, muitas vezes testá-los com as pessoas, recolher feedback e fazer as mudanças. Ao invés de tratar os erros como fracassos, considerá-los como experiências. “Experiência é o fracasso esperado para deliberadamente aprender alguma coisa.” (Scott Berkun). Em vez de se punir por causa das falhas, aceitá-las e, em seguida, pegue seu conhecimento e o coloque em prática no sentido de encontrar a melhor solução. Viva de acordo com seu objetivo de produzir o melhor resultado, mas entenda que você pode bater em obstáculos pelo caminho.

    “Eu não falhei. Eu apenas encontrei 10.000 maneiras que não vão funcionar.

    -Thomas A. Edison

    4. Escape – Nosso ambiente pode afetar como nos sentimos. Quanto mais relaxado e calmo estamos internamente, mais receptivo estamos a deixar nossa criatividade fluir. É por isso que as ideias às vezes chegam até nós no chuveiro ou quando estamos sozinhos. Cada um de nós tem diferentes gatilhos para acessar a energia criativa. Grandes pensadores fazem longas caminhadas para ajudá-los a resolver problemas. Experimente e descubra o que funciona para você.

    5. Escrever as coisas – Muitos inovadores e criativos mantêm um diário para anotar as ideias e pensamentos. Alguns mantêm um caderno de desenho, bloco de anotações, post-it. Todos eles tem um método para capturar os seus pensamentos, pensar no papel para soltar suas inibições e iniciar o processo criativo. O famoso caderno de anotações de Leonardo Da Vinci foi comprado por Bill Gates por US$ 30,8 milhões de dólares.


    6.
    Encontrar padrões e criar combinações – Ideias vêm de outras ideias. Você sabia que Edison não foi o primeiro que surgiu com a invenção da lâmpada? Ele foi o primeiro a construir um filamento de carbono viável dentro de um bulbo de vidro, que fez as lâmpadas durar mais tempo. Você pode aumentar a sua exposição a novas ideias, buscar padrões e ver como você pode combinar ideias para melhorar em cima de soluções existentes.

    7. Curiosidade – Muitos inovadores são apenas pessoas que são curiosas e gostam de resolver problemas. Pratique ver as coisas de forma diferente. Por exemplo, quando você vê a solução para um problema, pergunte a si mesmo: “Quais são as formas alternativas de fazer isto?”. Faça monte de perguntas e desafie as normas ou métodos existentes.

    Aqui estão algumas técnicas que você pode aplicar para cultivar a criatividade:

    • Mantenha um ‘diário’ – Escreva cada pensamento, idéia, inspiração. Pratique, debata e reflita no papel.
    • Resolver o problema oposto – Scott falou sobre essa técnica. A ideia é inventar e debater, resolvendo o problema oposto ao que você está tentando resolver. Por exemplo, se você está tentando criar “O projeto do melhor laptop”, Inicie com idéias para criar “O projeto do pior laptop”. Para cada ideia que você tenha, inverta. Por exemplo, se “pesado e desajeitado” é uma ideia para “O pior desenho do laptop”, então invertendo poderia ser “leve e elegante”, que pode ser usado em “O projeto do melhor laptop”.

    Esta técnica funciona particularmente bem quando se tem brainstorm em grupo. A técnica soa tão absurda que as pessoas vão se tornar lúdicas ao responder. O humor diminui a inibição e encoraja as pessoas a dizer coisas em voz alta. As pessoas se sentem menos inseguras e mais abertas.

    • Encontrar um ambiente criativo – Encontrar um ambiente relaxante e inspirador que desencadeie a sua criatividade. Experimente diferentes locais até encontrar algum que realmente desperte o melhor em você.
    • Fazer algo divertido – Se você está preso em alguma coisa, mude seus pensamentos e vá fazer algo divertido e completamente diferente. Volte com a mente fresca.
    • Parcerias – Encontre parcerias criativas. Novas ideias podem aparecer como resultado de duas forças. Pensem juntos.
    • “Se comprometa com a falha” – “Comprometa-se a correr riscos sabendo que você irá falhar algumas vezes. Se você não estiver falhando, não estará fazendo algo suficientemente difícil ou criativo. “-Scott Berkun
    • Converse com alguém sobre isso – Descobri que quando eu tento explicar um problema particular para alguém, que de alguma forma tento articular também uma solução.
    • * Plano para bloqueios– Se comprometa em encontrar esforços para superar possíveis contratempos. Scott falou sobre os bloqueios mais comuns que pessoas enfrentam: Perda de motivação, sem dinheiro, incapaz de convencer pessoas-chave.

    Quais características você acredita que uma pessoa inovadora deve possuir? Compartilhe sua opinião.

    Fonte: Technology Ventures – From Idea to Enterprise, Drof C. R. e Byers H. T.

    Este é o 12 artigo da série Criando EBTs de Sucesso. É o sexto texto do módulo II – As oportunidades e o sumário empresarial – seção I e foi extraído do livro  Technology Ventures – From Idea to Enterprise

    Seção I – Aborda o início de uma EBT alinhada com pontos vitais para o sucesso
    Módulo II –
    As oportunidades e o sumário empresarial

    A HISTÓRIA DO NOVO EMPREENDIMENTO E SUMÁRIO
    Uma vez que uma oportunidade de negócio tenha sido selecionada para execução, é importante preparar um sumário conceitual do novo empreendimento. Isso pode ser uma simples declaração do problema que o novo empreendimento vai resolver e como ele irá agir para resolvê-lo.

    Uma história é uma narrativa de eventos reais ou imaginados. A história do novo empreendimento retrata um problema do negócio respondendo com um novo modo de resolver o problema. A história conta o objetivo do empreendimento, o desafio e a resposta da nova empresa. A criação da história é usada para comunicar verbalmente a idéia do negócio e a solução lucrativa para o problema. O investidor ou um novo membro da equipe será atraído por uma boa história. Os três elementos de uma história, sumarizados na tabela 2.15 são:
    1. Infra estrutura
    2. Desafios
    3.  Resolução

    No mundo dinâmico e de rápido andamento em que vivemos um conceito de negocio e a história associada é tudo que alguém precisa para começar a trabalhar na construção de um negócio. Como primeiros passos, o empreendedor:

    1. Monta um conceito para resolver o desafio do empreendimento;
    2. Modela uma história que transmite o significado do novo empreendimento; e
    3. Prepara uma apresentação com poucos slides que mostra a história e explica o conceito. Os elementos da apresentação são dados na tabela 2.16. Após testar o sumário conceitual e a história o empreendedor tem que esboçar um plano completo do negócio.

    A história pode ser contada a todos investidores potenciais ou empregados. O sumário conceitual pode ficar com eles para uma revisão. A apresentação é para ocasiões mais formais com parceiros e aliados. A história, o sumário conceitual e a apresentação devem ser profissionais, originais, provocativos, criativos e, onde possível, customizados. Originalidade refere-se a novidade e atualidade. Provocativo e criativo significam que provocam interesse e são criativos em seu layout ou formato.

    Para muitos empreendedores, o sumário executivo do plano de negócios é o que os investidores e os potenciais membros da equipe desejarão revisar. Se os empreendedores puderem reunir os elementos iniciais de um plano de negócios eles poderão escrever um sumário razoável sem precisar completar o plano. Em certo sentido, o sumário executivo é a essência do plano de negócios. Como tal, para muitos empreendimentos novos, é suficiente apenas um pequeno plano de negócios. O sumário executivo consegue chamar a atenção e a imaginação dos leitores, fazendo com que ele queira aprender mais. Quando os leitores terminarem o sumário executivo, eles deverão ter uma boa noção do que o empreendedor está tentando fazer em seu negócio. O sumário executivo não deve ter mais do que três páginas A maioria dos investidores profissionais solicitarão que você o envie por email.  Um sumário executivo define o problema, a solução, o consumidor, a vantagem competitiva e quem irá conduzir os esforços. Este sumário é destinado a transmitir a essência do negócio e chamar o leitor para uma conversação de acompanhamento. O sumário executivo retrata o conteúdo e o propósito do seu negócio. Os elementos do sumário executivo estão listados na tabela 2.17


    Fonte: Technology Ventures – From Idea to Enterprise, Drof C. R. e Byers H. T.

    Este é o 11 artigo da série Criando EBTs de Sucesso. É o quinto texto do módulo II – As oportunidades e o sumário empresarial – seção I e foi extraído do livro  Technology Ventures – From Idea to Enterprise

    Seção I – Aborda o início de uma EBT alinhada com pontos vitais para o sucesso
    Módulo II –
    A decisão de agir ou continuar procurando

    A DECISÃO DE AGIR OU CONTINUAR PROCURANDO

    Depois de avaliar uma oportunidade usando os fatores da tabela 2.11 os empreendedores devem decidir se vão agir. Com o conhecimento gerado pelo uso dos cinco passos da tabela 2.1, os empreendedores tenderão a agir com base em sua estimativa de benefícios e ganhos potenciais, B, enquanto contabilizam o custo total do empreendimento, C. Dentro do custo total contabilizado eles terão de considerar sua necessidade de segurança e sua aversão a perdas. Um indivíduo tenderá a atuar se a relação B/C for maior do que 1. A oportunidade lucrativa (grandes benefícios e baixas perdas) tenderá a causar maiores intenções de atuar. [McMullen, 2002]. Se agir e isto for uma falsa escolha, o custo desta escolha é importante. Oportunidades que podem ser tentadas com custos e tempo baixos podem oferecer uma chance de retornos lucrativos.

    A matriz na figura 2.6 mostra a decisão de agir ou não. Então, a qualidade real resultante da oportunidade é mostrada (isto somente pode ser determinado após uma decisão). A vida é feita de escolhas e o melhor exemplo é quando escolhemos agir e tudo acontece da maneira correta!


    Podemos retratar as ações da matriz de decisão da figura 2.7 na forma de uma árvore de decisões, como mostrado na figura 2.7. Nossa meta é melhorar nossa habilidade de tomar decisões de forma que a probabilidade p1 de selecionar uma boa oportunidade seja alta.

    O empreendedor tenta tomar uma decisão racional com base em:
    1. Seus ativos psicológicos e financeiros correntes;
    2. As possíveis conseqüências da escolha [Hastie, 2001].

    O desafio da decisão é a tarefa de transformar o conhecimento incompleto de uma oportunidade em uma ação consistente com este conhecimento. A vantagem competitiva é proveniente do fato de realmente fazermos algo que os outros não podem fazer. Análises e relatórios não podem substituir uma ação. Reformular um plano não é substituto para agir para ter as coisas prontas. Uma oportunidade só pode ser avaliada no final. [Pfeffer, 2000]. A ambigüidade permanece e o empreendedor precisa agir ou rejeitá-la.  O medo de falhar pode destruir tudo, inclusive a melhor oportunidade.


    Schumpeter escreveu em seu livro seminal:

    “Empreender coisas novas é difícil e constitui uma função econômica distinta, porque elas existem fora das tarefas rotineiras que todos compreendem e, em segundo lugar, porque o ambiente resiste de várias formas, de acordo com a condição social, de uma simples recusa a financiar ou comprar uma coisa nova, até aos ataques físicos às pessoas que tentam produzi-las. Agir com convicção além dos limites de balizas familiares e superar esta resistência requer aptidões que são dominantes somente em uma pequena fração da população e que define o tipo e a função empreendedora. Esta função não consiste essencialmente nem em inventar algo nem em criar as condições para a empresa explorar. Ela consiste em ter as coisas feitas.”

    Poucas idéias são únicas. Muitos podem ter a idéia, mas poucos têm o desejo, a paixão e as competências para persegui-la. O verdadeiro empreendedor encontra as melhores oportunidades que coincidem com seus interesses, habilidades, conhecimento e age para que elas dêem certo. Os investidores procuram o empreendedor que tem as habilidades críticas listadas na tabela 2.12. O ciclo agir-revisar-ajustar, mostrado na figura 2.8, resume a habilidade crítica de agir, rever e aprender com os resultados e, então, ajustar o esquema do negócio de acordo com a necessidade.


    Empreendedores bem sucedidos são capazes de responder positivamente às cinco questões listadas na tabela 2.13. [Luemmerle, 2002b].  Afrouxar as regras sem quebrá-las é um desafio que empreendedor irá encontrar. Os empreendedores terão de enfrentar no novo mercado com competidores poderosos e entrincheirados. Um novo empreendimento requer paciência e perseverança para começar pequeno e crescer devagar visto que a maioria dos investidores e consumidores desejará que o empreendedor demonstre quem ele é passo a passo. A maioria dos empreendedores precisa ajustar as suas estratégias em resposta á mudança de mercado ou à demanda. Finalmente, os empreendedores sabem como negociar e fechar um acordo. Eles podem fechar acordos sobre pressão. Além disso, eles deverão ser capazes de tomar decisões e fazer acordos com informações incompletas.


    Você poderá aprender a sobressair-se em todas estas cinco competências trabalhando primeiramente no tipo de indústria em que pretende desenvolver uma nova empresa. Você também pode achar um mentor que possa ajudá-lo a adquirir as habilidades e a confiança necessárias. Finalmente, encontre um parceiro de forma que a interação entre vocês dois tenha todas as habilidades necessárias ao sucesso do negócio. Os empreendedores inovadores tendem a exibir uma alta auto-eficácia – a confiança de poder organizar e executar eficazmente ações para produzir os resultados desejados [Markman, 2002]. Eles acreditam possuir as capacidades e discernimento requeridos pela tarefa empreendedora.


    Fonte: Technology Ventures – From Idea to Enterprise, Drof C. R. e Byers H. T.

    Este é o décimo artigo da série Criando EBTs de Sucesso. É o quarto texto do módulo II – As oportunidades e o sumário empresarial – seção I e foi extraído do livro  Technology Ventures – From Idea to Enterprise

    Seção I – Aborda o início de uma EBT alinhada com pontos vitais para o sucesso
    Módulo II –
    As oportunidades e o sumário empresarial

    AVALIANDO A OPORTUNIDADE

    Escolher a oportunidade certa é uma tarefa difícil e importante. Nós selecionamos a oportunidade que oferece a melhor chance de sucesso dentro do contexto do mercado.

    O empreendedor procura e analisa cuidadosamente a melhor oportunidade, visto que para muitas pessoas, apenas uma ou duas são necessárias para melhorar a vida do empreendedor. Um objetivo é investir em uma empresa pela qual você estará pagando menos do que ela vale; isto fornece um amortecedor para desafios imprevistos. Também, os empreendedores tentam achar uma oportunidade com um sólido potencial de longo prazo numa indústria que ele conhece. Eles também montam uma boa equipe gerencial que possa executar a estratégia para esta oportunidade. Eles também asseguram que os consumidores permitirão que sua empresa lucre com o empreendimento. Assim, eles evitam indústrias que vendam produtos em que o preço seja a única diferença exceto quando eles têm um processo de negócio novo e inovador que permite que sua empresa seja um fornecedor de baixos preços.

    A revisão das oportunidades sempre incluirá a avaliação de alternativas. O custo de oportunidade de uma ação é o valor (custo) da perda de uma ação alternativa. A tabela 2.10 traz um exemplo de análise de oportunidade entre um emprego ou o inicio de um empreendimento. Um dos grandes riscos para qualquer pessoa ao considerar um novo empreendimento é a tendência geral dos seres humanos de ter um excesso de confiança e esperar que as coisas sejam melhores do que realmente são.

    As considerações nesse exemplo estão envolvidas com a oportunidade do ponto de vista dos empreendedores. Isto é igualmente importante para rever a qualidade da oportunidade em termos de avaliação do mercado, viabilidade de implementação e diferenciação do produto. Muitas análises requerem informação adicional. O julgamento sobre a qualidade da oportunidade pode se feito por uma equipe empreendedora na medida em que eles considerem todos os aspectos da oportunidade. Uma compreensiva abordagem analítica à avaliação da oportunidade não se adapta à maioria das empresas nascentes. Os empreendedores freqüentemente carecem de tempo e dinheiro para entrevistar uma grande quantidade de consumidores potenciais, analisar substitutivos, reconstruir estruturas de custo dos competidores ou projetar cenários de planejamento alternativos.

    A maioria das equipes empreendedoras segue o processo básico de cinco passos apresentado na tabela 2.11. O objetivo é eliminar rapidamente empreendimentos futuros não promissores, poupando energia e tempo para os mais promissores. Em geral, é melhor rejeitar os empreendimentos em indústrias ou mercados em que os empreendedores têm pouca experiência ou conhecimento. Checklists padrão ou aproximações não funcionam para a maioria dos empreendedores. O esforço de análise apropriado e as questões que são, em sua maioria, dignos de pesquisas e análise dependem das características de cada empreendimento.

    Em geral, contudo, um empreendedor trabalha através dos cinco passos da tabela 2.11 e elimina as oportunidades que não passam por uma inspeção. Aquelas que passam por uma análise rápida devem ser olhadas com mais cuidado.

    O empreendedor tem que viver com incertezas críticas, tais como a competência relativa dos rivais ou as preferências dos consumidores, que não são fáceis de analisar.

    Um novo produto tem que oferecer aos consumidores um valor excepcional a um preço atrativo e a companhia deve fazer tudo isso com um bom lucro. A revisão inicial da oportunidade pode ser baseada nas cinco características da oportunidade e na avaliação da equipe: capacidade, novidade, recursos, retorno e comprometimento como descrito na tabela 2.11

    Quando avalia uma oportunidade o empreendedor considera se ela se adapta ou combina com as condições do contexto, as capacidades e características da equipe e as suas habilidades de assegurar os recursos necessários para iniciar um novo empreendimento baseado na oportunidade. A figura 2.4 mostra um diagrama de adaptação ou congruência que pode ser usado para revisar uma oportunidade. Um grande diamante com um grande grau de ajuste é o melhor.


    Figura 2.5 (a) A oportunidade dentro do contexto é, (b) O encaixe dos recursos, competências, estratégia e execução para combinar com a oportunidade.

    Fonte: Technology Ventures – From Idea to Enterprise, Drof C. R. e Byers H. T.

    Este é o nono artigo da série Criando EBTs de Sucesso. É o terceiro texto do módulo II – As oportunidades e o sumário empresarial – seção I e foi extraído do livro Technology Ventures – From Idea to Enterprise

    Seção I – Aborda o início de uma EBT alinhada com pontos vitais para o sucesso
    Módulo II –
    As oportunidades e o sumário empresarial


    O EMPREENDEDOR E A OPORTUNIDADE

    O primeiro papel do empreendedor – um indivíduo ou grupo de pessoas – é identificar e selecionar uma oportunidade apropriada. O empreendedorismo começa com uma idéia que, após uma reflexão, mostra ser uma oportunidade valiosa. Os empreendedores eficazes reconhecem e perseguem oportunidades baseadas em atender às necessidades do mercado, resolver problemas ou atender a um nicho em um tempo razoável. Existe uma linha de tempo para cada oportunidade. Peter Drucker, 1993, descreve o papel do empreendedor como inovador:

    “Inovação é uma ferramenta específica dos empreendedores, o meio pelo qual eles exploram uma mudança como uma oportunidade para diferentes negócios ou serviços”.

    Empreendedores eficazes freqüentemente consideram a oportunidade um processo criativo que relaciona uma necessidade com um ou mais métodos, meios ou serviços associados, combinados para resolver o problema. Este processo associativo é relacionado com o conceito de convergência que é composto por dois ou mais meios, métodos ou tecnologias que resolvem o problema e superam a ansiedade.

    Freqüentemente a oportunidade será revista por uma equipe ou grupo de indivíduos criativos, trabalhando juntos para selecionar uma boa oportunidade. Os empreendedores são freqüentes sonhadores, visionários, ou apenas bons pensadores. Freqüentemente um ou mais elementos da equipe têm grandes habilidades intuitivas e podem gerar idéias facilmente. É então função da equipe auxiliar a selecionar a oportunidade que melhor se ajuste às capacidades e recursos que a equipe possui ou venha a assegurar.

    Os empreendedores são focados na oportunidade e trabalham para encontrar uma estratégia que possa transformar esta oportunidade em um sucesso frutífero. Eles buscam novas maneiras ou métodos e estão dispostos a se comprometer para resolver um problema social ou de negócios que resulte em sucesso. Os empreendedores trabalham para utilizar pequenos períodos de tempo para decidir sobre uma estratégia apropriada e aproveitar uma oportunidade. Tipicamente, os empreendedores inovadores têm uma paixão por construir uma empresa que irá resolver um problema importante. Eles buscam maneiras para se expressar e validar suas idéias. Eles são criativos, auto-motivados e atraídos pelo novo, por grandes idéias ou por oportunidades.

    Um ou mais elementos da equipe de empreendedores usualmente têm alguma experiência na indústria na qual o empreendimento irá operar. Alguns falam que o empreendedor bem sucedido tem uma grande sorte, mas precisamos lembrar o velho ditado de que sorte é onde a preparação e oportunidade se encontram. A equipe tem que ter as competências necessárias e estar comprometida com o projeto.

    Bons empreendedores buscam a flexibilidade, para que possam adaptar-se às condições de mudança e reduzir os riscos do empreendimento. Eles criam uma visão global do negócio e usam isto para motivar os funcionários, aliados e financiadores. Talvez as mais importantes qualidades ou características do empreendedor sejam as habilidades de cumprir as tarefas necessárias, atingir metas, inspirar os outros a ajudá-los nestas tarefas, fazendo isto com o esforço sustentável requerido.

    Os membros da equipe empresarial têm que exibir qualidades de liderança. Liderança é a habilidade de criar mudanças ou transformar organizações. A liderança dentro de uma organização permite que a mesma se adapte ou mude de acordo com as circunstâncias. A medida real de liderança é a habilidade de adquirir as habilidades necessárias conforme a situação sofre mudanças. As competências da liderança são atingidas pela experiência e pelo talento inato. Talento consiste em brilho, charme e ambição. O empreendedorismo refere-se a pessoas que atuam coletivamente dentro das organizações para identificar, explorar oportunidades e, finalmente, criar valor (riquezas) para a sociedade. Os empreendedores são inovadores ou agentes de mudanças, ou reconhecem uma boa oportunidade quando se defrontam com uma. Os empreendedores exibem uma confiança robusta atingindo algumas vezes a fronteira da super-confiança.

    As capacidades requeridas para uma equipe empreendedora são mostradas na tabela 2.6. Em geral todos os empreendedores devem ter a maioria destas qualidades para participar de um novo empreendimento. Claro que nem todos os membros da equipe têm o mesmo conjunto de capacidades, mas é útil que todos os membros da equipe possuam, em certa medida, cada característica (ou aprecie e respeite quem a tenha).

    Equipes empresariais bem sucedidas dependem das capacidades intrínsecas a cada membro e da habilidade de acomodar e gerenciar riscos. Eles podem atrair, treinar e reter pessoas intelectualmente brilhantes e educadas, capazes de ter visões multidisciplinares [van Praag, 2001]. Usando o tipo de indicador Meyers Briggs os empreendedores são freqüentemente classificados como ENTP. Eles têm uma orientação externa (extroversão), E: são inovadores e intuitivos, N: são sensíveis a mudanças e idéias, T: são perceptivos, P (veja em www.mbti.com o teste de Meyers Briggs).

    As pessoas agem como empreendedores independentes quando sua própria carreira é vista como mais importante do que seu emprego atual. Considere a satisfação (utilidade) derivada de um acordo de emprego. A função utilitária, U é [Douglas, 1999]:

    U = f(Y, I, W, R, O)

    Onde Y = salário, I = independência, W = esforço de trabalho, R = risco e O = outras condições de trabalho. Também, deve ser assumido que o salário depende por sua vez das habilidades. As pessoas terão um incentivo para se tornar empreendedores quando a maior satisfação (utilidade) for obtida da atividade empresarial. Em outras palavras, o empreendedorismo se paga devido ao alto potencial de ganho e à independência, requerendo níveis razoáveis de risco e de esforço de trabalho.

    Em negócios inovadores os resultados do empreendimento são menos conhecidos e, o retorno esperado, a independência, o esforço de trabalho e o risco podem ser apenas estimados. É a combinação de todas estas quatro características que influencia na decisão. A atualidade real é atingida no período de N anos. Negligenciando o fator O, podemos postular um índice de utilidade chamado Atrativo Empreendedor (AE). O índice pode ser calculado com o índice linearmente ponderando.

    EA = SN0 (w1Y+w2I-w3W-w4R)dt.

    Adicionalmente, esperamos que uma pessoa muito confiante, talentosa e experiente, é capaz de aceitar mais riscos.

    Como um simples exemplo considere um empreendimento de 5 anos para uma pessoa que possui pesos iguais wi = ¼ e  onde Y = 3, I = 4, W = 2 e risco menor, R = 1 . Usamos a escala de 1 a 5 com 1 = baixo, 3 = médio, 5 = alto para Y, I , W e R. Neste caso, o salário será bom, a independência alta, o trabalho moderado e risco baixo.

    Então teremos:

    EA = ¼[Y+I)-(W+R)]xN = ¼[7-3]x5 = 5

    Um índice muito positivo e atrativo que poderá levar a pessoa a escolher o caminho empreendedor.

    Sumarizando, uma pessoa escolherá seguir um caminho empreendedor quando os benefícios da independência e do alto rendimento compensarem o esforço de trabalho requerido e o risco do empreendimento. O rendimento, independência, esforço de trabalho e o risco do empreendimento esperados dependem da qualidade da oportunidade, da estratégia proposta para o empreendimento e da equipe de trabalho que irá executar a estratégia do empreendimento. Lamentavelmente, vários empreendedores supervalorizam os benefícios da independência e do rendimento, subestimando o esforço de trabalho requerido.

    George Bernard Shaw [1903] resumiu isto muito bem:

    “O homem razoável adapta-se ao mundo: o irracional persiste em tentar adaptar o mundo a si próprio. Portanto todo o progresso depende do homem irracional”.

    Fonte: Technology Ventures – From Idea to Enterprise, Drof C. R. e Byers H. T.

    Este é o sétimo artigo da série Criando EBTs de Sucesso. É o primeiro  texto do módulo II – As oportunidades e o sumário empresarial – seção I e foi extraído do livro Technology Ventures – From Idea to Enterprise

    Seção I – Aborda o início de uma EBT alinhada com pontos vitais para o sucesso
    Módulo II –
    As oportunidades e o sumário empresarial

    IDENTIFICAÇÃO DA OPORTUNIDADE

    Idéias para um novo empreendimento são fáceis de achar, porém difíceis de avaliar. Uma oportunidade é uma conjugação oportuna e favorável de circunstâncias que fornecem uma grande chance de sucesso para o empreendimento. O empreendedorismo é a identificação e exploração de oportunidades ainda não exploradas. As boas oportunidades são usualmente disfarçadas, razão pela qual a maioria das pessoas não as reconhece. Novas oportunidades são abertas porque os clientes precisam de mudanças ou novas tecnologias que levem a novas formas de realizar uma tarefa. Boas oportunidades também surgem de circunstâncias no emprego ou da experiência. Muitas vezes elas surgem de uma experiência pessoal em uma necessidade ou problema que clama por uma solução. Um exemplo é a necessidade de um fármaco que possa mitigar ou curar os efeitos da AIDS. Este tipo de oportunidade pode ser chamado de oportunidade puxada pelo mercado, dado que o tamanho da oportunidade atrai caçadores de oportunidades para tentar explorá-la [Vesper, 2003].

    Outro tipo de oportunidade ocorre na descoberta de uma oportunidade ou recurso que possa ser aplicado em um problema ou necessidade. Um exemplo deste tipo de oportunidade é a descoberta de novas tecnologias como a televisão digital. Este tipo de oportunidade pode ser chamada de capacidade empurrada pela tecnologia, visto que ela flui de uma capacidade ou recurso disponível. Frequentemente estar no ponto certo do empreendimento, no lugar e tempo certos é a fonte de uma boa oportunidade.

    Os fundadores de uma nova indústria focam seus esforços na oportunidade puxada pelo mercado para criar inovações rompedoras que levam novos produtos para resolverem problemas significativos. Novas empresas organizacionais e indústrias são fundadas por indivíduos que reconhecem grandes oportunidades como resultado de mudanças tecnológicas. A oportunidade de capacidade empurrada pela tecnologia pode ser igualmente atrativa.

    Uma boa oportunidade tem o potencial de criar valores significativos para os consumidores. Outra maneira de descrever uma boa oportunidade é descrever a ansiedade do cliente, que representa a extensão da necessidade de resolver um problema. Uma solução com grande valor é procurada por consumidores que sentem significativa angústia causada pela necessidade.

    Consumidores querem uma solução para seus problemas e normalmente não ligam para a tecnologia empregada na mesma. Infelizmente alguns acreditam que o empreendedorismo é uma fonte de grandes idéias tecnológicas. Na realidade o empreendedorismo refere-se realmente à criação de um novo empreendimento para resolver um problema.

    Outros novos empreendimentos de sucesso ocorrem junto com mudanças de políticas regulatórias.

    Podemos sumarizar as nove categorias de oportunidades conforme nos mostra a tabela 2.1.

    O primeiro, e talvez o método mais comum, é aumentar o valor de um produto ou serviço. Isto pode incluir desempenho aperfeiçoado, melhor qualidade ou experiência, acessibilidade aperfeiçoada ou outros valores específicos do produto.

    O segundo método busca novas aplicações para recursos ou tecnologias existentes.

    O terceiro método concentra-se na criação de um mercado de massa para produtos existentes.

    A customização de produtos para indivíduos proporciona uma nova oportunidade para um produto ou tecnologia existente.

    A expansão do alcance geográfico ou alcance online permite que um empreendimento aumente seu número de clientes.

    A gestão da cadeia de suprimentos é uma poderosa força de aperfeiçoamento.

    A convergência de mudança e indústrias proporciona benefícios potenciais para equipes de inovação.

    A inovação do negócio e do processo de fabricação manufaturado é uma fonte de oportunidade.

    Finalmente, a nona categoria de oportunidades são a escala de crescimento ou de consolidação da indústria. Exemplos de consolidação incluem a remoção de desperdícios e a indústria de aluguel de vídeos. Através de fusões e aquisições uma indústria pode se consolidar atendendo redução de custos e aumento de valor para o consumidor.

    Grandes oportunidades estão freqüentemente disfarçadas em problemas de solução difícil. No entanto, como Charles Kettering declarou, “um problema bem definido é um problema meio resolvido.”

    Uma vez que um problema é identificado, a solução pode ser deduzida perguntando primeiramente como uma pessoa não forçada resolveria o problema. Começar sem restrições tais como o preço e o limites físicos abre muitas possibilidades. Quando uma boa solução aparentar ser atrativa, ela pode ser freqüentemente arranjada para acomodar restrições razoáveis [Nalebuff, 2003].

    A identificação da oportunidade depende de preparação, experiência, competência e um senso afiado de observação. Curiosidade e natureza observadora são necessárias.

    Uma maneira de achar uma grande oportunidade é verificar uma descontinuidade na cultura, na sociedade ou nos mercados. A tabela 2.2 descreve exemplos de descontinuidades que levam a uma grande oportunidade. Qualquer oportunidade de negócios específica pode ser representada pelo cubo tridimensional da figura 2.2.

    Os empreendedores identificam o cliente, a tecnologia necessária e a aplicação desta tecnologia para criar a solução.