O site do Instituto Nacional de Empreendedorismo e Inovação é uma ótima fonte de informação para os empreendedores. Notícias, artigos e eventos sobre o tema para manter os profissionais da área sempre na vanguarda dos acontecimentos.

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O site Resultson publicou uma ótima dica para quem precisa de investimento para alavancar uma ideia e também para empresários que querem investir em uma startup. A AngelList é uma comunidade que visa facilitar a comunicação entre empreendedores que estão em busca de investimento e investidores que estão à procura de bons projetos para financiar. O site, que possui um layout bastante simplilficado e fácil de utilizar, é um canal que permite aos participantes estreitar os laços entre empresários e startups. Cada participante possui um perfil pessoal que mostra suas informações profissionais e os interesses de fazer parte da rede. Com isso, é possível realizar buscas no mercado que deseja atuar e localizar pessoas que são referências no assunto, tanto para quem empreende como para quem deseja investir em determinada ideia. O serviço é free (dá para fazer o login pelo Facebook ou Twitter) e pode ser uma boa oportunidade de expor seu plano de negócio para o mundo e estar em contato com investidores internacionais. Para se inscrever, é só clicar aqui.

Patricia Santana, colaboradora do Portal HSM, escreveu este ótimo texto sobre melhores práticas em gestão de PMEs.

Responsáveis por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e por 54% dos empregos formais, as micro e pequenas empresas (MPE) ainda esbarram nos mesmos desafios de qualquer organização: como gerir bem o negócio, empreender ações inovadoras, suprir as necessidades do mercado e sobreviver às transformações econômicas globais. Sendo que o último item é apontado como sendo o principal desafio para a gestão das MPEs, na opinião de Juliana Iten, gerente de Convênios e Parcerias da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

De acordo com estudo da consultoria Mckinsey, as organizações devem ser impactadas, nos próximos anos, por cinco forças globais de transformações. São elas:

1. O crescimento de mercados emergentes, com alterações demográficas
2. Produtividade do trabalho
3. O fluxo global de produtos, que é impactado por informações e capital
4. As mudanças climáticas e a sustentabilidade
5. Crescimento do papel dos governos nas economias e na sustentabilidade ambiental e social

Diante desse cenário de incertezas e constantes transformações globais, adaptar metas e objetivos da empresa a essas mudanças passa a ser primordial para que as MPEs tenham visão de futuro e saibam identificar seus pontos fortes e fracos, as ameaças e oportunidades, de forma a melhorarem a gestão do negócio e se tornarem mais competitivas.

“Ou seja, cada vez mais se faz necessário estabelecer um planejamento estruturado a curto e longo prazo, que seja dinâmico e adaptável às mudanças complexas que afetam o mundo corporativo”, completa a gerente da FNQ.

Para avaliar o estágio de maturidade da gestão das MPEs, a FNQ, em parceria com o Sebrae, Movimento Brasil Competitivo (MBC) e Gerdau, desenvolveu um questionário de autoavaliação, alinhado ao Modelo de Excelência da Gestão (MEG) disseminado pela FNQ e adaptado à realidade das empresas de pequeno porte.

“Os fundamentos e critérios de excelência, que antes eram focados no desempenho das grandes empresas, agora estão adaptados para a realidade das MPEs, de forma que possam se tornar mais competitivas no mercado”, avalia Juliana.

A proposta do questionário é avaliar a qualidade da gestão das MPEs, identificando os pontos fortes e oportunidades para melhoria, o que permite melhoria de processos de planejamento estratégico e planos de ação. O questionário aborda questões focadas em liderança, estratégias e planos, clientes, sociedade, informações e conhecimento, pessoas, processos e resultados.

Com base no modelo de excelência em gestão, a FNQ elenca 12 pontos-chave para o desenvolvimento da gestão. São eles:

1. Conheça e ouça os clientes – Agrupe os tipos de clientes com características similares, identifique e analise suas necessidades, a fim de oferecer os serviços ou produtos adequados a esses grupos. Considerando suas diferenças, divulgue produtos e serviços no canal mais adequado para atingir os clientes. Promova avaliações periódicas do nível de satisfação e crie um meio de comunicação para ouvir as reclamações e sugestões, a fim de identificar oportunidades de melhoria.

2. Preocupe-se com o meio ambiente e seja socialmente responsável – Fique ciente dos danos que as atividades e instalações da empresa causam ao meio ambiente – faça o consumo controlado de água, energia elétrica e papel, e descarte corretamente sobras de produção, lixo, lâmpadas fluorescentes, cartuchos de impressora e embalagens. Promova ações e projeto sociais, conscientizando e envolvendo os colaboradores com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento sustentado. Doações que auxiliam temporariamente a comunidade são atividades isoladas que não atingem esse objetivo.

3. Tenha a melhoria contínua como meta – Promova a melhoria por meio da inovação dos produtos, serviços, processos e métodos de gestão, a partir das contribuições de colaboradores e de informações obtidas externamente (com outras empresas, concorrentes, universidades, centros de pesquisa, associações, rede de relacionamentos etc.). Isso contribui para o aumento da competitividade da empresa.

4. Estabeleça sua missão, visão e valores – Toda empresa deve estabelecer e disseminar sua missão, visão e valores aos colaboradores, para que todos persigam os mesmos ideais e saibam o que os dirigentes esperam da organização no futuro.

5. Tenha um planejamento estratégico – Estabeleça estratégias para alcançar os objetivos da empresa, levando em conta informações relativas a clientes, mercados, fornecedores, colaboradores, sua capacidade de prestar serviços, produzir e vender. Isso permite posicionar a organização de forma competitiva e garantir a sua continuidade. Em seguida, elabore planos de ação, definindo responsáveis, prazos e recursos necessários para a execução de atividades que visam atingir as principais metas e estratégias.

6. Faça a gestão das pessoas – Defina claramente as funções e responsabilidades dos colaboradores, pontuando a participação de cada um e promovendo a sinergia do trabalho em equipe. Disponibilize ações de capacitação com base num plano de treinamento, a fim de desenvolver as habilidades e conhecimentos para exercer as atividades diárias. Na hora de contratar, selecione colaboradores que estejam aptos a atender as necessidades atuais e futuras da organização.

7. Promova a qualidade de vida – Adote ações que garantam o bem-estar e a satisfação dos colaboradores, promovendo um ambiente mais participativo e agradável que proporcione motivação para a realização do trabalho. Exemplo: promova benefícios adicionais aos exigidos por lei, confraternizações, áreas de lazer, programas participativos etc

8. Controle o desempenho – A empresa deve estabelecer indicadores e metas que permitam controlar as principais atividades e analisar o desempenho do negócio. Reuniões regulares com os dirigentes da organização são fundamentais para mensurar os resultados obtidos e tomar medidas corretivas, quando necessário. Esses indicadores e metas precisam contemplar aspectos relacionados a finanças, produção, vendas, fornecedores, clientes, colaboradores e questões ambientais.

9. Faça o controle financeiro – Utilize o fluxo de caixa e um plano orçamentário para, no mínimo, um ano. Assim, é possível assegurar a disponibilidade de recursos para a compra de materiais e serviços, o pagamento de funcionários e despesas, além do investimento em equipamentos para comercialização, prestação de serviços, produção e entrega.

10. Organize as informações – As informações necessárias para a execução das atividades da empresa, análise e condução dos negócios devem estar definidas e organizadas por um sistema padronizado, que disponibilize ferramentas e tecnologias mais eficazes para atender as necessidades dos colaboradores. A empresa deve ainda compartilhar as informações a fim de permitir a execução adequada das funções. Quando registradas e documentadas, essas informações possibilitam a continuidade das atividades em caso de substituição de profissionais.

11. Faça benchmarking – Obtenha regularmente informações comparativas de outras empresas do mesmo segmento, com o objetivo de adotar novas práticas e métodos de melhoria dos serviços, produtos e processos. Isso também permite identificar diferenciais favoráveis ou desfavoráveis a serem tratados.

12. Execução de atividades – As principais atividades da empresa devem ser executadas de acordo com padrões definidos, a partir de requisitos legais e de informações sobre as necessidades do cliente, bem como da descrição de processos.

Na prática

A Patrimonium, empresa de segurança patrimonial do Paraná que está no mercado a há 10 anos, incorporou estas 12 recomendações do modelo de excelência em gestão. Hoje, a companhia adota mais de 30 indicadores que são acompanhados mensalmente com análise e plano de ação para cumprimento da meta pelos responsáveis da área.

“Esses indicadores são apresentados e analisados em uma reunião de gerência com a presença dos diretores mensalmente. Além disso, também são avaliados criticamente pela diretoria a cada semestre”, conta Michel Andre Felippe Soares, diretor executivo Grupo Patrimonium Alltech.

A empresa controla o fluxo de caixa pelo software de gestão e todos os departamentos criaram o seu planejamento orçamentário para o ano seguinte. “Essa ação facilita a empresa a gerir melhor os recursos e a evitar gastos financeiros com juros por deficiência na gestão do caixa”, sinaliza o executivo.

Além disso, a companhia já realiza há alguns anos a pesquisa de satisfação do cliente. “Tomamos ações para sanar eventuais pontos de melhoria apresentados pelos nossos clientes e agrupamos os clientes, para identificar as necessidades específicas e atender o anseio de cada grupo”, aponta Soares.

O executivo da Patrimonium avalia que é fundamental saber aonde se quer chegar, assim como a informação precisa ser bem definida e disseminada para os colaboradores. Para a empresa evoluir, os funcionários precisam “saber o que importa e o que a empresa espera deles em termos de comportamento e resultados”, conclui.

Estas dicas foram retiradas do site ysn.com que trabalha com planejamento de carreira e talent development. O post enumera algumas vantagens de se trabalhar em uma startup no âmbito pessoal e profissional.

 

Trabalhar em uma startup pode ser umas das experiências mais emocionantes e repletas de adrenalina que você já vivenciou. Oportunidades de crescimento não faltam. Nada é imutável e o céu é o limite. Aqui estão 10 motivos para você trabalhar em uma startup.

 

1. Familia: Em uma empresa desse gênero, você desenvolve laços com os colegas que vão além da parte estritamente profissional. Estas pessoas são suas amigas, sua família. Você depende destas pessoas. Você fica preocupado com a família dos seus colegas também. Todos estão trabalhando para um objetivo comum e todos vocês vão compartilhar as recompensas.

2. Orgulho: Sua empresa pode ser reconhecida como a melhor do mundo. Mesmo se isso não acontecer, você pode ter orgulho em ter assumido esse risco, em criar algo do zero. Você está produzindo o seu melhor trabalho, assumindo riscos e rompendo barreiras.

3. Compensação: Você está construindo o alicerce para o sucesso. Startups são sobre o futuro, ao invés do presente. Elas não têm, geralmente, muitos recursos financeiros. Você pode receber opções de ações em vez de um grande salário. Você pode ser capaz de realizar tarefas virtualmente poupando, assim, dinheiro. O futuro ainda não foi escrito.

4. Definindo Padrões: Você define as normas. Você define as políticas.Você está criando uma cultura corporativa pedaço por pedaço.

5. Variedade: O grupo de trabalho de uma startup é geralmente pequeno, logo todos precisão ser multi-função. Um dia você pode estar encarregado de alguma tarefa de finanças e no outro dia você pode participar de um brainstorm para estratégia de marketing.

6. Criatividade: Startups atraem pessoas criativas e que assumem riscos. Este ambiente é propício para o desenvolvimento de ótimas idéias, pois oferece a colaboração de pessoas de diferentes áreas.

7. Crescimento: A possibilidade de crescimento e mobilidade é maior.

8. Desafios: Grandes empresas têm desafios, mas geralmente estes desafios são resolvidos pelos CEOs ou gerentes. Em uma startup, você é a autoridade superior. Você precisa ser melhor do que a concorrência. Você deve ultrapassar seus próprios limites a cada dia.

9. Aprendizado: Você aprende coisas novas todos os dias. Novos processos são criados. Você está partindo do zero e criando novas práticas. Cada mudança traz novas oportunidades de aprendizado.

10. Responsabilidade: Como muitas vezes você precisa trabalhar em diferentes “departamentos” da startup, você também será responsável por responder por estes departamentos, além de tomar decisões sobre estratégias e práticas.

 


 

O portal Administradores.com traz  algumas dicas simples para você se tornar um líder

Na superfície, a diferença entre um passo e um tropeção parece ser óbvia. Porém, no mundo dos negócios, aquele que planeja calmamente o caminho para chegar a um cargo de chefia nem sempre é fácil de distinguir daquele que, de surpresa, recebe o cargo. A verdade é que, independente de você dar um passo de caso pensado ou tropeçar no cadarço do tênis, você pode acabar no mesmo lugar. Em outras palavras, muitas pessoas que têm um foco em chegar ao topo demoram o mesmo tempo para chegar lá que aquelas que recebem a oportunidade de serem líderes.

Ainda assim, saber a diferença entre uma liderança bem pensada e aquela que acontece por acidente é fundamental, não apenas para a sua capacidade de crescer e se desenvolver como líder, mas para conquistar um sucesso intencional e não milagroso.

Aqui estão sete características que separam o líder verdadeiro do líder por acaso:

1. A liderança verdadeira é liderar a si mesmo. Dar ordens é tão fácil quanto entregar cartões de visita. No entanto, um líder prudente também sabe liderar a si mesmo, não apenas para dar o exemplo às outras pessoas, mas para ser uma peça importante da máquina da empresa. É importante os líderes terem a habilidade de focar e motivar a si mesmos da maneira como motivam os outros.

2. Não seja um rei. Uma liderança bem pensada provavelmente significa que você tem uma força de trabalho talentosa na empresa. Isso é fantástico. Mas seja cuidadoso para não transformar sua sala em um trono. Líderes por acaso frequentemente estabelecem um sistema de orientação restritivo demais. Oriente os funcionários, mas não crie mais parâmetros do o necessário. É importante influenciar as pessoas com as quais você trabalha. Não veja a sua empresa como um reinado.

3. Esteja aberto para novas maneiras de fazer o trabalho. Uma boa aposta para uma operação bem sucedida é repetir o que deu certo outras vezes. É difícil argumentar contra isso, mas um líder desavisado irá se esforçar além do necessário para não mudar o que já funcionou uma vez. Por outro lado, uma liderança atenta reconhece o sucesso, mas também reconhece que sempre há maneiras de fazer melhor.

4. Estabeleça um senso verdadeiro de compromisso. Devo admitir que é um assunto delicado para mim. Já vi muitos slogans de empresas cujo significado é tão valioso quanto o papel no qual estão impressos. Quer se “comprometer com um serviço de qualidade superior”? Isso dará mais poder a você, mas um verdadeiro líder sabe que não são só palavras. Ele coloca recheio nessa receita: estabelece como avaliar a excelência, desenvolve um plano convincente para alcançá-la e define um cronograma possível e real para isso.

5. Termine o trabalho. Muitos líderes de empresas falam dos trabalhos realizados, mas quantos realmente terminam o que dizem que vão iniciar? Um líder relaxado e que nunca termina nada perde a confiança dos clientes. Essa falta de conclusão é repassada para os seus funcionários também. Em vez disso, defina objetivos e estabeleça medidas práticas e justificáveis para terminar o que você começou. A capacidade de concluir as tarefas é fundamental. Nada é útil a não ser que seja concluído.

6. Mostre uma valorização verdadeira. Líderes relaxados precisam de braços fortes como os do Popeye, de tantos tapinhas nas costas que eles dão. Isso não é errado, mas um bom desempenho precisa de uma resposta mais significativa. Líderes que enxergam o futuro fazem elogios, mas com recompensas reais: promoções, aumentos de salário, bônus e outros sinais visíveis de valorização. Isso motiva a sua equipe, não apenas para trabalhar com entusiasmo, mas para ficar na empresa por mais tempo do que ficaria caso a situação fosse outra.

7. Saiba que habilidades de liderança também vêm com o aprendizado. Muitos executivos acham que as habilidades de liderança vêm de uma maravilhosa revelação ou outro momento de iluminação. É claro que ótimas ideias podem surgir na mente de qualquer um de nós, mas ser um bom líder também significa ter que estudar. Leia livros sobre liderança efetiva, participe de seminários e peça ideias de colegas para saber o que funciona nas empresas deles. Pode ser um estudo longo, mas ele trará recompensas que irão se multiplicar quanto mais conhecimento você tiver.

Dicas tiradas do site Pequenas Empresas Grandes Negócios. As sugestões abaixo foram obtidas com professores e consultores da FGV, do Ibmec e do Sebrae e a partir do livro 101 Maneiras de Ganhar Dinheiro Trabalhando em Casa, de Dan Ransey.


1) Antes de começar qualquer negócio, procure conhecer a fundo o ramo em que pretende investir. Analise a concorrência na região, faça cursos, vá a feiras e seminários, pesquise produtos e serviços similares na internet, identifique seus futuros clientes e suas necessidades. E, claro, faça um plano de negócios;

2) Fique atento às questões de zoneamento, higiene e saúde, em geral rigorosas para quem atua nas áreas de alimentos e cosméticos. Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza são algumas das cidades do país que têm legislação específica para quem trabalha em casa. Verifique a legislação que rege o zoneamento do bairro onde você mora e veja se há qualquer impedimento para a abertura de empresa em casa;

3) Não se esqueça de pedir o alvará de funcionamento na prefeitura de sua cidade;

4) Solicite um segundo alvará ao órgão responsável pela vigilância sanitária, caso você pretenda trabalhar com alimentos. A legislação tem regras rígidas: a cozinha, por exemplo, não pode ser a mesma usada por moradores; precisa ser instalada em área independente, com azulejos até o teto e piso impermeabilizado, entre outros itens;

5) Procure instalar uma entrada independente para receber clientes, fornecedores ou mesmo para a entrada de funcionários. Isso dá um ar mais profissional ao negócio. Não há nada pior do que atravessar a sala, onde a criançada está na maior folia ou a família está se alimentando, para chegar ao balcão de uma empresa;

6) Concentre suas atividades num único espaço, não invadindo os demais cômodos da casa. Sua família não precisa compartilhar sua rotina profissional. Prepare um espaço (quarto, edícula, garagem) para sediar o novo negócio. Use os mesmos tipos de móveis e equipamentos que adotaria num ponto comercial;

7) Planeje com cuidado o espaço da casa que você ocupará para trabalhar, até mesmo adotando tratamento acústico nas paredes, para que sons de atividades domésticas (como crianças, televisão e aparelhos de som) não interfiram em seus telefonemas;

8) Tenha uma linha telefônica exclusiva para o negócio. Atenda sempre de modo formal e, na sua ausência, prefira a secretária eletrônica à ajuda de familiares para anotar recados. Estude o caso de contratar os serviços de escritórios virtuais. Com eles você pode ou não ter um espaço para trabalhar, pode alugar salas apenas para reuniões e usar diversos serviços, como os de copiadora, motoboy, recebimento de correspondência, atendimento telefônico profissional, etc.

9) Registre um domínio na internet para a criação do site de sua empresa. Para isso você precisa pagar uma taxa anual ao órgão responsável pelo registro de domínios (www.registro.br). Um site é um ótimo cartão de visitas e ajuda a dar credibilidade a um novo negócio. Além disso, ao registrar o domínio, você também recebe um e-mail (voce@suaempresa.com.br), o que dá uma aparência mais profissional aos contatos feitos com clientes e fornecedores;

10) Defina horários para o início e o término do expediente. Um pouco de disciplina nos horários não faz mal a ninguém e ajuda na sua qualidade de vida e na de sua família;

11) Organize e administre bem seu tempo. Cumpra prazos e compromissos com o cliente. Não é porque você está numa garagem que não precisa ser pontual, ter bom preço e produtos de qualidade;

12) Estabeleça regras claras com sua família, para não misturar problemas e situações da vida doméstica com as da empresa. Separe a pessoa física da pessoa jurídica. O caixa da empresa não pode ser confundido com o cofrinho da família;

13) Cuide da aparência. Não é porque está trabalhando em casa que pode apresentar-se de chinelo ou de camiseta furada. Vista-se como se fosse ao escritório. A aparência conta pontos preciosos na conquista de respeito e confiança de clientes, fornecedores e empregados;

14) Lance mão de terceirizar serviços como: entregas, cópias ou fabricação;

Ex-funcionário da Apple considerado um dos responsáveis pelo sucesso do primeiro computador pessoal da marca debateu sobre inovação em São Paulo. Kawasaki falou sobre o que considera os 10 passos para a inovação. Este texto foi extraído do portal Terra



Guy Kawasaki poderia ser o investidor em novas empresas com o perfil padrão, engravatado e polido. Que nada, tem mais o perfil de ex-funcionário da Apple mesmo, companhia que, nas suas palavras, perdeu o título de mais egocêntrica do mundo para o Google. De camisa colorida e com as mangas de fora, ele falou hoje em São Paulo sobre os dez passos (na verdade, onze) de como criar algo inovador (uma empresa, um serviço) nos dias atuais. “Grande parte dos CEOs de empresas são uma porcaria como palestrantes. E eles falam demais, por muito tempo, o que é uma combinação ruim”, afirmou. “Por isso, então, os 10 pontos sobre inovação” – que ele discorreu em uma hora, cheio de exemplos e citações.

“Fazer sentido no mundo é o primeiro ponto”, explica Kawasaki. “Não adianta contratar um monte de gente com MBA só pelo dinheiro. Tem que pensar que seu projeto deve melhorar o mundo também”. Não falou da Apple, mas citou a Nike como um bom exemplo nisso. “O segundo ponto é tenha um mantra. Não é a missão da empresa. Nos Estados Unidos, companhias reúnem 60 pessoas por dois dias num hotel com campo de golfe e praia. Chamam alguém de fora pra conduzir a reunião, provando que não têm nenhum executivo líder, e cada um fala uma palavra. Logo, a missão tem 60 palavras, gerando algo muito longo e pouco útil”. Um bom mantra corporativo, na visão de Kawasaki, tem duas ou três palavras no máximo.

O terceiro ponto é “ficar além da curva”. Sua empresa tem que pensar além e inovar de tal modo para ficar à frente da concorrência. “Não é 10% ou 15% melhor, é dez vezes melhor. Um exemplo é a migração das impressoras matriciais para as laser. Ou as fábricas de gelo: primeiro removiam o gelo pronto, o gelo 2.0 surgiu com as fábricas de gelo, sendo substituído pela geladeira doméstica. A inovação real surge quando você pula para o próximo estágio sem medo”, disse Kawasaki. “Fazer apostas, jogar os dados, é algo importante. Uma fabricante de sandálias, a Reef, lançou um chinelo com abridor de latas no solado. É uma grande ideia, assim como uma TV que vem com conexões sem fio. Grandes produtos são elegantes, profundos e completos”, afirmou.

Para tanto, nem todo mundo é perfeito. O quinto item da lista de Kawasaki é “não se preocupe, faça errado”. Na prática, ele quer dizer que alguma coisa errada pode acontecer com seu produto. “A primeira impressora laser era lenta e fazia uma página por vez. Revolucionária, mas uma porcaria. O primeiro Mac, com 128 k de RAM, sem software e sem disco rígido, era uma porcaria revolucionária”. Isso leva ao sexto ponto, que é o florescimento do seu produto. “Ao lançar qualquer coisa, você vai perceber que as pessoas usam seu produto de modos que você nunca imaginou. E gente errada o compra em grandes quantidades. A primeira coisa a fazer é tirar o dinheiro delas”, afirmou o investidor. “O Mac não tinha editor de texto, de planilha nem banco de dados. Mas a editoração eletrônica, que estava nascendo na mesma época, salvou a Apple”.

Por ser ex-funcionário da Apple, muitos dos temas abordados por Kawasaki lembram, claro, a empresa de Steve Jobs. O sétimo item é um deles: polarize as pessoas. “É como um carro feio da Toyota, o Scion. Foi feito para jovens esportistas, mas acaba sendo vendido para sexagenários em busca da juventude perdida. Não tem que irritar as pessoas intencionalmente, mas é bom criar uma relação de amor e ódio sobre o que você faz”. O oitavo ponto fala para “engrenar um modo de negação e não ouvir ninguém quando cria algo, mas após lançá-lo começar a corrigir sua inovação”, e o nono pede para criar nichos para seu mercado ¿ é aí que você vai ganhar dinheiro numa relação de valor versus algo único. “Se não é único não tem valor”, disse. “Exemplos são um serviço de compra de ingressos de cinema com antecedência, uma TV fina e sem fios, um relógio que pode salvar sua vida ao chamar a emergência se você se perder no mato e até mesmo um carro que estaciona perpendicularmente à rua”, afirmou.

O décimo ponto de Kawasaki é direto ao ponto contra os enroladores do PowerPoint: é a regra do 10-20-30. Uma apresentação deve ter no máximo 10 slides, para ser mostrada em no máximo 20 minutos e sempre feita com fonte tamanho 30. “Uma regrinha é observar quem é o mais velho na platéia e dividir sua idade por dois. Deve dar 30, na média”.

Kawasaki fechou sua palestra com o décimo primeiro item da sua lista: não deixe os “bozos” te derrubarem. O que ele quis dizer aqui é que sempre vai ter alguém com uma ideia pessimista, do mal ou simplesmente do contra. “Existem dois tipos de bozos: o gordo ensebado, que não é perigoso, e o que se veste de preto, rico, famoso, esperto. Pena que 50% das vezes é apenas sorte, não esperteza”. Ele mesmo admite já ter agido como um “bozo” na sua carreira: recebeu um convite para o processo de seleção do CEO do Yahoo!. Não foi porque era longe e ele tinha acabado de ter o primeiro filho. “E se eu tivesse ido à entrevista? Não me irrita ter perdido 1 bilhão de dólares. O segundo bilhão é que me deixa doido da vida. Eu fui um bozo, vinha do mercado de hardware e não consegui entender a internet, não vi a próxima curva”, concluiu.