Mundo 2.0


Em ótima matéria da HSM.br, Guilherme Pizzini fala sobre as práticas que garantem o sucesso de projetos voltados à web. Confira!

Integridade e comprometimento bem como o empenho na busca por inovações e aprendizado são características conhecidas e valorizadas em profissionais da geração Y.

A objetividade e a busca por uma rápida ascenção profissional, nem sempre, faz com que estes profissionais tenham belas histórias. Além de uma boa ideia, é fundamental aliar todas as características da geração Y ao bom planejamento.

A tecnologia e o vasto acesso à informação são ferramentas acessíveis e comuns para a atuação deste profissional. Entretanto, por hábito, eles acabam colocando em prática suas ideias inovadoras e deixam de lado o fator planejamento. Exemplo disso são empresas que, quando começam a ter lucro, se “empolgam” com os investimentos em publicidade e, em pouco tempo, acabam tendo problemas financeiros.

A falta de experiência no dia a dia do negócio ou mesmo a ansiedade em conquistar resultados e atingir o rápido crescimento podem diagnosticar esta lacuna. É preciso pontuar que sucesso e ascensão profissional somente serão alcançados quando combinados as características da geração Y. Existem alguns conceitos que não perdem a validade, tais como planejamento, estudo de mercado, entendimento de oportunidades e ameaças, estratégias de ação e velocidade em contornar problemas etc.

Essa combinação facilita a atração de oportunidades e a retração de ameaças. Já a falta disso faz com que as empresas acabem consumindo seus recursos de forma errada. Em entrevista ao Portal HSM, Guilherme Pizzini fala sobre as práticas que garantem o sucesso de projetos voltados à web. Confira!

Portal HSM: O que esta geração tem a oferecer?
Guilherme Pizzini:
Qualificação acadêmica, em alguns casos, acaba compensando a falta de experiência, entretando, não é o suficiente para conduzir o crescimento. O ideal é unir as duas coisas. Se o empreendedor não tem qualificação acadêmica condizente com o seu negócio, é importante que ele procure estudar o máximo possível sobre aquele mercado, com base em cases de sucesso e até mesmo em erros já cometidos por outros empreendedores. Assim, aproveitar as características positivas que a geração Y possui, aplicando os conceitos que, sabidamente, funcionam podem aferir a novos negócios sucesso sustentado.

A mensagem que muitas vezes fica é que basta ser jovem, motivado e ter uma ótima ideia. Mas a prática nos mostra que é fundamental unir tudo isso a uma boa gestão, embasada em conceitos já citados aqui, como planejamento, base acadêmica, práticas de mercado e, principalmente, muito trabalho.

Portal HSM: Como converge internet, gestão jovem e ideias inspiradoras nos dias atuais?
Guilherme Pizzini:
A internet, por ser um ambiente de fácil acesso e informações praticamente ilimitadas, contribue para que as ideias, independentemente se advindas de pessoas da geração Y ou não, sejam colocadas em prática. Talvez a diferença esteja no fato de que as pessoas da geração Y se empenham muito em transformar ideias em realidade. Isso faz com que esses dois pontos funcionem com grande sinergia em uma gestão jovem, que necessariamente está atenta as novas tendências e se adapta com grande velocidade aos novos ambientes e mudanças de cenário.

Portal HSM: De que modo ideia, espaço e planejamento de projetos web devem acontecer em um projeto web e quais são as principais dicas em cada processo?
Guilherme Pizzini:
Ideia, espaço e planejamento são fundamentais para o sucesso de qualquer projeto. Uma grande ideia só resultará em sucesso se houver um excelente planejamento. Este, por sua vez deve prever ou antever algumas situações, como a identificação de oportunidades e ameaças, a necessidade de contratação de pessoas e o mapeamento do mercado de atuação. Mas, independente de nossa ansiedade ou vontade de ver tudo acontecendo de maneira rápida e sem erros, tudo passa por uma curva de aprendizado.O tempo em que identificamos cada detalhe a ser corrigido ou cada ponto positivo identificado deverá ser potencializado.

Portal HSM: Quais foram as principais mudanças diagnosticadas no site olho no click após seu lançamento?
Guilherme Pizzini:
Do início do projeto ao lançamento e até os dias atuais, muitas mudanças ocorreram e nem sempre foram perceptíveis aos clientes ou por pessoas de fora da empresa. Isso porque sabemos que o interesse pelos produtos muda, assim como os horários em que as pessoas pretendem participar de nossos leilões. Além disso, para interagir com empresas com modelos de negócio diferentes, consolidadas ou não em seus mercados, é preciso adequar a forma de atendê-los para produzir ações de grande sucesso.

Guilherme Pizzini é Diretor e sócio fundador do Olho no Click, portal de leilão virtual, responsável atualmente por mais de quatro mil produtos leiloados na internet e 400 mil usuários cadastrados. www.olhonoclick.com.br

 

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O site Resultson publicou uma ótima dica para quem precisa de investimento para alavancar uma ideia e também para empresários que querem investir em uma startup. A AngelList é uma comunidade que visa facilitar a comunicação entre empreendedores que estão em busca de investimento e investidores que estão à procura de bons projetos para financiar. O site, que possui um layout bastante simplilficado e fácil de utilizar, é um canal que permite aos participantes estreitar os laços entre empresários e startups. Cada participante possui um perfil pessoal que mostra suas informações profissionais e os interesses de fazer parte da rede. Com isso, é possível realizar buscas no mercado que deseja atuar e localizar pessoas que são referências no assunto, tanto para quem empreende como para quem deseja investir em determinada ideia. O serviço é free (dá para fazer o login pelo Facebook ou Twitter) e pode ser uma boa oportunidade de expor seu plano de negócio para o mundo e estar em contato com investidores internacionais. Para se inscrever, é só clicar aqui.

Ótima matéria de Kátia Arim, da INFO Exame, sobre o uso das redes sociais nas corporações e sua vasta utilidade nas empresas.

Os negócios devem tornar-se sociais ou ficarão para trás. Esta análise do Gartner pretende orientar líderes de TI e executivos nesta crítica e excitante mudança. Processos orientados ao social estão transformando abordagens corporativas tradicionais. Tecnologias sociais permitem que as pessoas se conectem, interajam e se reúnam com facilidade e velocidade inéditas, embora ainda haja uma confusão relacionada ao valor da entrega de tecnologias sociais. Companhias e líderes de TI perspicazes não estão satisfeitos assistindo do lado de fora a essa mudança. Eles estão aprendendo sobre essa tendência social e sobre como seria possível explorar as possibilidades que as novas dinâmicas de relacionamento prometem.

Tendências centrais

Os artefatos que os usuários suprimem nas redes sociais oferecem um excelente insight. Já que as redes sociais se tornaram virais e terão mais de um bilhão de usuários em 2012, as empresas deveriam escavar esses dados para descobrir inteligências progressivas. O entusiasmo do usuário pode ser canalizado para áreas como inovação, geração de demanda, marketing, distribuição e serviço ao cliente.

Fornecedores de aplicações corporativas estão integrando ferramentas sociais aos seus produtos e a linha divisória entre ferramentas transacionais e ambientes sociais está desaparecendo. Embora a oportunidade de negócio esteja orientando algumas atividades e investimentos no social, o medo e a incerteza causam a inação ou, pior, uma tentativa de impedir o acesso do funcionário às redes sociais. Políticas prudentes e disciplina são necessárias agora, conforme as empresas posicionam suas apostas em um ambiente radicalmente distinto.

Soluções sociais são relevantes para funções corporativas além de marketing e serviço ao cliente. Há casos de uso de mídias sociais em diversas funções corporativas, tanto internas como externas.

À procura de inteligência social

As pessoas, por si próprias, estão se movimentando massivamente (cerca de 600 milhões) para tirar proveito das novas ferramentas sociais. Observe os bilhões de tuítes e adesões a redes sociais, assim como a explosão de blogs e visitas ao YouTube. Existem milhões de terabytes de dados na internet (cinco petapytes são adicionados diariamente) que refletem a atitudes, as intenções e as influências tanto de empresas como de consumidores. O acúmulo dessas conversas, comentários, avaliações e classificações estão sendo chamados por alguns de “inteligência social”. A natureza híbrida dos artefatos de dados, da rica mídia desestruturada, dificulta a exploração desse material, mas não a torna impossível. A organização de TI tem um desafio em mãos. Como oferecer liderança em reunião de inteligência e outros esforços para integrar essas atividades coletivas nos processos corporativos?

Pesquisas recentes sobre a procura de inteligência corporativa:

Permitir que o negócio funcione “socialmente”

Assim como a internet gerou um impacto disruptivo nos processos e modelos corporativos das organizações no começo da década, hoje as redes sociais estão alterando a forma como um negócio é conduzido.

As organizações precisam de uma estratégia que lhes permita capitalizar as dinâmicas de relacionamento das criadas pelas redes sociais. É a habilidade da mídia social de permitir uma rápida colaboração em massa que difere das gerações de tecnologia anteriores. A mídia social está introduzindo uma nova era de transparência e permitindo que apareçam estruturas sociais latentes. As redes sociais tem o poder de entregar uma nova categoria de informação baseada nas interações sociais. Esta informação pode ser usada para informar processos operacionais, facilitar o comprometimento dos funcionários, consumidores e parceiros corporativos, assim como criar oportunidades de negócio inovadoras.

Abrindo caminho às tecnologias

Tecnologias sociais estão evoluindo rapidamente e são entregues em várias configurações. Algumas soluções são oferecidas como soluções independentes, outras como elementos de suítes de colaboração social, e muitas estão disponíveis gratuitamente na nuvem. Fornecedores tradicionais de software estão integrando capacidades sociais às aplicações corporativas, como gerenciamento de relação com o cliente e gerenciamento de recursos humanos. Com o tempo, as fronteiras entre aplicações sociais e colaborativas e aplicações corporativas desaparecerá, e as atividades transacionais serão avolumadas por capacidades sociais. Estar preparado para essa transição requer que líderes corporativos e de TI considerem a totalidade das responsabilidades e atividades de um funcionário quando for planejar e priorizar investimentos em aplicações corporativas. Isso representa um significativo afastamento das práticas atuais, segundo as quais somente a função específica do empregado é considerada quando se avaliam necessidades de aplicações.

Tecnologias subjacentes estão escondidas nas ferramentas sociais. Os usuários de soluções publicamente disponíveis como Facebook ou Twitter, assim como usuários de soluções corporativas construídas com ferramentas como IBM Lotus Connections ou NewsGator, se preocupam com a tecnologia usada nas redes sociais tanto quanto se preocupam com a tecnologia usada para fazer o sistema de freio do seu carro funcionar. Os detalhes técnicos estão sendo rapidamente encobertos. O objetivo dos automóveis é o transporte. O objetivo das ferramentas sociais é conectar, relacionar e ser compreendida. Para os usuários, o importante é entender o que é possível e como usar diversos serviços e, principalmente, garantir que isso possa ser feito a partir de um smartphone.

Fundações

Apesar de um vasto número de executivos e líderes de TI use redes sociais e mídia social para uso pessoal, muitas empresas estão sofrendo para determinar a abordagem correta e o momento adequado para implantar soluções sociais corporativas. O mercado para tecnologias sociais está se expandindo rapidamente e evoluindo enquanto fornecedores tentam capitalizar investimentos corporativos, e essa atividade alimenta a tendência. Na maioria das empresas, há pouca coordenação de iniciativas sociais. Embora seja apropriado evitar a urgência para centralizar e controlar todos os elementos sociais há riscos associados com abordagens não gerenciadas. Para otimizar investimentos, competências e resultados, é essencial que as empresas estabeleçam uma compreensão compartilhada das tendências e ferramentas sociais, coordenem estratégias e iniciativas e incentive investimentos.

Uma pesquisa realizada pela McKinsey revelou um aumento significativo na porcentagem de organizações que se utilizam de ferramentas web 2.0, tais como blogs e mídias sociais. De acordo com os respondentes destas empresas, a grande maioria disse estar recebendo benefícios mensuráveis, como marketing mais efetivo e acesso mais rápido ao conhecimento.

Em termos internos, os respondentes destacam que as tecnologias web 2.0 aumentaram a velocidade de acesso ao conhecimento, estão reduzindo custos dentro da organização e aumentando a satisfação dos empregados.

Em relação aos clientes, as ferramentas web 2.0 estariam aumentando a efetividade do marketing no que diz respeito ao conhecimento, consideração e lealdade a marca, além de reduzir custos da área e aumentar a satisfação do consumidor.

Para ver a pesquisa completa da McKinsey, clique aqui

Fonte: Revista Incorporativa

O IBOPE Mídia, encomendou uma pesquisa exclusiva com internautas ao TG.net, em que traçou um amplo perfil do consumidor de e-commerce brasileiro. O estudo analisou dados demográficos e comportamentais dos consumidores, suas preferências, opiniões e atitudes e o que pretendem comprar. Segundo a pesquisa, o consumidor eletrônico ainda está situado, predominantemente, na classe AB, tem grau mais alto de escolaridade, compra produtos de uso pessoal e gasta, em média, R$ 118 por mês.

A classe AB é responsável por 61% do total do e-commerce, a classe C, responde por 35% dos consumidores virtuais e a classe DE representa 4%. A parcela compreendida entre os 25 e 44 anos de idade é a maioria entre os consumidores das lojas virtuais, sendo 48% da população que realiza compras pela internet. O estudo mostra, também, que 15% dos consumidores têm entre 15 e 19 anos e 17% entre 20 e 24 anos. Outros 13% têm de 45 a 54 anos e apenas 6% têm entre 55 e 64 anos. A idade média do consumidor das lojas virtuais é de 33 anos.

Os homens estão mais habituados a comprar pela internet: 54% ante 46% das mulheres. A parcela de solteiros também é mais representativa (49% na comparação com os casados – 41%). O estudo revelou, ainda, que 36% estão matriculados em instituições de ensino e até 32% falam uma segunda língua. As cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo respondem por 37% do total dos compradores.

O que eles compram

Cerca de 80% dos internautas usam a internet para comparar preços, 25% buscam um carro novo e 18% realizam compras profissionais. Cerca de 43% dos usuários costumam recorrer à rede antes de realizar compras e, se o produto tiver valor superior a R$ 1.500, é na web que buscarão mais informações. Mais de 66% dos consumidores online realizaram de uma a cinco compras nos últimos seis meses e 30% gastaram, pelo menos, R$ 224.

Entre os produtos preferidos estão: livros (30%), telefones e acessórios para celulares (20%), eletrodomésticos (18%) e produtos de tecnologia pessoal (17%), como câmeras digitais, leitores de MP3. Nos próximos seis meses, 25% pretendem comprar câmera digital, 17% telefone celular 3G, 17% telefone celular com câmera e 15% iPhone.

Metodologia

O TG.net é uma pesquisa online realizada com 2.500 internautas do Brasil. Fusionada com a base regular do Target Group Index, permite um banco único, com um universo de mais de 61 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos. O levantamento foi realizado entre maio e junho de 2010, nos mercados de: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (BH), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Distrito Federal (DF), além de Goiânia, Nordeste, São Paulo Interior e Interior do Sul e Sudeste.

Fábio Cipriani, autor do livro Blog Corporativo, criou este ppt muito interessante sobre a importância das mídias sociais para as empresas e como as organizações estão utilizando estas ferramentas no mercado.

 

Para ver a apresentação clique aqui

Este artigo foi tirdo do blog  Primeiro Lugar e fala sobre como uma empresa deve se comportar dentro das redes sociais, seja ela pequena ou grande.

Que as redes sociais estão em voga, no Brasil e no mundo, não precisa nem falar. Mas o que ninguém sabe ao certo é como uma empresa deve estar presente, sejam as pequenas ou as grandes empresas. Qual a forma correta de usar uma rede social?

Não há receita de bolo para as mídias sociais e o mais fácil é saber o que não deve ser feito, o que também exploraremos ao longo deste artigo. Estamos frente a um evento que modifica e modificará mais ainda a forma de se relacionar.

Por isso, saem na frente as empresas que sabem lidar e se relacionar, empresas que aceitam o risco de estarem abertas para seus clientes. Rede social, afinal de contas, é conversar francamente com clientes.

A importância das redes sociais

Para se ter uma ideia, há pouco tempo durante uma semana o Facebook ultrapassou o Google como site mais acessado nos EUA. E a tendência é que, em breve, torne-se o site mais acessado.

Isso porque as redes sociais imitam a vida, afinal são um lugar onde as pessoas podem ser mais livres, se expressar e ter amigos – virtuais ou não. Mas para os empresários a pergunta que fica é: “como minha empresa deve estar presente nas mídias sociais?”. Vamos com calma e exploremos toda a complexidade que há nas mídias sociais.

Por que sua empresa deve estar em redes sociais

Sua empresa pode estar sendo falada, em algum canto da Internet, neste instante. Você saiba ou não. Se falam bem, melhor.  Mas mesmo que falem mal, critiquem, etc. uma empresa precisa estar preparada para lidar com as críticas mais do que com os elogios. Afinal, é com a crítica que se cresce. E que o elogio seja o combustível para que se continue a melhorar a cada dia.

As redes sociais permitem comunicação interpessoal e também entre pessoa/empresa. Mas esta última deve se dar de forma pessoal, não massiva e, portanto, pessoal. Com olhos e ouvidos atentos para seu cliente.

Quando há sucesso nessa comunicação, sua empresa terá criado uma relação muito valiosa com seus clientes, que tange a amizade. Mas o que é uma empresa amiga de seus clientes nas redes sociais  (isto é, fora do discurso marqueteiro)?

Interagir com pessoas, não com máquinas

Ao dar voz ao cliente você criará uma relação de confiança e fidelizará o cliente, desde que sua empresa tenha esses valores. Uma empresa que é arrogante no mundo real, também será arrogante no mundo virtual. Portanto, se for o caso, esteja preparado para mudar valores – e de forma verdadeira. Do contrário, uma rede social pode se virar contra você.

O cliente quer ser ouvido, e a empresa que lhe der ouvidos e voz ganhará fãs. Obviamente não é um processo simples, que tenha um passo a passo a ser seguido. Nas redes sociais, na verdade, o passo a passo é descobrir a melhor forma de se relacionar com seus clientes. Arriscando, testando possibilidade, sempre com sobriedade e consciência.

A vontade de interagir vem de todos os cantos, é uma necessidade humana: queremos interagir com os conhecidos, com os desconhecidos e, por que não?, com marcas das quais somos ou podemos nos tornar clientes. As marcas, cada vez mais, entrarão em nossas vidas até chegar um ponto que se torne completamente natural.

Aí entra a questão de sua empresa nisso tudo, que em redes sociais passa a ganhar a personalidade. Amarca moderna tem sua persona. E essa persona tem de vir de dentro da empresa, porque uma imagem falsa cedo ou tarde acabará por se revelar, como disse.

O consumidor está cada vez mais inteligente e não aguenta marketing com cara de marquetês. Meu caro, não adianta mais fazer aquela coisa invasiva, repetitiva, com aquele marquetês insuportável (do tipo “pague dois e leve um”!). Dê liberdade ao seu cliente e ele gostará de sua empresa. Converse com seu cliente, como amigo, ajudando-o e não colocando-o num castelo kafkiano.

A importância do ‘pessoal’ no novo marketing

Vamos a um exemplo prático. Em pesquisa de opinião na Inglaterra, certa agência de publicidade quis saber o feedback do telespectador em relação a determinados comerciais televisivos. Havia anúncios criados por usuários e outros pela própria agência. Não é que os telespectadores aprovaram muito mais campanhas publicitárias “caseiras”, feita por fãs de marcas, do que as tradicionais e desenvolvidas por agências?

Não é que seja o fim da agência de publicidade, é claro, mas sim que a voz do usuário procura algo que o marketing tradicional ainda não oferece. O cliente, hoje, quer ouvir a voz do cliente – porque falam a mesma língua, porque é o seu igual, porque é voz humana. Então, ofereça ao seu cliente uma voz em sintonia com a do cliente – e não discursos pré-fabricados.

Começando em redes sociais

É um grande engano achar que simplesmente ao se cadastrar em uma rede social choverão pessoas seguindo o seu perfil e, maior ilusão ainda, rios de dinheiro. Ao contrário, é bem mais difícil do que se imagina – ainda mais dependendo do mercado em que a empresa atua. Um grande erro de empresas em mídias sociais é não interagir, falar sozinho e não fornecer conteúdo relevante.

Coloque-se no lugar de seu cliente: você acompanharia a sua empresa no Twitter ou Facebook? O que faria você seguir com interesse sua empresa em redes sociais? O que interessa a você que também pode interessar a um potencial cliente?

Respondendo a essas perguntas-chave, sempre dando prioridade à qualidade da informação, à transparência na comunicação e estando sempre disponível, sua empresa se mostra preparada para as mídias sociais. Agora, vamos dar exemplos simples para sua empresa estar em redes sociais.

Blogs corporativos

O blog não é como um jornal ou uma página institucional, e menos ainda coisa adolescente. Um blog tem opinião, tem liberdade de transitar entre assuntos e temas relevantes, não tem pauta obrigatória. Em um blog corporativo a sua empresa pode mostrar que tem conteúdo e pode falar com autoridade de tópicos relacionados ao seu negócio. E o mais importante, comunicar-se.

Um blog corporativo abrirá um canal de comunicação interssantíssimo com seus clientes e que se dará sobretudo nos comentários. Oras, não raro os comentários de um post (artigo de um blog) são mais ou tão importantes quanto o próprio post, porque neles o leitor pode dar sua opinião, apresentar novos pontos de vista, etc.

Verifiquei, em estudos internos, que um lead gerado através de um post de blog pode ser mais interessante até mesmo do que aqueles gerados através do marketing de busca . Ou mesmo no caso de tráfego gerado através de sites de busca, quando um visitante lê o blog corporativo antes de entrar em contato revela-se um potencial cliente muito mais interessante.

Trata-se de um fato simplesmente lógico: o blog filtra o cliente menos relevante e potencializa aquele que já estava interessado em seu produto, porque sua empresa mostra autoridade no assunto e clientes querem comprar de quem oferece melhor relação custo/benefício.

Também pense no blog corporativo de sua empresa como uma seção onde você poderá atrair as visitas de outras redes sociais, como Facebook e Twitter. Nestes casos, ao indicar um link em uma dessas redes sociais, nada melhor do que o conteúdo relevante esteja em seu próprio site. Assim, seu blog torna-se um catalizador de clientes. Mas não que haja mal em indicar sites de terceiros, desde que você confie – ou mesmo uma página institucional, desde que relevante.

Twitter

Dentre as redes sociais, ainda que esteja longe de ser a mais utilizada, a que mais tem se destacado entre as empresas é o Twitter. Porque é uma ferramenta de troca de informações em tempo real, é ágil e portátil: o Twitter pode ser usado seja no computador ou no celular.

Para começar a usar o Twitter de forma corporativa, crie sua conta e estilize de forma profissional a sua página. Mantenha a identidade visual de sua empresa de forma simples e discreta.

Como conseguir seguidores no Twitter

Um erro muito comum são as pessoas que passam a seguir outras indiscriminadamente. Evite forçar a barra e deixe surgirem seguidores de forma orgânica: para isso, divulgue o Twitter de sua empresa por e-mail, no site, em material publicitário, etc.

Como tuitar

Tuitar, de neologismo, passou a verbo muito corriqueiro. O grande pecado ao tuitar é tuitar por tuitar, tuitar de forma automática e sem relevância.

Canso de ver empresas, e mesmo pessoas, cuja única coisa que tuitam é sobre nada. Não siga esse mau exemplo, tuíte assuntos interessantes para seu usuário. Se sua empresa vende, por exemplo, brindes, que tal tuitar sobre relacionamento com clientes? Se sua empresa vende produtos relacionados a saúde, que tal tuitar sobre qualidade de vida? E assim com cada segmento: não falta do que falar, falta saber como dizer.

Sempre que possível, tente indicar links relacionados ao tuíte: como falei acima, usar seu blog coporativo pode ser uma estratégia bem interessante. Entenda seu público e tuíte o que interesse a ele, torne o seu um Twitter interessante e útil.

Também é importante acompanhar quando sua marca é citada e sempre estar pronto para responder a mensagens enviadas para o Twitter de sua empresa. Há diversas ferramentas no mercado, gratuitas e pagas.


Facebook

O Facebook é um Orkut potencializado, aliás a rede social mais utilizada no mundo todo, contando mais de 400 milhões de usuários ativos. É uma rede social que agrega amigos e permite interação, seja através de mensagens, rede de amigos ou mesmo jogos. Para começar, tenha um perfil pessoal, adicione seus amigos e passe a interagir com eles para entender melhor o funcionamento da ferramenta.

Para uso corporativo, o mais recomendado é você criar uma Página da sua empresa (na seção do Facebook Criar uma página de uma celebridade, banda ou de negócios), ao invés de um profile ou mesmo um grupo. Na verdade, uma página do Facebook funciona como um profile para empresa ou assunto, e você pode gerenciá-la sem ter que sair de sua conta pessoal. Além do mais, pode adicionar administradores e moderadores.

Quanto ao que postar, siga a dica do Twitter e do blog: utilize conteúdo relevante, converse com seus clientes e tenha o máximo de fãs em sua página!


É preciso saber usar cada rede social

Como sua empresa pode estar bem representada em redes sociais se você não souber usar cada uma delas? Portanto, antes de iniciar o uso de qualquer das ferramentas em sua empresa primeiro aprenda a usá-la. Evite gafes por ignorância.

Primeiro, cadastre-se com seu nome pessoal, interaja, fique à vontade com cada uma das redes que pretende usar corporativamente e somente depois disso comece a usá-las em sua empresa. Caso “não seja do seu tempo”, “não goste”, “não entenda”, etc. ou tente descobrir como funciona ou procure ajuda de alguma agência que possa assessorá-lo no mundo das redes sociais.

Este nosso post é bastante longo, mas entenda ele como um aperitivo do incrível mundo das mídias sociais. Portanto, o segredo é aprofundar-se e entender mais e mais as mídias sociais e, claro, seu cliente!

Conclusão

Sem dúvida, este post ficou bastante longo – e olha que não exploramos profundamente nenhuma das redes sociais. E na verdade, a intenção era fazer um panorama geral e poder apresentar de forma simples modos básicos de usar as redes sociais que ao nosso ver são as mais interessantes de uma empresa ter hoje. Não menos importante, tentei mostrar o que não deve ser feito.

As redes sociais devem ser usadas para criar interação com clientes e potenciais clientes, tanto que eu digo sem a menor dúvida que é melhor não usar do que usar mal. Entretanto, é indispensável que sua empresa esteja preparada para a revolução que tem acontecido na web e torne-se uma marca presente na vida do cliente, trazendo-lhe conteúdo relevante e permitindo que ele possa se comunicar. Só as mídias sociais permitem isso, e cedo ou tarde você precisará estar nelas.

A principal lição que se deve tirar é do mau uso corporativo de redes sociais: não seja uma empresa chata e invasiva, seja discreto e relevante quando tuitar e se comunicar de maneira geral nas redes sociais. Os blogs corporativos, reitera-se, mostram cada vez mais a sua força e se afirmam como parte fundamental das estratégias que uma empresa deve ter em redes sociais.

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