Gestão pelo valor


Ótimo texto publicado no potal HSM.

Para organizar melhor nossa própria vida, nos acostumamos a separar e priorizar atividades e ações realizadas em um dia, mês, ano ou de acordo com a necessidade estipulada. Se essas tarefas forem coordenadas a partir de um planejamento prévio, sem dúvida, serão realizadas de forma mais prática e com resultados.

Realizamos estas ações automaticamente na vida pessoal, como planejar os gastos no supermercado e em viagens, por exemplo. Nas empresas, a lógica é, e precisa ser, a mesma.

No Brasil, os planejamentos corporativos de longo prazo passaram a receber maior atenção após o período de estabilidade econômica do País. Considerado o “ponta pé inicial” de uma empresa, o planejamento tem o objetivo de definir metas, tarefas, atribuir funções e apontar, claramente, onde a empresa e, consequentemente, o funcionário querem chegar.

A empresa consegue determinar também os pontos de controle para a execução. O importante é que o executivo saiba que não, basta apenas planejar, mas sim que há a necessidade de acompanhar o desenvolvimento do trabalho. Desta maneira, saberemos se a empresa está na direção correta e se obterá os resultados projetados.

O início de um planejamento deve ser estabelecido a partir de uma análise do cenário atual da empresa e de onde ela quer chegar. Esta análise possui a finalidade de apontar e reparar pequenos detalhes que fazem a diferença. Os objetivos da empresa precisam estar bem definidos para que o planejamento seja elaborado e executado com precisão.

Para que isso seja feito, os líderes devem estar envolvidos e presentes em cada etapa do processo. A partir das ações definidas e do orçamento estabelecido, tudo é conectado chegando ao planejamento final, que será aprovado em reunião entre os demais membros da companhia.

O modelo de gestão deve estar alinhado para atender todas as demandas do planejamento. Não adianta um planejamento agressivo se a gestão, e os executivos que comandam a empresa, mantiverem um modelo conservador.

Para a execução de qualquer planejamento, dois pontos merecem destaque: a administração e a motivação dos colaboradores. Assim, para que uma gestão seja bem sucedida, deve-se priorizar o bem-estar e a satisfação dos colaboradores. Eles são peças-chave para atingir as metas traçadas.

Obviamente que, sem trabalho, não chegamos a lugar nenhum. No entanto, o sucesso está na convergência do modelo de negócio x pessoas x modelo de gestão. A busca do alinhamento e da identidade da organização com base nestes itens faz com que a empresa amadureça e cresça de forma sustentável.

Nestas circunstâncias, a companhia poderá obter um crescimento acima da média de empresas convencionais que, muitas vezes, não dão a devida importância para estes aspectos.

Seguindo o planejamento e adaptando uma gestão moderna adequada ao perfil do negócio, qualquer empresa, sem dúvida, se destacará frente à concorrência. E o sucesso poderá ser medido por meio de pesquisas referente ao índice de satisfação de clientes e colaboradores e os próprios resultados oficiais de balanço da companhia.

Paulo Roberto de Alencastro Jr. (Diretor de planejamento e gestão da Acesso Digital)

 

Patricia Santana, colaboradora do Portal HSM, escreveu este ótimo texto sobre melhores práticas em gestão de PMEs.

Responsáveis por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e por 54% dos empregos formais, as micro e pequenas empresas (MPE) ainda esbarram nos mesmos desafios de qualquer organização: como gerir bem o negócio, empreender ações inovadoras, suprir as necessidades do mercado e sobreviver às transformações econômicas globais. Sendo que o último item é apontado como sendo o principal desafio para a gestão das MPEs, na opinião de Juliana Iten, gerente de Convênios e Parcerias da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

De acordo com estudo da consultoria Mckinsey, as organizações devem ser impactadas, nos próximos anos, por cinco forças globais de transformações. São elas:

1. O crescimento de mercados emergentes, com alterações demográficas
2. Produtividade do trabalho
3. O fluxo global de produtos, que é impactado por informações e capital
4. As mudanças climáticas e a sustentabilidade
5. Crescimento do papel dos governos nas economias e na sustentabilidade ambiental e social

Diante desse cenário de incertezas e constantes transformações globais, adaptar metas e objetivos da empresa a essas mudanças passa a ser primordial para que as MPEs tenham visão de futuro e saibam identificar seus pontos fortes e fracos, as ameaças e oportunidades, de forma a melhorarem a gestão do negócio e se tornarem mais competitivas.

“Ou seja, cada vez mais se faz necessário estabelecer um planejamento estruturado a curto e longo prazo, que seja dinâmico e adaptável às mudanças complexas que afetam o mundo corporativo”, completa a gerente da FNQ.

Para avaliar o estágio de maturidade da gestão das MPEs, a FNQ, em parceria com o Sebrae, Movimento Brasil Competitivo (MBC) e Gerdau, desenvolveu um questionário de autoavaliação, alinhado ao Modelo de Excelência da Gestão (MEG) disseminado pela FNQ e adaptado à realidade das empresas de pequeno porte.

“Os fundamentos e critérios de excelência, que antes eram focados no desempenho das grandes empresas, agora estão adaptados para a realidade das MPEs, de forma que possam se tornar mais competitivas no mercado”, avalia Juliana.

A proposta do questionário é avaliar a qualidade da gestão das MPEs, identificando os pontos fortes e oportunidades para melhoria, o que permite melhoria de processos de planejamento estratégico e planos de ação. O questionário aborda questões focadas em liderança, estratégias e planos, clientes, sociedade, informações e conhecimento, pessoas, processos e resultados.

Com base no modelo de excelência em gestão, a FNQ elenca 12 pontos-chave para o desenvolvimento da gestão. São eles:

1. Conheça e ouça os clientes – Agrupe os tipos de clientes com características similares, identifique e analise suas necessidades, a fim de oferecer os serviços ou produtos adequados a esses grupos. Considerando suas diferenças, divulgue produtos e serviços no canal mais adequado para atingir os clientes. Promova avaliações periódicas do nível de satisfação e crie um meio de comunicação para ouvir as reclamações e sugestões, a fim de identificar oportunidades de melhoria.

2. Preocupe-se com o meio ambiente e seja socialmente responsável – Fique ciente dos danos que as atividades e instalações da empresa causam ao meio ambiente – faça o consumo controlado de água, energia elétrica e papel, e descarte corretamente sobras de produção, lixo, lâmpadas fluorescentes, cartuchos de impressora e embalagens. Promova ações e projeto sociais, conscientizando e envolvendo os colaboradores com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento sustentado. Doações que auxiliam temporariamente a comunidade são atividades isoladas que não atingem esse objetivo.

3. Tenha a melhoria contínua como meta – Promova a melhoria por meio da inovação dos produtos, serviços, processos e métodos de gestão, a partir das contribuições de colaboradores e de informações obtidas externamente (com outras empresas, concorrentes, universidades, centros de pesquisa, associações, rede de relacionamentos etc.). Isso contribui para o aumento da competitividade da empresa.

4. Estabeleça sua missão, visão e valores – Toda empresa deve estabelecer e disseminar sua missão, visão e valores aos colaboradores, para que todos persigam os mesmos ideais e saibam o que os dirigentes esperam da organização no futuro.

5. Tenha um planejamento estratégico – Estabeleça estratégias para alcançar os objetivos da empresa, levando em conta informações relativas a clientes, mercados, fornecedores, colaboradores, sua capacidade de prestar serviços, produzir e vender. Isso permite posicionar a organização de forma competitiva e garantir a sua continuidade. Em seguida, elabore planos de ação, definindo responsáveis, prazos e recursos necessários para a execução de atividades que visam atingir as principais metas e estratégias.

6. Faça a gestão das pessoas – Defina claramente as funções e responsabilidades dos colaboradores, pontuando a participação de cada um e promovendo a sinergia do trabalho em equipe. Disponibilize ações de capacitação com base num plano de treinamento, a fim de desenvolver as habilidades e conhecimentos para exercer as atividades diárias. Na hora de contratar, selecione colaboradores que estejam aptos a atender as necessidades atuais e futuras da organização.

7. Promova a qualidade de vida – Adote ações que garantam o bem-estar e a satisfação dos colaboradores, promovendo um ambiente mais participativo e agradável que proporcione motivação para a realização do trabalho. Exemplo: promova benefícios adicionais aos exigidos por lei, confraternizações, áreas de lazer, programas participativos etc

8. Controle o desempenho – A empresa deve estabelecer indicadores e metas que permitam controlar as principais atividades e analisar o desempenho do negócio. Reuniões regulares com os dirigentes da organização são fundamentais para mensurar os resultados obtidos e tomar medidas corretivas, quando necessário. Esses indicadores e metas precisam contemplar aspectos relacionados a finanças, produção, vendas, fornecedores, clientes, colaboradores e questões ambientais.

9. Faça o controle financeiro – Utilize o fluxo de caixa e um plano orçamentário para, no mínimo, um ano. Assim, é possível assegurar a disponibilidade de recursos para a compra de materiais e serviços, o pagamento de funcionários e despesas, além do investimento em equipamentos para comercialização, prestação de serviços, produção e entrega.

10. Organize as informações – As informações necessárias para a execução das atividades da empresa, análise e condução dos negócios devem estar definidas e organizadas por um sistema padronizado, que disponibilize ferramentas e tecnologias mais eficazes para atender as necessidades dos colaboradores. A empresa deve ainda compartilhar as informações a fim de permitir a execução adequada das funções. Quando registradas e documentadas, essas informações possibilitam a continuidade das atividades em caso de substituição de profissionais.

11. Faça benchmarking – Obtenha regularmente informações comparativas de outras empresas do mesmo segmento, com o objetivo de adotar novas práticas e métodos de melhoria dos serviços, produtos e processos. Isso também permite identificar diferenciais favoráveis ou desfavoráveis a serem tratados.

12. Execução de atividades – As principais atividades da empresa devem ser executadas de acordo com padrões definidos, a partir de requisitos legais e de informações sobre as necessidades do cliente, bem como da descrição de processos.

Na prática

A Patrimonium, empresa de segurança patrimonial do Paraná que está no mercado a há 10 anos, incorporou estas 12 recomendações do modelo de excelência em gestão. Hoje, a companhia adota mais de 30 indicadores que são acompanhados mensalmente com análise e plano de ação para cumprimento da meta pelos responsáveis da área.

“Esses indicadores são apresentados e analisados em uma reunião de gerência com a presença dos diretores mensalmente. Além disso, também são avaliados criticamente pela diretoria a cada semestre”, conta Michel Andre Felippe Soares, diretor executivo Grupo Patrimonium Alltech.

A empresa controla o fluxo de caixa pelo software de gestão e todos os departamentos criaram o seu planejamento orçamentário para o ano seguinte. “Essa ação facilita a empresa a gerir melhor os recursos e a evitar gastos financeiros com juros por deficiência na gestão do caixa”, sinaliza o executivo.

Além disso, a companhia já realiza há alguns anos a pesquisa de satisfação do cliente. “Tomamos ações para sanar eventuais pontos de melhoria apresentados pelos nossos clientes e agrupamos os clientes, para identificar as necessidades específicas e atender o anseio de cada grupo”, aponta Soares.

O executivo da Patrimonium avalia que é fundamental saber aonde se quer chegar, assim como a informação precisa ser bem definida e disseminada para os colaboradores. Para a empresa evoluir, os funcionários precisam “saber o que importa e o que a empresa espera deles em termos de comportamento e resultados”, conclui.

Ótima reportagem publicada no portal Mercado Ético sobre a sustentabilidade nas corporações.

Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil

A voz do consumidor deve ter finalmente chegado às maiores companhias do planeta, pois 2010 marcou uma guinada na postura de muitas delas, que agora estão mais preocupadas do que nunca com o “zero”- desperdício zero, lixo zero e carbono zero.

Pelo menos foi o que constatou o relatório “The State of Green Business 2011″, publicado nesta quarta-feira (2) pelo Greenbiz Group.

O documento afirma que apesar das incertezas políticas e econômicas, principalmente nos Estados Unidos e em alguns países europeus, o setor privado percebeu que o caminho da sustentabilidade não é apenas uma opção de marketing, mas também uma oportunidade para ganhos.

“É difícil encontrar uma grande empresa que não esteja engajada de alguma forma com questões ambientais. Na realidade uma mudança dramática aconteceu com o mundo dos negócios: as companhias estão pensando mais a longo prazo sobre sustentabilidade – uma grande diferença das tradicionais ações pontuais. E mesmo com a economia mundial não indo bem, muitas delas dobraram seus esforços em atividades e compromissos com a sustentabilidade”, afirma Joel Makower, presidente do GreenBiz Group.


Alguns dos avanços mais significativos de 2010 segundo o relatório:

  • Gigantes acordaram para o “Verde”: Empresas com grande massa de consumidores, como Kraft, Procter & Gamble e Unilever, estão trazendo opções sustentáveis de seus produtos.
  • Companhias miram no “zero”: crescimento zero do lixo e desperdício viraram mantras empresariais.
  • Sustentabilidade na cadeia de produção: o uso de matérias-primas está muito mais criterioso, com as empresas evitando madeiras de origem duvidosa, por exemplo.
  • Padrões ganharam espaço: selos e certificados de qualidade de produtos e serviços estão mais valorizados do que nunca.
  • Reutilização de materiais: a reciclagem e o reaproveitamento estão mais presentes.
  • Redução do consumo da água e da energia: companhias chegam a premiar funcionários que tenham idéias que ajudem a poupar recursos.
  • Crescimento do bioplástico: novos materiais sustentáveis não encontram mais tanta resistência para serem adotados pelas companhias.
  • Mas nem tudo no State of Green Business 2011 é positivo, alguns dos indicadores retrocederam com relação aos anos anteriores.
  • A intensidade de carbono, ou seja, as emissões por unidade do PIB, cresceram depois de anos seguidos de declínio. Muito possivelmente isso se deu principalmente pela recusa do Senado norte-americano em aprovar a nova legislação climática e energética e pela falta de avanços concretos nas negociações internacionais sob a ONU.
  • O lixo eletrônico também segue uma preocupação. Apesar da reciclagem desse material ter aumentado, a quantidade de computadores e outros equipamentos eletrônicos jogados fora cresceu ainda mais.

“O que é encorajador é que está estabelecida uma tendência de mais investimentos e compromissos com uma economia sustentável e de baixo carbono. Apesar de muito ainda precisar melhorar, o setor privado promete apresentar cada vez dados mais significativos para o meio ambiente e clima”, concluiu Makower.

(Instituto CarbonoBrasil/Greenbiz)

Ótimo extraído do site Santender Empreendedor sobre a importância da organização para a produtividade.

Falta de organização, pouca concentração, centralização de atividades, segmentação excessiva do serviço e das responsabilidades, indefinição das prioridades, ausência de cronograma. Todos esses são elementos que minam a produtividade diária do empresário e que devem ser combatidos para que as pendências não se acumulem em sua mesa de trabalho.

Definição de produtividade Antes de saber como identificar como e onde esses vilões atuam no cotidiano da sua empresa, é interessante entender bem o conceito de produtividade. Pra começar, produtividade é um elemento quantitativo. Ou seja, possível de ser medido e, portanto, melhorado. Logo, é totalmente determinada por uma conjunção de fatores que a cercam. Para Julio Alencar, consultor especialista em produção do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo), produtividade não é fazer o máximo de coisas no menor intervalo de tempo. Trata-se, na verdade, de definir um objetivo, as tarefas necessárias para alcançá-lo, a forma como devem ser executadas, o prazo e, sobretudo, cumprir com o planejado. “É fazer o serviço no tempo certo, com a qualidade adequada e com o mínimo de esforço”, afirma Alencar. Dessa maneira, explica ele, não há comprometimento das tarefas nem da qualidade esperada. Afinal, ao aumentar – sem base em critérios – a velocidade de execução, a tendência é reduzir a qualidade do produto final.

Dicas para melhorar sua produtividade pessoal

  • Não subestime a importância do planejamento: para Alencar, todo empresário tem que acordar de manhã e saber o que deseja e precisa fazer. Ele explica que planejamento significa saber o que se quer fazer, como fazer e, efetivamente, fazer. Por isso, antes de começar a trabalhar é preciso saber onde se pretende chegar e o que é necessário fazer para alcançar a meta.
  • Crie (e monitore) um painel de indicadores: “Se você não mede, você não verifica”, ressalta David Kallas, professor do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa). A recomendação é manter num quadro – ou numa planilha eletrônica – entre dez e 15 indicadores, considerando os financeiros (faturamento, fluxo de caixa, despesas) e os de gestão (satisfação dos clientes, exposição de imagem na mídia, produtividade média dos funcionários). “Tem que ser um painel simples, mas que permita ao empresário se distanciar da rotina da empresa. Senão ele se torna refém do dia a dia”, alerta. Com os indicadores ele consegue atuar mais no aspecto estratégico, definindo metas, prioridades e cobrando resultados para cada um dos itens monitorados. O operacional fica na mão dos funcionários. “Quando consegue sair do operacional, consegue otimizar o tempo, desenvolver novos produtos, novos negócios e pensar no estratégico. Caso contrário, fica preso no dia a dia e a capacidade de faturamento e produção da empresa depende da produtividade pessoal dele. Ele vira o gargalo da empresa dele”, ressalta Kallas.
  • Liste todas as tarefas a serem realizadas: uma vez definido o objetivo principal, elenque todas as atividades menores que envolvem sua realização. Essa lista pode ser feita da forma como for mais conveniente ao empresário. Pode ser escrita à mão ou no computador. Mas é imprescindível que seja levada a sério, que fique sempre à mão e seja sempre olhada. “Não confie na sua memória. Até porque, toda hora aparecem coisas novas para fazer. Com uma lista de tarefas bem definida você consegue usar melhor o seu dia”, recomenda Alencar.
  • Defina prioridades para as tarefas: com a lista de tarefas do dia pronta, é hora de definir qual a importância de cada item e o que deve ser feito primeiro. Isso evita que atividades secundárias, que podem esperar mais para serem realizadas, tomem o espaço de tarefas mais urgentes.
  • Crie um cronograma com prazos: faça previsões de tempo realistas para a conclusão de cada tarefa. Não exagera nem para mais nem para menos sob o risco de comprometer a qualidade final e, é claro, toda a programação. Aliás, seja criterioso ao definir qual é a expectativa de qualidade. Há tarefas que não precisam, necessariamente, ser realizadas perfeitamente. Nesse caso, lembra Alencar, o ótimo é inimigo do bom e o mais importante é ser claro, prático e objetivo.
  • Segmente atividades muito complexas: nos casos em que a atividade levar tempo demais para ser concluída, pode ser interessante quebrar ela em partes menores. Além de mais fácil de administrar, diminui o risco de perder a concentração e o prazo de entrega.
  • Delegue tarefas que não sejam estratégicas (ou, aprenda a dizer não): é parte da função do gestor de uma micro ou pequena empresa identificar quais tarefas e funções ele pode delegar a funcionários. Isso envolve aprender a dizer não para si mesmo e a se concentrar no que é estratégico para a empresa. Segundo Rosalina Alves de Mesquita, professora do curso de administração da Universidade Presbiteriana Mackenzie, as pessoas apresentam tendência a centralizar demais. “Quando o empresário delega tarefas e dá mais autonomia às pessoas que trabalham com ele e mais flexibilidade para que também desenvolvam criatividade, isso torna o trabalho mais produtivo e mais atraente, evitando o modelo mais clássico de produção, com tarefas muito rotineiras”, aposta. Isso significa saber delegar. Ou seja, repassar atividades completas, em que o funcionário se sinta responsável pela realização completa de algo, não apenas de fragmentos. Rosalina acredita, ainda, que é uma forma de reconhecimento aumentar a responsabilidade dos funcionários, o que leva a ganho de produtividade por parte deles. Além disso, quando ele está ciente de todo o processo, evita-se a investigação de causas e responsáveis no caso de algum problema ocorrer.
  • Confronte resultados: após concluir cada uma das tarefas propostas, confronte os resultados obtidos com a programação feita inicialmente. “Essa é a parte mais interessante da programação”, considera Alencar ao afirmar que somente assim é possível saber quanto tempo está sobrando ou faltando e, dessa maneira, melhorar programações futuras.
  • Mantenha o foco: seja breve ao telefone. Quando estiver ocupado, se possível, não atenda. Além do tempo, perde-se também o foco na atividade que estava sendo realizada. Também é essencial manter a atenção com distrações como e-mail e internet. “Se abrir um e-mail, leia até o final e proceda com o que tem que ser feito. Se é pra ser respondido, responda. Se não, delete ou tire da caixa de entrada”, diz Alencar. Isso evita a procrastinação e a perda de foco no futuro, quando o e-mail voltar a ser aberto e marcado novamente como não lido. Em reuniões de trabalho, o recomendável é ter uma pauta do que será discutido e seguir a previsão à risca para evitar que tempo demais seja gasto com assuntos aleatórios.
  • Destrua os ladrões de concentração: descubra quais são e bloqueie os elementos que mais lhe tomam o tempo.
  • Seja organizado (e exija organização): manter a mesa organizada e os instrumentos de trabalho à mão poupa tempo precioso. Além disso, preserva a imagem da empresa, salienta Alencar. “A pior coisa é ligar para uma pizzaria e o atendente falar: só um instante que eu vou pegar uma caneta”, exemplifica.
  • Preste atenção no relógio biológico: nas primeiras horas da manhã é mais fácil lidar com tarefas que exigem mais concentração. Deixe esse momento para tomar decisões importantes. Depois do almoço, geralmente o ritmo é mais lento. Por isso, decida a alimentação a depender das tarefas que tem de ser feitas à tarde.

Uma pesquisa realizada pela McKinsey revelou um aumento significativo na porcentagem de organizações que se utilizam de ferramentas web 2.0, tais como blogs e mídias sociais. De acordo com os respondentes destas empresas, a grande maioria disse estar recebendo benefícios mensuráveis, como marketing mais efetivo e acesso mais rápido ao conhecimento.

Em termos internos, os respondentes destacam que as tecnologias web 2.0 aumentaram a velocidade de acesso ao conhecimento, estão reduzindo custos dentro da organização e aumentando a satisfação dos empregados.

Em relação aos clientes, as ferramentas web 2.0 estariam aumentando a efetividade do marketing no que diz respeito ao conhecimento, consideração e lealdade a marca, além de reduzir custos da área e aumentar a satisfação do consumidor.

Para ver a pesquisa completa da McKinsey, clique aqui

Reportagem da HSM sobre como o coaching é fundamental nas empresas.

As mudanças do mundo globalizado e a necessidade de se reinventar no mundo dos negócios estão impondo para as organizações um desenvolvimento rápido e contínuo. Mas, para conseguir caminhar a passos largos, criatividade e um bom negócio não são suficientes. De acordo com os executivos consultados nesta reportagem, o elemento que tem sido usado de forma estratégica pelas empresas para alavancar resultados tem sido o coaching.

De acordo com a diretora geral da Weigel Coaching, Jaqueline Weigel, as maiores escolas de negócio estão incluindo coaching em seus programas de desenvolvimento de lideranças. Isto porque muitos executivos reconhecem áreas em que são mais fracos, mas não sabem o que podem fazer a respeito ou como fazer. “Um coach ajuda a formatar ideias, discutir soluções, avaliar opções e oferecem suporte no processo de mudança”, explica Weigel.

Para a executiva, existem três linhas de pensamento sobre a atuação do  coaching:

1. Construcionista: foco no que se quer construir.
2. Psicologia Positiva: análise do que se faz bem e pode ser aplicada em outras áreas ou ser potencializada.
3. Behaviorista: como precisa se comportar e o que precisa fazer para conquistar o que deseja e superar seus obstáculos.

O consultor Andrej Vasle, que trabalha na área de coaching com executivos, empresários e esportistas, avalia que o modelo europeu de coaching é mais focado em descobrir e trabalhar os “pontos a melhorar”, enquanto os americanos focam em identificar aquilo que se faz bem, para potencializar. “Minha percepção é de que tanto na maioria dos países quanto no Brasil fica mais fácil trabalhar os pontos a melhorar, mas tenho certeza de que vale fazer um esforço para potencializar os pontos fortes também”, pontua.

No Brasil, as discussões sobre o que é coaching e formas de transformar este investimento em capital humano em algo tangível para a organização ainda são grandes. O senior partner da Alliance Coaching, Pablo Aversa, acredita que o cenário brasileiro é positivo, uma vez que as empresas entendem o coaching como uma ferramenta aliada estrategicamente à política de recursos humanos para transformar a cultura e valorizar comportamentos que aceleram o crescimento das organizações dentro de seu segmento de atuação.

“Existe um varejista, que está fazendo um trabalho de coaching. Ao analisar a empresa há três anos, é impressionante como evoluiu em termos de liderança e a própria cultura. O coaching individual puxa as pessoas para elas serem as melhores pessoas que podem ser. Já o coaching estratégico puxa as empresas para ser o melhor que elas podem ser”, conta Aversa.

Elementos chave de sucesso do coaching

Já existe a premissa básica de que coaching não pode ser tratado de forma informal dentro da organização. Segundo Aversa, algumas companhias usam o coaching de forma tática e exploram pouco da sua capacidade transformadora.

“Se um executivo tem um problema de relacionamento pontual, a empresa contrata uma consultoria. Isto é eficaz ao que se propõem, mas recomendo usar o coaching para mudar e desenvolver comportamentos fundamentais para alcançar resultados, de forma mais estratégica”, posiciona-se.

Para Vasle, uma estratégia de sucesso de coaching está embasada em três pilares:

1. Responsabilidade: durante o processo de coaching, as pessoas provavelmente escutarão perguntas e fatos que saem da zona de conforto. “É preciso ter responsabilidade para ter uma ação, depois de adquirir os conhecimentos. Só desta forma o coaching traz resultados”, diz Vasle.

2. Direção: o processo de coaching ajuda a atingir os objetivos com mais facilidade. Para determinar a direção do coaching e atingir os resultados desejados, é preciso conhecer o plano corporativo, política e os processos. “Desta maneira podemos preparar um plano de trabalho mensurável e atingível”, complementa o consultor.

3. Ação: a ação é a chave do resultado. “Uma grande multinacional americana fez uma pesquisa poucos anos atrás e descobriu que depois de fazer o treinamento, ao decorrer de um ano, quase 90% de conhecimento fica perdido porque as pessoas ‘esquecem’ de aplicar os conhecimentos na prática. E aqui vem um dos papeis do coaching: ajudar a tomar a ação”, pontua Vasle.

A executiva Jaqueline Weigel acredita que para uma estratégia de coaching ter resultados positivos é preciso que todos os envolvidos entendam como funciona o processo, qual é o papel e a área de atuação do coach.

Além disso, é interessante que o coach não enxergue apenas o óbvio, com uma visão mecânica e soluções superficiais. “Uma intervenção de coaching numa organização precisa partir de uma base de entendimento psicológico (que não tem nada a ver com psicoterapia) e experiência empresarial. Sem isso, o coach poderá trazer mais problemas que soluções”, pondera.

Resultados

Para Jaqueline, uma estrutura de coaching traz consciência, poder de mudança e de solução, crescimento, distribuição de responsabilidades, reflexão sobre novas maneiras de agir e trabalhar, credibilidade, direção e engajamento. “Pessoas sentem-se apoiadas, líderes encorajados a se desenvolver, RHs encontram apoio ou reforço e a alta direção mais eficácia com menos desperdício”, completa.

Mas para isso, é preciso que o programa de coaching esteja totalmente associado à estratégia do negócio. “O alto executivo precisa entender a importância e se envolver diretamente com os programas. Precisa aprender esta linguagem para que no futuro todos sejam capazes de desenvolver seus liderados, iguais e até superiores. Isto é cultura de coaching”, pontua Jaqueline.

De acordo com Aversa, o coaching traz resultados tangíveis e intangíveis. Mas a chave para mensurar os benefícios e resultados está atrelada ao que a organização tem como objetivo ao criar um programa de coaching. “A empresa tem que ter clareza em seu propósito. De qualquer forma, num processo de coaching 360º, você pode avaliar times e mensurar a evolução individual nas competências”, conclui.

Texto muito interessante extraído do site ResultsOn

 

Delegar tarefas pode ser algo extremamente complicado para quem está começando uma nova empreitada. A simples ideia de não estar no controle de tudo é capaz de deixar muitos empreendedores em pânico. Porém, repassar alguns compromissos para seus colaboradores pode ser mais simples do que parece e os resultados bastante positivos.Neste artigo publicado pelo Open Forum, Lisa Pike (CEO da agência ScribeRight) fala que “se você quer que sua empresa cresça, é preciso aprender a confiar em outras pessoas”. Portanto, seguem abaixo algumas dicas de como começar a delegar tarefas e tirar proveito disso, segundo alguns líderes consultados pelo Open Forum:

– Liste seus pontos positivos e negativos: escreva as coisas que você mais gosta de fazer no seu trabalho e as que menos te agrada. E comece repassando as tarefas que não despertam tanto o seu interesse (Kathleen Reid, fundadora da SmartTalk).

– Comece aos poucos: se estiver contratando funcionários fora da sua empresa, estabeleça contratos com prazos reduzidos, de três meses, por exemplo (Kathleen Reid).

– Desprenda-se: a maioria das pessoas tendem a ter um certo ciúmes das obrigações que desenvolvem há muito tempo. Tente dividi-las em pequenas partes e comece a passar adiante aos poucos (Laura Scholz, presidente daScholz Communications).

– Monitore: tente criar uma maneira de monitorar tudo que está sendo feito pelos novos responsáveis por essas obrigações. Assim, você evita aquela sensação de que está fora do controle. Além disso, crie metas e pesquise se eles estão representando bem a sua marca (Lisa Pike).

– Continue no controle:
“Solte a corda lentamente, assim você pode puxá-la de volta a qualquer momento, caso não esteja funcionando” (Lisa Pike).

–  Arrisque-se: talvez, pareça que nunca é o momento mais apropriado. Pode ser que leve um tempo até que você se acostume com a ideia ou encontre alguém que possa ser responsável por algo. Mas assuma os riscos e dê chances para que sua empresa cresça (Kathleen Reid).

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