Alfredo Passos, Partner da Knowledge Management Company, Professor ESPM, Membro da Society of Competitive Intelligence Professionals – SCIP é autor de diversos livros da área, entre eles “Inteligência Competitiva – Como Fazer IC Acontecer na Sua Empresa”, “E a Concorrência…não Levou!” e “Inteligência Competitiva para Pequenas e Médias Empresas”, publicados pela LCTE Editora.

Neste artigo para o site administradores.com, Passos fala um pouco sobre o conceito de Inteligência Competitiva e como ela pode ser usada por pequenas e médias empresas.

É claro que executivos em muitas empresas globais, como a Xerox, IBM, e Motorola, já se conscientizaram da importância da IC e desenvolveram suas próprias equipes. Entretanto, pequenas empresas, assim com as de grande porte, têm de competir no mercado.

Inteligência Competitiva ou IC é uma disciplina necessária e ética para a tomada de decisões baseadas na compreensão do ambiente competitivo.  Pesquisas mostram que empresas com programas de IC bem estabelecidos obtêm maiores ganhos por ação do que aquelas da mesma indústria que não tem programas de IC. É tão importante para aqueles que tomam decisões em empresas de pequeno ou médio porte saber o que está por vir, quanto para os presidentes das grandes empresas listadas no Fortune 500.

Assim, é possível para uma companhia estar praticando alguma forma de IC ser percebê-lo. Qualquer funcionário que visite um evento (trade show), leia um jornal, ou converse com amigos na mesma indústria (setor econômico) está fazendo pesquisa (um dos componentes da IC). Mas outros componentes da IC geralmente não se encontram presentes nos negócios, atualmente a IC agrega valor à coleta de informações e ao planejamento estratégico ao introduzir um sistema disciplinado não apenas à coleta de informações, mas também ao realizar análises e disseminar seus “achados” de forma que sejam úteis às necessidades dos tomadores de decisões.

A velocidade do desenvolvimento tecnológico e o crescimento do comércio global, significam que o ambiente de negócios atual está se transformando mais rapidamente do que antes. Os executivos não podem mais se dar ao luxo de depender do instinto ou da intuição quando tomam decisões estratégicas em seus negócios. Em muitas indústrias, a conseqüência de tomar uma decisão pode ser levar a empresa a perder vendas, participação de mercado ou à falência. Pesquisas mostram que a inteligência competitiva aumenta o “nível de conforto” do planejamento estratégico da direção da empresa.

Mas afinal o que é Inteligência Competitiva mesmo?

Muitos confundem com Inteligência Emocional, outros com Gestão do Conhecimento, outros com Business Intelligence e ainda outros falam em espionagem. John E. Prescott e Stephen H. Miller, comentam que “a Inteligência Competitiva nas empresas se beneficiou grandemente de práticas e conhecimentos da inteligência militar e governamental. Muitos dos pioneiros da comunidade de inteligência empresarial são originários de várias organizações governamentais. Eles trouxeram consigo um conjunto de conceitos e visões decantadas ao longo de séculos.”

Prescott e Miller, comentam que o “trabalho de Sun Tzu sobre inteligência militar, continua sendo lido e é considerado o pai da inteligência. Ainda os filmes de James Bond e os romances de John LeCarré, embasados na experiência de seus autores no serviço secreto britânico, prenderam a atenção do público em geral”. E é neste contexto, onde a comunidade de negócios começa a desenvolver um conjunto de conceitos sobre inteligência e marcos de referência analíticos, que é formada a Society of Competitive Intelligence Professionals – SCIP, em 1986, nos Estados Unidos da América.

Para o jornalista Larry Kahaner, inteligência competitiva é um programa sistemático de coleta e análise da informação sobre atividades dos concorrentes e tendências gerais dos negócios, visando atingir as metas da empresa.Por isso, a Inteligência Competitiva ou IC é uma disciplina necessária e ética para a tomada de decisões baseadas na compreensão do ambiente competitivo atual e futuro.

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