Esta matéria do portal IG mostra dicas de como exercitar a critividade e de como a inovação esta ligada a sensibilidade e a percepção de novas oportunidades.

Inovação é o tema do momento. Muito se fala em inovar para crescer, para conquistar novos mercados e para ser um profissional diferenciado, especialmente no segmento industrial. Mas, seria possível adquirir habilidades inovadoras?

Para Romeo Busarello, professor de inovação do Instituto de ensino e Pesquisa (Insper), que oferece um curso de gestão da inovação, ser curioso, ler e estudar muito são alguns requisitos para despertar o lado inovador. “É preciso estar com os radares ligados e trabalhar muitas horas além do horário comercial, porque a inovação é fruto de muita teimosia e pesquisa”, comenta.

Jairo Siqueira, consultor em criatividade, inovação e negociação, define profissionais inovadores como aqueles que têm sensibilidade para perceber uma boa oportunidade e a habilidade de examiná-la sob diferentes perspectivas e de gerar soluções originais e valiosas. “Ele deve cultivar o hábito de olhar atentamente o mundo à sua volta com interesse e sempre receptivo a novas ideias e pontos de vista.”

Rotina de desenvolvimento

Para desenvolver este hábito, Siqueira enumera algumas dicas, como manter a mente aberta, questionar e não aceitar as coisas pela aparência e ser um eterno aprendiz. “A melhor maneira de exercitar as habilidades criativas dos profissionais é colocá-los diante de desafios e de problemas reais”, diz. Na visão do consultor, uma boa medida para tirar as pessoas de suas zonas de conforto é levar a voz do mercado para dentro da empresa: o que os clientes estão dizendo sobre seus produtos e serviços; o que os competidores estão fazendo de diferente e melhor.

Para que este choque de realidade resulte em ações inovadoras, continua o consultor, é necessário que a empresa se torne um ambiente em que seja seguro dizer a verdade, onde se promova e valorize a experimentação, reconheça que toda inovação envolve riscos e que saiba lidar de forma madura com eventuais insucessos.

Analisar o seu segmento de mercado com outras ferramentas também ajuda, diz Busarello. “Eu trabalho para o setor imobiliário e sou pago, justamente, para não pensar nessa área. Preciso olhar o que empresas de outros segmentos estão fazendo, onde estão investindo, em quê estão focando suas ações. Caso contrário, sempre faríamos mais do mesmo.”

Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), 71,4% das grandes empresas brasileiras investiram em inovação tecnológica no primeiro semestre deste ano, prova de que além de necessária, a inovação será cada vez mais estratégica.