Fonte: Technology Ventures – From Idea to Enterprise, Drof C. R. e Byers H. T.

Este é o 11 artigo da série Criando EBTs de Sucesso. É o quinto texto do módulo II – As oportunidades e o sumário empresarial – seção I e foi extraído do livro  Technology Ventures – From Idea to Enterprise

Seção I – Aborda o início de uma EBT alinhada com pontos vitais para o sucesso
Módulo II –
A decisão de agir ou continuar procurando

A DECISÃO DE AGIR OU CONTINUAR PROCURANDO

Depois de avaliar uma oportunidade usando os fatores da tabela 2.11 os empreendedores devem decidir se vão agir. Com o conhecimento gerado pelo uso dos cinco passos da tabela 2.1, os empreendedores tenderão a agir com base em sua estimativa de benefícios e ganhos potenciais, B, enquanto contabilizam o custo total do empreendimento, C. Dentro do custo total contabilizado eles terão de considerar sua necessidade de segurança e sua aversão a perdas. Um indivíduo tenderá a atuar se a relação B/C for maior do que 1. A oportunidade lucrativa (grandes benefícios e baixas perdas) tenderá a causar maiores intenções de atuar. [McMullen, 2002]. Se agir e isto for uma falsa escolha, o custo desta escolha é importante. Oportunidades que podem ser tentadas com custos e tempo baixos podem oferecer uma chance de retornos lucrativos.

A matriz na figura 2.6 mostra a decisão de agir ou não. Então, a qualidade real resultante da oportunidade é mostrada (isto somente pode ser determinado após uma decisão). A vida é feita de escolhas e o melhor exemplo é quando escolhemos agir e tudo acontece da maneira correta!


Podemos retratar as ações da matriz de decisão da figura 2.7 na forma de uma árvore de decisões, como mostrado na figura 2.7. Nossa meta é melhorar nossa habilidade de tomar decisões de forma que a probabilidade p1 de selecionar uma boa oportunidade seja alta.

O empreendedor tenta tomar uma decisão racional com base em:
1. Seus ativos psicológicos e financeiros correntes;
2. As possíveis conseqüências da escolha [Hastie, 2001].

O desafio da decisão é a tarefa de transformar o conhecimento incompleto de uma oportunidade em uma ação consistente com este conhecimento. A vantagem competitiva é proveniente do fato de realmente fazermos algo que os outros não podem fazer. Análises e relatórios não podem substituir uma ação. Reformular um plano não é substituto para agir para ter as coisas prontas. Uma oportunidade só pode ser avaliada no final. [Pfeffer, 2000]. A ambigüidade permanece e o empreendedor precisa agir ou rejeitá-la.  O medo de falhar pode destruir tudo, inclusive a melhor oportunidade.


Schumpeter escreveu em seu livro seminal:

“Empreender coisas novas é difícil e constitui uma função econômica distinta, porque elas existem fora das tarefas rotineiras que todos compreendem e, em segundo lugar, porque o ambiente resiste de várias formas, de acordo com a condição social, de uma simples recusa a financiar ou comprar uma coisa nova, até aos ataques físicos às pessoas que tentam produzi-las. Agir com convicção além dos limites de balizas familiares e superar esta resistência requer aptidões que são dominantes somente em uma pequena fração da população e que define o tipo e a função empreendedora. Esta função não consiste essencialmente nem em inventar algo nem em criar as condições para a empresa explorar. Ela consiste em ter as coisas feitas.”

Poucas idéias são únicas. Muitos podem ter a idéia, mas poucos têm o desejo, a paixão e as competências para persegui-la. O verdadeiro empreendedor encontra as melhores oportunidades que coincidem com seus interesses, habilidades, conhecimento e age para que elas dêem certo. Os investidores procuram o empreendedor que tem as habilidades críticas listadas na tabela 2.12. O ciclo agir-revisar-ajustar, mostrado na figura 2.8, resume a habilidade crítica de agir, rever e aprender com os resultados e, então, ajustar o esquema do negócio de acordo com a necessidade.


Empreendedores bem sucedidos são capazes de responder positivamente às cinco questões listadas na tabela 2.13. [Luemmerle, 2002b].  Afrouxar as regras sem quebrá-las é um desafio que empreendedor irá encontrar. Os empreendedores terão de enfrentar no novo mercado com competidores poderosos e entrincheirados. Um novo empreendimento requer paciência e perseverança para começar pequeno e crescer devagar visto que a maioria dos investidores e consumidores desejará que o empreendedor demonstre quem ele é passo a passo. A maioria dos empreendedores precisa ajustar as suas estratégias em resposta á mudança de mercado ou à demanda. Finalmente, os empreendedores sabem como negociar e fechar um acordo. Eles podem fechar acordos sobre pressão. Além disso, eles deverão ser capazes de tomar decisões e fazer acordos com informações incompletas.


Você poderá aprender a sobressair-se em todas estas cinco competências trabalhando primeiramente no tipo de indústria em que pretende desenvolver uma nova empresa. Você também pode achar um mentor que possa ajudá-lo a adquirir as habilidades e a confiança necessárias. Finalmente, encontre um parceiro de forma que a interação entre vocês dois tenha todas as habilidades necessárias ao sucesso do negócio. Os empreendedores inovadores tendem a exibir uma alta auto-eficácia – a confiança de poder organizar e executar eficazmente ações para produzir os resultados desejados [Markman, 2002]. Eles acreditam possuir as capacidades e discernimento requeridos pela tarefa empreendedora.