Fonte: Technology Ventures – From Idea to Enterprise, Drof C. R. e Byers H. T.

Este é o sexto  artigo da série Criando EBTs de Sucesso. É o sexto  texto do módulo 1– O capitalismo e o empreendedor da área de tecnologia – seção I e foi extraído do livro Technology Ventures – From Idea to Enterprise

Seção I – Aborda o início de uma EBT alinhada com pontos vitais para o sucesso
Módulo I –
O capitalismo e o empreendedor da área de tecnologia

CAPITALISMO DINÂMICO E DESTRUIÇÃO CRIATIVA

Claramente, nenhuma economia é estática e as mudanças parecem ser certas. Em um mundo em constante mudança os empresários buscam adotá-las. Os empreendedores montam idéias de forma a mudá-las de acordo com as oportunidades. Estas mudanças incluem a adoção de fontes de recursos novas e melhores (ou mais baratas), a abertura de novos mercados e a introdução de formas mais rentáveis de organização dos negócios.

O progresso econômico pode ser descrito como a criação de novos bens e serviços que podem ser produzidos eficientemente. O progresso ocorre porque pessoas se empenham em criar visões que mudam a natureza tanto das entradas como das saídas econômicas. Visão empreendedora é o reconhecimento de uma oportunidade de lucro que passou despercebida anteriormente [Holcombe, 2001].

O lucro da nova empresa é a chave do crescimento econômico e do progresso. Através da introdução de novos e valiosos produtos, o inovador obtém poder monopolista temporário. Baixos custos podem dar à empresa inovadora lucros maiores do que aqueles de seus rivais, que continuam vendendo com preços altos para cobrir suas despesas. Alternativamente, um produto superior talvez permita um preço acima do cobrado por outras empresas. O mesmo conceito serve claramente para todas as formas de mudanças que obtêm sucesso. O espírito de liberdade do empreendedor fornece a energia vital que impulsiona o sistema capitalista.

O capitalismo dinâmico é o processo de criação de riqueza, caracterizado pela dinâmica de empresas novas e criativas em formação ao lado de empresas grandes e velhas em processo de declínio ou falência. Neste modelo, é o desequilíbrio – a ruptura dos mercados existentes por novos lançamentos – que pode levar o capitalismo à criação de riqueza [Kirchoff, 1994]. Novas empresas são formadas por empreendedores para explorar e comercializar novos produtos ou serviços criando, deste modo, novas demandas e riqueza. Esta renovação e revitalização da indústria leva ao ciclo de vida de formação, crescimento e declínio das empresas.

Jose Schumpeter (1883-1950) descreveu este processo de novas empresas empreendedoras e de ondas de mudança como uma destruição criativa, considerando que a economia está em um estado de perpétuo desequilíbrio dinâmico. Os empreendedores desafiam a ordem estabelecida desencadeando um vendaval de destruição criativa que força os operadores a se adaptar ou morrer.

A criatividade destrutiva pode revolucionar incessantemente a estrutura econômica de dentro para fora, destruindo a estrutura antiga e criando uma nova. A média de vida de uma companhia das 500 maiores da Standard & Poors caiu de 35 anos em 1975 para menos de 20 anos hoje. Menos do que quatro das 25 maiores empresas de tecnologia de 25 anos atrás são líderes hoje em dia. – talvez somente a IBM e Hewlet-Packard.

A teoria de Schumpeter’s foi baseada em inovações radicais (rompedoras). Ele retratava o inovador como criativo e não hedonista com foco em grandes mudanças e aperfeiçoamentos. Ele descreveu empresas que enfrentaram incertezas, mudanças e competição e que foram incapazes de desenvolver racionalmente estratégias de maximização de lucros.

A maioria dos empreendedores deveria procurar oportunidades baseadas em descontinuidade visto que elas podem levar a importantes resultados, destruição criativa e significativa criação de riquezas. As descontinuidades podem ocorrer através de uma nova tecnologia, de uma grande mudança cultural ou de uma nova ameaça à sociedade como a Gripe A e o aquecimento global.

O empresário da destruição criativa ganha um monopólio temporário até que seus rivais aprendam a copiá-lo. Os grandes lucros gerados pela originalidade do novo produto irão atrair concorrentes rapidamente. Eles irão imitar o monopólio original e ajudar a disseminar o novo produto ou serviço.