Fonte: Technology Ventures – From Idea to Enterprise, Drof C. R. e Byers H. T.

Este é o quinto artigo da série Criando EBTs de Sucesso. É o quinto texto do módulo 1– O capitalismo e o empreendedor da área de tecnologia – seção I e foi extraído do livroTechnology Ventures – From Idea to Enterprise

Seção I – Aborda o início de uma EBT alinhada com pontos vitais para o sucesso
Módulo I –
O capitalismo e o empreendedor da área de tecnologia

A ECONOMIA DO CONHECIMENTO

As idéias são muitas, mas o conhecimento é raro. As idéias são filtradas e transformadas em conhecimento, o qual pode ser usado como guia nas ações dos empreendedores. As idéias são a matéria prima a partir da qual o conhecimento é produzido. Começamos com uma idéia que depois passa pelo processo de autenticação na qual ela poderá ser verificada, refutada ou transformada, usando informação adicional. Idéias de negócios são filtradas por um processo de autenticação e, se comercializadas, serão validadas ou invalidadas pelo mercado.

O fluxo de conhecimento a partir da ciência e da tecnologia conduz à aplicação deste conhecimento em produtos, processos e serviços – a essência dos negócios.

A complexidade da ciência e tecnologia, apropriadamente aplicada, pode conduzir a produtos simples e facilmente compreendidos. De muitas maneiras podemos pensar em produtos com conhecimento incorporado. O conhecimento envolve perícia e informação transformada. Pode ser definido como conscientização e posse de informações, fatos, idéias, verdades e princípios em uma área de expertise.

O conhecimento pode ser usado como uma ação sábia por empreendedores. O capital intelectual é a soma dos ativos de conhecimento de uma organização. Este conhecimento inclui talento, know-how e habilidades dos membros de uma organização. O capital intelectual de uma empresa é usado para transformar matéria prima, em material com valor agregado.

Para muitas, se não a maioria das empresas, o capital intelectual é o ativo mais importante da organização. Ele é mais valioso do que o ativo físico e o financeiro. Varias empresas dependem de suas próprias patentes, copyrights, software e das capacidades e relacionamentos de seu pessoal. Este capital intelectual, aplicado apropriadamente, determinará o sucesso ou o fracasso. O conhecimento passou a ser o mais importante fator de produção.

O papel de uma empresa é transformar entradas em saídas desejáveis que sirvam às necessidade dos consumidores. Ela existe como um grupo de pessoas, porque isto pode operar mais efetiva e eficientemente do que um conjunto de indivíduos atuando separadamente. Ademais ela cria condições debaixo das quais as pessoas conseguem trabalhar mais efetivamente do que fazendo por conta própria. As organizações são mais eficazes, porque:

1. Elas têm menores custos de transação.
2. As  habilidades e talentos necessários são agrupados em um trabalho eficaz e produtivo.

A transformação das entradas em saídas desejáveis é baseada no capital intelectual e no capital empreendedor da empresa.

O capital intelectual junto com os ativos físicos transforma matéria prima em produtos com valor agregado. O crescimento da inovação baseada no conhecimento permite que o progresso econômico continue estimulando o progresso social. Atuando através de uma organização, o empreendedor trabalha por novas idéias e mudanças em face do adversário defensor do “ir devagar”.

Capital humano, encarnado por pessoas, tem mobilidade – ele vai para onde for bem tratado. Deste modo a empresa necessita atrair e reter as melhores pessoas para suas necessidades, da mesma maneira com que busca as melhores tecnologias ou ativos físicos. Varias pessoas talentosas deixam seus trabalhos para se juntar a empresas que estão começando, porque buscam realização, independência e oportunidade.

O capital intelectual de uma empresa nova engloba pessoas com conhecimento cognitivo, habilidades, conhecimento de sistemas, criatividade, capacidade de síntese e intuição treinada [Quinn, 1997]. Felizmente, conhecimento é um dos poucos ativos que cresce quando compartilhado. Ao organizar-se em torno de seu capital intelectual, uma empresa nova ambiciona alavancar-se, usualmente através da colaboração, desenvolvimento e compartilhamento.

As ações da empresa são baseadas no conhecimento de seus clientes, seus produtos e seu mercado. A empresa tem que identificar e entender seus consumidores, competidores, valores e comportamento. O conhecimento de organização, design e tecnologia é filtrado pelas fraquezas e forças da empresa. A empresa age sobre todo este conhecimento.

Primeiro, a empresa deve ter consciência de sua missão e propósito. Segundo, a empresa tem que conhecer e entender seus consumidores, fornecedores e competidores. Terceiro, o capital intelectual da empresa deve ser entendido, renovado e reforçado sempre que possível. Finalmente, a empresa tem que entender seu ambiente ou contexto, que é estabelecido pela sociedade, pelo mercado e pelas tecnologias disponíveis. Podemos chamar isso de teoria dos negócios ou como ela compreende globalmente suas atividades, recursos e relacionamentos.

Uma maneira de se olhar o futuro de uma empresa é como uma competição entre seus stackholders. Flexibilidade e estrutura enxuta geralmente beneficiam os acionistas da empresa. A valorização dos talentos traz mais poder para os colaboradores. Uma boa reputação significa que a empresa precisa cuidar de sua comunidade e da sociedade. Os consumidores tendem a ganhar poder na medida em que os competidores começam a chamar sua atenção. O empreendedor na nova empresa deve esforçar-se para construir uma empresa que sirva bem a todos os seus stackholders.