Fonte: Technology Ventures – From Idea to Enterprise, Drof C. R. e Byers H. T.

Este é o quarto artigo da série Criando EBTs de Sucesso. É o quarto texto do módulo 1 – O capitalismo e o empreendedor da área de tecnologia – seção I e foi extraído do livroTechnology Ventures – From Idea to Enterprise

Seção I – Aborda o início de uma EBT alinhada com pontos vitais para o sucesso
Módulo I –
O capitalismo e o empreendedor da área de tecnologia

A ECONOMIA, O EMPRESÁRIO E A PRODUTIVIDADE.

Todos empreendedores são trabalhadores do mundo da economia e dos negócios. Economia também pode ser definida como o estudo de como a sociedade gerencia os seus recursos escassos.

Empreendedores são as pessoas que montam novas organizações ou soluções para os problemas sociais e econômicos. Eles são as pessoas que fazem o nosso sistema econômico prosperar.

Empreendedores florescem em nações que fornecem incentivos legais e sociais para as suas atividades. Um ambiente de negócios com infra-estrutura sólida e com proteção legal irá encorajar empreendedores. A cultura que suporta e protege o sistema de capital intelectual bem como as patentes irá prover o contexto necessário para os empreendimentos de risco.

Um sistema econômico é um sistema para produção e distribuição de bens e serviços. Dados as limitações da natureza e os desejos ilimitados dos seres humanos o sistema econômico é um regime para:

1. Administrar a escassez.
2. Aperfeiçoar o sistema para aumentar a abundância de bens e serviços.

Quase todas as variações nos padrões de vida nos países podem ser explicadas pela produtividade, que é a quantidade de bens e serviços produzida pela soma de todas as entradas, tais como horas trabalhadas e os combustíveis usados. Um modelo de economia é mostrado na figura 1.2. As entradas econômicas são: o capital natural, o capital intelectual e o capital financeiro. As saídas são os benefícios desejados ou os resultados e as perdas não desejadas. Uma meta apropriada é maximizar benefícios e minimizar perdas [Dorf, 2001].

Capital natural refere-se aos recursos da natureza, como os minerais, combustíveis, energia, produto biológico, capacidade de absorção da poluição, que são direta e indiretamente utilizados ou tem potencial de utilização pela sociedade humana ou pelo sistema econômico. Por causa da natureza das ecologias o capital natural pode estar sujeito a mudanças irreversíveis em certos limiares de uso ou de impacto.

Capital financeiro refere-se a ativos financeiros tais como moeda, títulos, patentes e marcas. O capital intelectual de uma organização é o talento de seu pessoal, a eficácia de seus sistemas de gestão, a efetividade de seus clientes e o relacionamento com os fornecedores, além do conhecimento tecnológico empregado e compartilhado por seu pessoal e pelos processos.

Capital intelectual é um conhecimento que foi formalizado, capturado e usado para criar um processo que fornece um produto ou serviço com significativo valor adicionado. O capital intelectual é um conhecimento útil que foi registrado, explicado e disseminado e está acessível à empresa [Stewart, 2001]. As fontes do capital intelectual são triplas: capital humano, capital organizacional, capital de relacionamento. Capital Humano (CH) é a combinação do conhecimento, competência e habilidade dos empregados da companhia. Capital Organizacional (CO) é o hardware, software, bancos de dados, métodos, patentes e os métodos de gestão que dão suporte ao capital organizacional. Capital de Relacionamento (CR) é a qualidade dos relacionamentos da empresa com fornecedores, aliados, parceiros e consumidores. O capital de relacionamento é freqüentemente chamado de Capital Social.

O aumento de produtividade é importante visto que fornece todas as melhorias no padrão de vida das pessoas.

O aumento da produção por trabalhador vem de duas fontes:
1. Novas tecnologias.
2. Formas mais rápidas de se fazer o trabalho.

O sistema de negócios trabalha para eliminar a ineficiência e força a renovação dos processos empresariais. Durante os últimos 25 anos, a força do empreendedorismo, da competição e da desregulamentação, tem encorajado novas tecnologias e métodos de negócio que aumentam a eficiência e a eficácia. Em anos recentes, devido à competição, muitos dos benefícios da forte produtividade vêm fluindo para os consumidores na forma de menores preços. Inovação, empreendedorismo e competição são fontes importantes para o crescimento da produtividade.