Este post foi reproduzido do site ReadWriteWeb. O autor do texto, Greg Boutin, possui um blog muito bom sobre empreendedorismo chamado Growth Times

Hoje em dia, é cada vez mais comum encontrarmos pessoas tentando iniciar empresas inovadoras, tentando juntar uma equipe e lançar um produto, e geralmente tentando mudar o mundo com seu espírito empreendedor.

Enquanto isso, a taxa de mortalidade de startups está maior que nunca e são várias as startups que ficam pelo caminho.

Não seria ótimo se pudéssemos reunir um conjunto de princípios que ajudariam na sobrevivência das startups?  Afinal, ao contrário dos humanos, não fazer nada com uma startup é um caminho certo para morte, então precisamos ser mais pró-ativos.

Aqui está um rascunho, ou podemos dizer uma versão alfa, de uma lista, baseada nas contribuições de outros empreendedores e na minha própria experiência como empreendedor e consultor de startups. Faça suas próprias sugestões de alterações na seção de comentários. Pois cada contribuição pode ajudar aos nossos amigos empreendedores que se encontram em situações específicas parecidas com a sua. Aqui está:

Guia de Sobrevivência da Startup

  1. Esta dica é óbvia – vigie seu fluxo de caixa. Se o seu plano é financiar a sua startup com investidores ou através de receitas, planeje com antecedência. Todos os próximos princípios vão a partir deste.
  2. Descubra um problema e concentre seus esforços para resolvê-lo. Não disperse seu tempo entre os demais concorrentes, nem com atividades independentes.
  3. Identifique o seu mercado alvo e consiga feedback deste mercado o quanto antes. Procure entender suas perspectivas e as de seus clientes.
  4. Estruture e desenvolva uma solução mínima viável o mais rápido possível. Uma solução mínima viável é algo através do qual você consiga extrair comprometimento sério de um cliente em potencial ou um investidor.
  5. Fique cercado de pessoas dedicadas e eficazes. Monte uma pequena equipe de grandes jogadores, e cultive um círculo de adeptos com conhecimento e/ou recursos. Incentive a todos de forma inteligente e não economize para recompensá-los.
  6. Aprecie a diferença entre early adopters e perspectivas mainstream. Saiba exatamente qual vai ser o seu target, e adapte-se a ele.
  7. Considere outras fontes de poder competitivo, e além da  sofisticação tecnológica, por exemplo, experiência ou serviço ao consumidor superior, parcerias exclusivas de distribuição ou outras vantagens baseadas no mercado.
  8. Tenha um plano para se diferenciar do resto do mercado. Entenda que construir um ótimo produto é necessário, mas raramente suficiente para ter um ótimo negócio, ele precisa ser comercializado de uma maneira ou de outra.
  9. Invista tempo na seleção e teste de modelos de negócio, e esteja disposto a fazer mudanças de acordo com o aprendizado.
  10. Seja criativo e engenhoso para alcançar seus objetivos. Busque soluções baratas, e não desista diante da adversidade, mas procure aprender e adaptar sua abordagem para superar obstáculos.

E finalmente, lembre-se que as startups as vezes precisam de “morrer”, para seu próprio bem. Medo do fracasso é o caminho mais rápido para o fracasso de um empreendedor. Se cair, levante-se e tente novamente.

Boris Hermanson é advogado e é funcionários do SEBRAE. Seu blog traz informações e dicas muito interessantes para quem tem ou pensa em ter uma micro ou pequena empresa. Um de seus posts, que colocamos aqui, fala sobre como administrar os riscos de um novo empreendimento. Para acompanhar o blog do Boris acesse http://borishermanson.wordpress.com/

Abrir um novo negócio é uma iniciativa que envolve riscos. Para muitos risco é algo a ser evitado, porém no mundo empresarial isto nem sempre é possível, de modo que o empreendedor deve aprender a conviver com eles.

Bem, se não é possível eliminar os riscos, o que pode ser feito?

Veremos neste artigo algumas técnicas de como lidar com riscos de maneira controlada, começando com a sua identificação.

Identificação dos riscos:

Para que possamos administrar os riscos de um empreendimento, o primeiro passo é identificá-los. Para isto é necessário o mapeamento da atividade que o empreendedor irá desenvolver, concentrando-se nos possíveis riscos existentes em cada etapa.

Podemos citar pelo menos 4 tipos de riscos com os quais o empreendedor deverá lidar no seu futuro negócio, a saber:

1- Riscos inerentes ao próprio negócio, ou seja, aquele que faz parte do exercício normal de uma determinada atividade. Por exemplo, numa empresa cuja atividade seja o transporte de cargas perigosas, o risco de acidentes é inerente;

2- Riscos envolvendo fornecedores. Um exemplo desse tipo de risco são os possíveis atrasos na entrega das mercadorias adquiridas;

3- Riscos envolvendo consumidores, cujo melhor exemplo é a inadimplência;

4- Riscos apresentados pelos concorrentes, tais como menores preços e melhores condições de pagamento que estes possam oferecer aos consumidores.

Bem, uma vez mapeado os riscos é hora de elaborar as estratégias para lidar com eles.

Traçando estratégias para redução dos riscos:

Uma vez identificados os riscos do futuro empreendimento, caberá ao empreendedor elaborar, no seu planejamento, as estratégias para enfrentá-los a fim de reduzi-los.

No caso dos riscos do tipo 1, uma forma de reduzi-los seria investir no treinamento dos seus funcionários e também contratar algum tipo de seguro que ajude a cobrir eventuais prejuízos causados por acidentes.

Em se tratando de riscos do tipo 2, uma solução possível seria a elaboração de contratos escritos que regulamentem os direitos e obrigações de cada um, estabelecendo multas que possam pelo menos reduzir os prejuízos em caso de descumprimento desse contrato.

Quando tratarmos de riscos do tipo 3, a criação de mecanismos de analise de crédito para operações a prazo com seus consumidores poderá diminuir o problema.

E em relação aos riscos do tipo 4, o empreendedor deverá manter-se atento às técnicas e planos de marketing que possam neutralizar as ações de seus concorrentes.

Tenha sempre um plano B:

Por fim, aconselhamos que empreendedor tenha sempre uma reserva disponível para utilização em tempos de crise ou em caso de surgimento de dificuldades inesperadas, ou seja, tenha sempre um plano B.

Com estas orientações esperamos que os empreendedores possam enfrentar com maior tranquilidade os riscos que certamente surgirão em seu novo negócio.

Este é o 37 artigo da série Criando EBTs de Sucesso. É o primeiro texto do módulo VI - Risco, Retorno e Projeto do Produto  – seção I Technology Ventures – From Idea to Enterprise” e foi extraído do livro

Seção I – Aborda o início de uma EBT alinhada com pontos vitais para o sucesso
Módulo VI –
Risco, Retorno e Projeto do Produto

RISCO E RETORNO

Atingir maiores retornos implica em correr maiores riscos. Assumindo que os empreendedores e seus investidores são seres racionais, eles irão demandar retornos potenciais maiores para empreendimentos sujeitos a maiores riscos. A figura 6.11 ilustra o modelo risco-recompensa. O retorno esperado pode ser definido como:

RE = Rs + R

RE = retorno esperado,  Rs = taxa de retorno sem risco e R = risco. Para investimentos de alto risco e alto retorno espera-se um retorno de 30% anualizado durante um período, T. Para um empreendimento de alto risco, T pode variar de três a sete anos [Ross, Westwerfield e Jaffe, 2002]. Para uma aplicação perturbadora ou uma inovação radical espera-se um retorno de 40% anualizado no período de T anos.

Fonte: Technology Ventures – From Idea to Enterprise, Drof C. R. e Byers H. T.

Este é o 32 artigo da série Criando EBTs de Sucesso. É o primeiro texto do módulo VI - Risco, Retorno e Projeto do Produto  – seção I e foi extraído do livro Technology Ventures – From Idea to Enterprise

Seção I – Aborda o início de uma EBT alinhada com pontos vitais para o sucesso
Módulo VI – Risco, Retorno e Projeto do Produto

RISCO E INCERTEZA – parte II

Um empreendimento de risco é lançado com um grau de incerteza devido à novidade do produto para o mercado, a novidade do processo de produção e a novidade da gestão (Shepard, Douglas e Shanley, 2000). A novidade para o mercado diz respeito à falta de certeza no mercado e a incerteza do cliente. A novidade do processo de produção depende da extensão do conhecimento do processo pela equipe empreendedora. A novidade da gestão diz respeito à falta de competência necessária da equipe empreendedora. A regulamentação e as mudanças legais são também uma fonte de incertezas.

O risco de fracasso ou de desempenho pobre é significativo e não deve ser subestimado.

Tabela 6.2 Fontes de incerteza.

1         Incerteza de mercado
  • Cliente
  • Tamanho e crescimento do mercado
  • Canais
  • Concorrentes
2         Organização e gestão das incertezas
  • Capacidades
  • Solidez financeira
  • Talento
  • Aprendizado de habilidades
  • Estratégias
3         Incertezas no produto e nos processos
  • Custo
  • Tecnologia
  • Materiais
  • Fornecedores
  • Projeto
4         Regulação e incertezas de caráter legal
  • Regulação governamental
  • Leis federais, estaduais e locais
  • Normas e regras do setor de negócios
5         Incerteza financeira
  • Custo e disponibilidade de capital
  • Retorno do investimento esperado

Os empreendedores de tecnologia preocupam-se menos com certezas e mais com o fato de poder entrar rapidamente no jogo e aprender como participar. A incerteza e os riscos associados caem na medida em que a novidade diminui nas três dimensões: do mercado, da produção e da gestão. Novidade é sinônimo de incerteza e, assim, espera-se que a incerteza diminua na medida em que são aperfeiçoados o conhecimento do mercado e do processo e as competências gerenciais. Assim, a responsabilidade da novidade declina com o tempo.

Sempre que há uma incerteza, geralmente existe a possibilidade de reduzi-la com a aquisição de informação. Sem dúvida, informação é o oposto de incerteza. A aquisição de informação e conhecimento aperfeiçoa as chances de adaptação e o desempenho das organizações. Uma estratégia apropriada para a redução de risco usa informações novas aprendidas com a experiência para ajustar a estratégia do negócio e as ações levadas a cabo para executar a estratégia. As estratégias apropriadas devem incluir a contratação de novas pessoas para a equipe, a criação de novas alianças, a redução de custos ou o aperfeiçoamento do relacionamento com os clientes, entre outros.

O negócio pode administrar o problema de comportamento imprevisível dos clientes seguindo as idéias da gestão do portfólio. O portfólio de clientes deve ser suficientemente diversificado para produzir o retorno desejado no nível de incerteza que a empresa pode tolerar. Clientes são ativos de risco. Assim como com os estoques, o custo de adquiri-los deve ser compatível com os valores que eles provavelmente irão gerar no fluxo de caixa. O conceito de valor ajustado ao risco do ciclo de vida de um cliente tem um poder transformador [Dhar, 2003].

Para os não iniciados, o sucesso dos novos empreendimentos de risco parece vir da idéia certa no tempo certo. Uma forma de se ter uma estimativa do risco potencial e da recompensa de um novo empreendimento é responder às quatro questões da tabela 6.3.


Fonte: Technology Ventures – From Idea to Enterprise, Drof C. R. e Byers H. T.

Este é o 31 artigo da série Criando EBTs de Sucesso. É o primeiro texto do módulo VI - Risco, Retorno e Projeto do Produto  – seção I e foi extraído do livro Technology Ventures – From Idea to Enterprise

Seção I – Aborda o início de uma EBT alinhada com pontos vitais para o sucesso
Módulo VI – Risco, Retorno e Projeto do Produto

Um novo empreendimento que cria uma solução nova para um problema estará sujeito à incerteza dos resultados. Uma ação em um mercado incerto, seguramente estará sujeita a riscos de atrasos e perdas. É tarefa do empreendedor a redução e a gestão de todos os riscos da forma mais adequada possível.

Empreendimentos novos e atrativos podem ser projetados para crescerem na medida em que a demanda por seus produtos aumentar.

Muitos negócios estabelecidos em forma de rede apresentam economias de rede, resultando em características reforçadas que podem levar ao surgimento de um padrão para seu setor. Adicionalmente, o projeto e desenvolvimento do produto focado nos detalhes concretos que compõem o novo produto, podem adicionar valor significativo ao produto oferecido ao cliente. Freqüentemente, um novo empreendimento pode desenvolver um produto que é uma aplicação perturbadora, capaz de revolucionar um ramo de negócios.

RISCO E INCERTEZA

A maioria das pessoas, talvez quase todas, tem aversão aos riscos ou tenta evitá-los. Logicamente, um empreendedor procura evitar ou reduzir os riscos de uma ação.

A habilidade de escolher de forma adequada os riscos que menos afetam o empreendimento é uma forma de capital humano baseada na experiência e no bom discernimento [Davis e Meyer, 2000]. De fato, a maioria das empresas empreendedoras de sucesso cria valor assumindo riscos calculados e possui a competência essencial para mitigar e gerenciar estes riscos. O importante na vida é a gestão dos riscos, não sua eliminação.

Tabela 6.1 Quatro níveis de incerteza.

Nível de incerteza Nível de risco Exemplo
  1. Um resultado claro e único.
Muito Baixo Comprar títulos do tesouro.
  1. Um conjunto limitado de resultados possíveis.
Baixo Montar uma barraca para venda de produtos esportivos nas olimpíadas.
  1. Um grande conjunto de possíveis resultados futuros.
Médio Lançar um produto aperfeiçoado em um mercado novo.
  1. Uma gama ilimitada de resultados possíveis
Alto Fundar uma empresa para tentar desenvolver e vender uma fonte de energia revolucionária baseada na descoberta de uma célula de combustível.

O empreendedor é, na maioria das vezes, um gestor de investimentos que escolhe continuar com as oportunidades selecionadas e não outras.

A prática do empreendedorismo no reino das oportunidades é muito semelhante àquela dos investidores financeiros no mercado de ações [Stenberg, O’Hara e Lubart, 1997]. Eles buscam oportunidades com o nível de risco esperado e tentam “comprar na baixa e vender na alta”. Comprar na baixa significa buscar idéias que não são largamente conhecidas ou estão fora de moda. Vender na alta significa encontrar um financiador para um empreendimento de sucesso, convencendo-o de que seu valor produzirá um retorno significativo e de que é tempo de colher algum frutos das riquezas que já foram criadas. Em qualquer investimento, “investir em um negócio que você conhece” é um ótimo princípio. Assim, buscar a expectativa do poder da fusão deve ser deixado para aqueles poucos que conhecem e compreendem as oportunidades muito grandes, mas de alto risco. O empreendedor-investidor deve assumir o risco do empreendimento e estar propenso a assumir maiores riscos com o conhecimento de poder administrá-los ou mitigá-los.

O empreendedor-investidor deve considerar o conceito de tolerância à perda, que definimos como a quantidade de perda que uma pessoa pode tolerar. Assim, o empreendedor deve avaliar seu nível de tolerância e de aceitação de perdas e limitar seus investimentos em qualquer empreendimento de risco.

O valor ajustado ao risco de um empreendimento, V, é:

V = U – LR

Onde, U=Upside, L=constante de risco ajustado, usualmente maior do que 1 e R=downside ou tolerância à perda. Quanto maior o valor de L maior a aversão ao risco do empreendedor. Uma pessoa é neutra com L=1, mas tem grande aversão ao risco com L=2 [Dembo e Freeman, 1998].

A resposta estratégica à incerteza é construir o empreendimento em estágios, reservando-se o direito de ajustar suas competências essenciais e suas estratégias antes de seguir para o próximo estágio.

As técnicas de planejamento por cenário podem ser úteis para determinar estratégias sob condições de incerteza.

Os riscos refletem o grau de incerteza e a perda potencial associados aos resultados, que podem acompanhar uma ação ou um conjunto de ações. O risco consiste de dois elementos: a significância das perdas potenciais e a incerteza dessas perdas. Na maioria dos novos empreendimentos eles são representados pela significância ou tamanho das perdas potenciais, acaso, e pela incerteza estimada pelo novo empreendedor de risco e seus investidores. Uma boa medida do risco é:

Risco = acaso x incerteza

O Acaso, A, é o tamanho das perdas potenciais conforme percepção pela equipe empreendedora. O acaso é a perda de investimento do empreendedor (Custo de Oportunidade, CO), mais o investimento financeiro, I, que ele necessita realizar. Portanto,

Risco = (I + CO) x IC

A incerteza, IC, é medida pela inconstância dos resultados antecipados, que pode ser descrita pela estimativa da probabilidade de perda (fracasso).


continua no próximo post ….

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