Este é um texto bem humorado escrito por Diego Gomes do site ReadWriteWeb que mostra algumas características que os empreendedores têm em comum.

Inspirado pelo último episódio do Empreendecast, percebi que já faz algum tempo que convivo com empreendedores dos mais diversos tipos e aqui mesmo no time do @rwwbr temos muitos membros com este perfil. Gostamos de empreender, de cobrir novas startups/projetos e estamos sempre buscando traçar um perfil de como seria este ser mítico, o empreendedor.

Eu poderia escrever um texto óbvio, listando as características obrigatórias deste sujeito, falando de garra, perseverança, superação e foco. Mas como já cansei de ler textos assim e acredito que muitos de vocês também, optei por fazer algo diferente. Vou listar aqui as características que percebo em meus amigos que optaram por uma carreira um pouco mais arriscada que um concurso público ou um emprego em multinacional.

Esta é uma lista pessoal, e 100% questionável, portanto caso queiram discordar, fiquem a vontade. O importante é que se você tiver algo a acrescentar, deixe seu comentário, protesto, ou o que quer que seja e posteriormente fazemos uma revisão disso aqui.

Então Vamos lá, chega de enrolação.


O que Estes Caras tem em Comum?

Teceiro turno - Sim, esse cara não é do tipo que trabalha 8 horas por dia e vai para casa para passar alguns momentos com seu videogame e sua TV. É um cara que vira noites “brincando” com seu código, discutindo conceitos e tendências da sua área de atuação, ou respondendo emails de clientes. Quando é o caso de caras que já tem um emprego, geralmente eles tem o chamado terceiro turno, que começa as 20:00 e acaba as 2:00 da madruga.

Improviso - Todo bom empreendedor é um bom improvisador. Ele sabe lidar com as limitações que surgem o tempo todo e sem recursos, tempo, e pessoal, ele acaba desenvolvendo cada vez mais sua capacidade de improvisação. Várias vezes já vi gente segurando as pontas na infraestrutura com procedimentos de qualidade duvidosa (vulgo gambiarra), vendendo produtos e serviços ainda não desenvolvidos, fazendo demonstrações controladas para conseguir fechar contratos. Tudo isso, apesar de parecer errado, é uma parte do processo e é uma enorme fonte de aprendizado. Não há nada errado em improvisar. Só tem que ter um pouco (pouco mesmo) de cuidado para não errar a mão. Melhor falhar e ter tentado algo ousado do que fazer perfeitamente como o planejado e não atender ninguém.

Teimosia – Empreendedor é cabeça dura. É difícil discutir com eles, afinal eles tiveram sua epifania e sabem do que estão falando. Em muitos casos essa é a grande causa de sucesso ou fracasso de uma startup. Mas uma coisa é certa, não existe empreendedor “banana”, querendo ouvir e agradar a todos. Ser empreendedor é desafiar o status quo, e isso nada mais é que pura e simples teimosia.

Problema ou diversão? - Para quem está começando um negócio e realmente tem jeito para a coisa, essa vai ser uma grande fonte de dúvidas. Afinal não é de resolver problemas que surgem as novas grandes empresas? O empreendedor de verdade não diferencia problemas de diversão. Ele adora os dois. E não sabe responder se quando o cliente quer o feature X ou o servidor cai se ele está se divertindo com o novo desafio ou apenas resolvendo um problema.

Repertório - Esse não é exatamente o atributo obrigatório, mas é um grande responsável pelo sucesso de startups. Um empreendedor tem que ser versado no seu mercado e nos mercados adjacentes a ele. Tem que saber todos os movimentos, de todos os players e dissecar a estratégia dos concorrentes. Um bom fundador tem que saber de finanças, gestão de produtos, usabilidade, marketing, vendas e culinária (ou ao menos ter o telefone do telepizza/burguer/whatever).

É o processo, não o fim - O empreendedor gosta do processo, de fazer, operar, melhorar, vender. O negócio dele não é a grana instantânea, ou uma venda milionária em 5 anos. O empreendedor gosta do caminho, mais do que da chegada.

Namoradas nervosas - Elas aguentam um cara com uma rotina de viradas de noites e que dá mais atenção a empresa que aos amigos e família. Então já era de se esperar que elas fossem mais nervosas que a média.

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