Em ótima matéria da HSM.br, Guilherme Pizzini fala sobre as práticas que garantem o sucesso de projetos voltados à web. Confira!

Integridade e comprometimento bem como o empenho na busca por inovações e aprendizado são características conhecidas e valorizadas em profissionais da geração Y.

A objetividade e a busca por uma rápida ascenção profissional, nem sempre, faz com que estes profissionais tenham belas histórias. Além de uma boa ideia, é fundamental aliar todas as características da geração Y ao bom planejamento.

A tecnologia e o vasto acesso à informação são ferramentas acessíveis e comuns para a atuação deste profissional. Entretanto, por hábito, eles acabam colocando em prática suas ideias inovadoras e deixam de lado o fator planejamento. Exemplo disso são empresas que, quando começam a ter lucro, se “empolgam” com os investimentos em publicidade e, em pouco tempo, acabam tendo problemas financeiros.

A falta de experiência no dia a dia do negócio ou mesmo a ansiedade em conquistar resultados e atingir o rápido crescimento podem diagnosticar esta lacuna. É preciso pontuar que sucesso e ascensão profissional somente serão alcançados quando combinados as características da geração Y. Existem alguns conceitos que não perdem a validade, tais como planejamento, estudo de mercado, entendimento de oportunidades e ameaças, estratégias de ação e velocidade em contornar problemas etc.

Essa combinação facilita a atração de oportunidades e a retração de ameaças. Já a falta disso faz com que as empresas acabem consumindo seus recursos de forma errada. Em entrevista ao Portal HSM, Guilherme Pizzini fala sobre as práticas que garantem o sucesso de projetos voltados à web. Confira!

Portal HSM: O que esta geração tem a oferecer?
Guilherme Pizzini:
Qualificação acadêmica, em alguns casos, acaba compensando a falta de experiência, entretando, não é o suficiente para conduzir o crescimento. O ideal é unir as duas coisas. Se o empreendedor não tem qualificação acadêmica condizente com o seu negócio, é importante que ele procure estudar o máximo possível sobre aquele mercado, com base em cases de sucesso e até mesmo em erros já cometidos por outros empreendedores. Assim, aproveitar as características positivas que a geração Y possui, aplicando os conceitos que, sabidamente, funcionam podem aferir a novos negócios sucesso sustentado.

A mensagem que muitas vezes fica é que basta ser jovem, motivado e ter uma ótima ideia. Mas a prática nos mostra que é fundamental unir tudo isso a uma boa gestão, embasada em conceitos já citados aqui, como planejamento, base acadêmica, práticas de mercado e, principalmente, muito trabalho.

Portal HSM: Como converge internet, gestão jovem e ideias inspiradoras nos dias atuais?
Guilherme Pizzini:
A internet, por ser um ambiente de fácil acesso e informações praticamente ilimitadas, contribue para que as ideias, independentemente se advindas de pessoas da geração Y ou não, sejam colocadas em prática. Talvez a diferença esteja no fato de que as pessoas da geração Y se empenham muito em transformar ideias em realidade. Isso faz com que esses dois pontos funcionem com grande sinergia em uma gestão jovem, que necessariamente está atenta as novas tendências e se adapta com grande velocidade aos novos ambientes e mudanças de cenário.

Portal HSM: De que modo ideia, espaço e planejamento de projetos web devem acontecer em um projeto web e quais são as principais dicas em cada processo?
Guilherme Pizzini:
Ideia, espaço e planejamento são fundamentais para o sucesso de qualquer projeto. Uma grande ideia só resultará em sucesso se houver um excelente planejamento. Este, por sua vez deve prever ou antever algumas situações, como a identificação de oportunidades e ameaças, a necessidade de contratação de pessoas e o mapeamento do mercado de atuação. Mas, independente de nossa ansiedade ou vontade de ver tudo acontecendo de maneira rápida e sem erros, tudo passa por uma curva de aprendizado.O tempo em que identificamos cada detalhe a ser corrigido ou cada ponto positivo identificado deverá ser potencializado.

Portal HSM: Quais foram as principais mudanças diagnosticadas no site olho no click após seu lançamento?
Guilherme Pizzini:
Do início do projeto ao lançamento e até os dias atuais, muitas mudanças ocorreram e nem sempre foram perceptíveis aos clientes ou por pessoas de fora da empresa. Isso porque sabemos que o interesse pelos produtos muda, assim como os horários em que as pessoas pretendem participar de nossos leilões. Além disso, para interagir com empresas com modelos de negócio diferentes, consolidadas ou não em seus mercados, é preciso adequar a forma de atendê-los para produzir ações de grande sucesso.

Guilherme Pizzini é Diretor e sócio fundador do Olho no Click, portal de leilão virtual, responsável atualmente por mais de quatro mil produtos leiloados na internet e 400 mil usuários cadastrados. www.olhonoclick.com.br

 

O site do Instituto Nacional de Empreendedorismo e Inovação é uma ótima fonte de informação para os empreendedores. Notícias, artigos e eventos sobre o tema para manter os profissionais da área sempre na vanguarda dos acontecimentos.

Confira em http://www.inei.org.br

Ótimo texto publicado no potal HSM.

Para organizar melhor nossa própria vida, nos acostumamos a separar e priorizar atividades e ações realizadas em um dia, mês, ano ou de acordo com a necessidade estipulada. Se essas tarefas forem coordenadas a partir de um planejamento prévio, sem dúvida, serão realizadas de forma mais prática e com resultados.

Realizamos estas ações automaticamente na vida pessoal, como planejar os gastos no supermercado e em viagens, por exemplo. Nas empresas, a lógica é, e precisa ser, a mesma.

No Brasil, os planejamentos corporativos de longo prazo passaram a receber maior atenção após o período de estabilidade econômica do País. Considerado o “ponta pé inicial” de uma empresa, o planejamento tem o objetivo de definir metas, tarefas, atribuir funções e apontar, claramente, onde a empresa e, consequentemente, o funcionário querem chegar.

A empresa consegue determinar também os pontos de controle para a execução. O importante é que o executivo saiba que não, basta apenas planejar, mas sim que há a necessidade de acompanhar o desenvolvimento do trabalho. Desta maneira, saberemos se a empresa está na direção correta e se obterá os resultados projetados.

O início de um planejamento deve ser estabelecido a partir de uma análise do cenário atual da empresa e de onde ela quer chegar. Esta análise possui a finalidade de apontar e reparar pequenos detalhes que fazem a diferença. Os objetivos da empresa precisam estar bem definidos para que o planejamento seja elaborado e executado com precisão.

Para que isso seja feito, os líderes devem estar envolvidos e presentes em cada etapa do processo. A partir das ações definidas e do orçamento estabelecido, tudo é conectado chegando ao planejamento final, que será aprovado em reunião entre os demais membros da companhia.

O modelo de gestão deve estar alinhado para atender todas as demandas do planejamento. Não adianta um planejamento agressivo se a gestão, e os executivos que comandam a empresa, mantiverem um modelo conservador.

Para a execução de qualquer planejamento, dois pontos merecem destaque: a administração e a motivação dos colaboradores. Assim, para que uma gestão seja bem sucedida, deve-se priorizar o bem-estar e a satisfação dos colaboradores. Eles são peças-chave para atingir as metas traçadas.

Obviamente que, sem trabalho, não chegamos a lugar nenhum. No entanto, o sucesso está na convergência do modelo de negócio x pessoas x modelo de gestão. A busca do alinhamento e da identidade da organização com base nestes itens faz com que a empresa amadureça e cresça de forma sustentável.

Nestas circunstâncias, a companhia poderá obter um crescimento acima da média de empresas convencionais que, muitas vezes, não dão a devida importância para estes aspectos.

Seguindo o planejamento e adaptando uma gestão moderna adequada ao perfil do negócio, qualquer empresa, sem dúvida, se destacará frente à concorrência. E o sucesso poderá ser medido por meio de pesquisas referente ao índice de satisfação de clientes e colaboradores e os próprios resultados oficiais de balanço da companhia.

Paulo Roberto de Alencastro Jr. (Diretor de planejamento e gestão da Acesso Digital)

 

 

O site Resultson publicou uma ótima dica para quem precisa de investimento para alavancar uma ideia e também para empresários que querem investir em uma startup. A AngelList é uma comunidade que visa facilitar a comunicação entre empreendedores que estão em busca de investimento e investidores que estão à procura de bons projetos para financiar. O site, que possui um layout bastante simplilficado e fácil de utilizar, é um canal que permite aos participantes estreitar os laços entre empresários e startups. Cada participante possui um perfil pessoal que mostra suas informações profissionais e os interesses de fazer parte da rede. Com isso, é possível realizar buscas no mercado que deseja atuar e localizar pessoas que são referências no assunto, tanto para quem empreende como para quem deseja investir em determinada ideia. O serviço é free (dá para fazer o login pelo Facebook ou Twitter) e pode ser uma boa oportunidade de expor seu plano de negócio para o mundo e estar em contato com investidores internacionais. Para se inscrever, é só clicar aqui.

Esta entrevista foi feita com perguntas de leitores enviadas pelo site www.epocanegocios.com.br.  As respostas são de Oscar Motomura, fundador da Amana-Key, que já treinou mais de 30 mil executivos.

1. Como o senhor descreveria as competências essenciais para uma liderança eficaz? Existe alguma receita? Marcos Moreira | Fortaleza, CE
Essenciais são as competências humanas, de quem “entende de gente” pela prática, numa grande diversidade de pessoas e situações. Que propicia, inclusive, diferentes encontros com seu próprio ego… Mas não há receitas (embora muitas empresas trabalhem com algum tipo de prescrição e, por isso, fiquem cegas para a essência das coisas). Quer uma dica? Desafie-se o tempo todo com questões que evitem acomodação em zonas de conforto: liderança visando a números ou bem-estar? Para si, para poucos ou para todos? Como seria liderar em contextos difíceis, de recessão, guerras, corrupção?…

2. Como um executivo ou uma executiva pode energizar sua equipe a fim de melhorar os resultados?Nayara Cristina da Silva | Trindade, GO
Não há fórmulas. Tudo depende do contexto e das pessoas envolvidas. No fundo, os executivos sabem o que fará a motivação de seu pessoal ser potencializada. A hesitação e a insegurança estão associadas à falta de confiança na intuição e no que sentem, principalmente se as medidas imaginadas forem diferentes em relação às práticas mais aceitas no meio empresarial.

Um ponto para reflexão nesse sentido: como gerar o tipo de motivação que os voluntários têm? Como motivar de maneira genuína, sem nenhum tipo de prêmios artificiais? Como motivar com foco em algo maior, para a sociedade e o planeta?

3. É realmente eficaz para a empresa ter uma política de treinamento de seus empregados? José Carlos Lucena | Rio de Janeiro, RJ
Política no sentido de diretriz, filosofia de educação e desenvolvimento de pessoas para o futuro? Sim, com certeza. “Política de treinamento” como jeito oficial de fazer, que engessa, não. ( Melhor não ter, pois assim os próprios líderes tenderão a criar formas inovadoras e “sob medida” de capacitar suas equipes.) Treinamento no sentido de “adestramento”, condicionamento mecânico de pessoas, não. No sentido de acumular informação e conhecimento, não. Para usar bem o conhecimento a serviço do cliente e da sociedade, sim. Só teoria, não. Maestria em fazer acontecer, sim.

4. Como conciliar a necessidade de padronização nas empresas com criatividade e inovação? Samuel Rezende | São Leopoldo, RS
Antes de tudo, com o essencial: um time de pessoas criativas. Mesmo com muita padronização, elas tenderão a inovar. Se a empresa seleciona somente pessoas conformistas e obedientes, terá padronização burocrática e insatisfação dos clientes. Procedimento-padrão só gera perfeição com máquinas. Se há pessoas envolvidas, o processo é “biológico” e precisa da engenhosidade humana para funcionar bem. E, no biológico, o fundamental é ter princípios (que padronizam a essência e não a forma, e deixam espaço para o “sob medida”).

5. O RH pode identificar talentos natos que não comprovam qualidades no currículo? Eduardo Reis | Rio de Janeiro, RJ
Vejo a capacidade de detectar talentos mais freqüentemente em empreendedores de grande sucesso (talentos detectam outros talentos?). Livres das “exigências institucionais” das grandes corporações, que tentam padronizar o processo de seleção e promoção de talentos, esses empreendedores podem se dar ao luxo de ser intuitivos ao montar suas equipes. Aqui, os gênios autodidatas têm mais chance. Mas é bom lembrar que os verdadeiros gênios criam as próprias oportunidades, quando decidem fazê-lo.

6. Como aliar produtividade e resultados exigidos pela empresa à qualidade de vida e bem-estar da equipe? Edson Bucci | Campinas, SP
Em teoria, uma coisa deveria alavancar a outra. A pergunta provavelmente nos remete aos extremos: métodos de atuar sobre produtividade que comprometem o bem-estar da equipe, e o contrário (equipe muito bem e produtividade em declínio). O desafio é de equilíbrio e de criatividade radical, “fora da caixa”. E não mirando o nível de 50/50, mas de 100/100 (máxima produtividade e máximo bem-estar). E isso só se consegue se todos (da cúpula à base) trabalharem a equação 100/100 em conjunto.No fundo, não é difícil chegar ao ponto ideal. Difícil é assegurar que a cúpula participe desse processo de criação conjunta.

7. Qual a sua avaliação a respeito das ações de responsabilidade social das empresas no Brasil?Roberto Linhares | Belo Horizonte,BH
Vejo com otimismo. Fala-se mais a respeito e o tema (assim como o da responsabilidade ecológica) está mais explicitamente na mesa de decisão.Algumas empresas estão totalmente engajadas, da cúpula à base, tanto no social como no ecológico. E é algo genuíno. Em outras, é algo parcial, tímido, controverso. Há ainda outras que fazem só o que dá ganho de imagem. Não é autêntico. E, é claro, temos as que nada fazem e assumem que nada têm a ver com o assunto. No fundo, trata-se de algo complexo. Uma mudança cultural de toda a comunidade de negócios. E temos como acelerar.

8. Como empreender um negócio econômica e ambientalmente sustentável, num mundo cada vez mais disperso pelos avanços tecnológicos? Gledson Silva | Brasilia, DF
Sendo uma pessoa centrada em um propósito maior, com a intenção genuí­na de servir à sociedade e ao planeta. Tendo isso como núcleo de tudo, torna-se possível “surfar” nesse mundo disperso, diverso, em contínuo processo de transformação, dependendo cada vez menos de uma “ordem hierárquica.” E contando cada vez mais com o poder aglutinador dos propósitos que visam ao bem comum e à força da auto-organização. E quanto às competências para “surfar” com grande eficácia nesse ambiente fluido e em contínua mutação? Essa deixo para você pensar…

9. Como formar empreendedores se há tão pouco sendo desenvolvido com as crianças nas escolas?Zailton Cardoso de Miranda | Lorena, SP
Nosso maior desafio está na educação. Mas na educação de todos, principalmente de adultos em todas as áreas e profissões. Educação e reeducação inclusive de líderes no governo, nas empresas, nas escolas, na sociedade como um todo. Como falar de crianças sem tratar da educação, reeducação dos próprios pais, dos próprios professores? Como falar do pouco que se faz pelas crianças sem tratar do muito que se faz pela deseducação delas no dia-a-dia? Como podemos sair dos diagnósticos e críticas e partir para as soluções? Não seria o que os cidadãos-empreendedores fariam?

10. Qual a melhor herança que podemos deixar para nossos filhos? Sergio Lazzari | São Paulo , SP
Em minha opinião, é a capacidade de fazer acontecer, que é chave em qualquer atividade. Mas há jeitos e jeitos de fazer isso. Fazer com consciência significa levar em conta o bem comum (a essência da ética). E fazer com leveza (em contraposição a fazer com excesso de esforço e estresse) é a essência da verdadeira maestria. Nosso melhor legado é assegurar que desde pequenos nossos filhos sejam polidos nessa competência, nesses valores, nesse jeito de ser. Não dá para deixar isso para a escola nem para a faculdade…


Patricia Santana, colaboradora do Portal HSM, escreveu este ótimo texto sobre melhores práticas em gestão de PMEs.

Responsáveis por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e por 54% dos empregos formais, as micro e pequenas empresas (MPE) ainda esbarram nos mesmos desafios de qualquer organização: como gerir bem o negócio, empreender ações inovadoras, suprir as necessidades do mercado e sobreviver às transformações econômicas globais. Sendo que o último item é apontado como sendo o principal desafio para a gestão das MPEs, na opinião de Juliana Iten, gerente de Convênios e Parcerias da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

De acordo com estudo da consultoria Mckinsey, as organizações devem ser impactadas, nos próximos anos, por cinco forças globais de transformações. São elas:

1. O crescimento de mercados emergentes, com alterações demográficas
2. Produtividade do trabalho
3. O fluxo global de produtos, que é impactado por informações e capital
4. As mudanças climáticas e a sustentabilidade
5. Crescimento do papel dos governos nas economias e na sustentabilidade ambiental e social

Diante desse cenário de incertezas e constantes transformações globais, adaptar metas e objetivos da empresa a essas mudanças passa a ser primordial para que as MPEs tenham visão de futuro e saibam identificar seus pontos fortes e fracos, as ameaças e oportunidades, de forma a melhorarem a gestão do negócio e se tornarem mais competitivas.

“Ou seja, cada vez mais se faz necessário estabelecer um planejamento estruturado a curto e longo prazo, que seja dinâmico e adaptável às mudanças complexas que afetam o mundo corporativo”, completa a gerente da FNQ.

Para avaliar o estágio de maturidade da gestão das MPEs, a FNQ, em parceria com o Sebrae, Movimento Brasil Competitivo (MBC) e Gerdau, desenvolveu um questionário de autoavaliação, alinhado ao Modelo de Excelência da Gestão (MEG) disseminado pela FNQ e adaptado à realidade das empresas de pequeno porte.

“Os fundamentos e critérios de excelência, que antes eram focados no desempenho das grandes empresas, agora estão adaptados para a realidade das MPEs, de forma que possam se tornar mais competitivas no mercado”, avalia Juliana.

A proposta do questionário é avaliar a qualidade da gestão das MPEs, identificando os pontos fortes e oportunidades para melhoria, o que permite melhoria de processos de planejamento estratégico e planos de ação. O questionário aborda questões focadas em liderança, estratégias e planos, clientes, sociedade, informações e conhecimento, pessoas, processos e resultados.

Com base no modelo de excelência em gestão, a FNQ elenca 12 pontos-chave para o desenvolvimento da gestão. São eles:

1. Conheça e ouça os clientes – Agrupe os tipos de clientes com características similares, identifique e analise suas necessidades, a fim de oferecer os serviços ou produtos adequados a esses grupos. Considerando suas diferenças, divulgue produtos e serviços no canal mais adequado para atingir os clientes. Promova avaliações periódicas do nível de satisfação e crie um meio de comunicação para ouvir as reclamações e sugestões, a fim de identificar oportunidades de melhoria.

2. Preocupe-se com o meio ambiente e seja socialmente responsável – Fique ciente dos danos que as atividades e instalações da empresa causam ao meio ambiente – faça o consumo controlado de água, energia elétrica e papel, e descarte corretamente sobras de produção, lixo, lâmpadas fluorescentes, cartuchos de impressora e embalagens. Promova ações e projeto sociais, conscientizando e envolvendo os colaboradores com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento sustentado. Doações que auxiliam temporariamente a comunidade são atividades isoladas que não atingem esse objetivo.

3. Tenha a melhoria contínua como meta – Promova a melhoria por meio da inovação dos produtos, serviços, processos e métodos de gestão, a partir das contribuições de colaboradores e de informações obtidas externamente (com outras empresas, concorrentes, universidades, centros de pesquisa, associações, rede de relacionamentos etc.). Isso contribui para o aumento da competitividade da empresa.

4. Estabeleça sua missão, visão e valores – Toda empresa deve estabelecer e disseminar sua missão, visão e valores aos colaboradores, para que todos persigam os mesmos ideais e saibam o que os dirigentes esperam da organização no futuro.

5. Tenha um planejamento estratégico – Estabeleça estratégias para alcançar os objetivos da empresa, levando em conta informações relativas a clientes, mercados, fornecedores, colaboradores, sua capacidade de prestar serviços, produzir e vender. Isso permite posicionar a organização de forma competitiva e garantir a sua continuidade. Em seguida, elabore planos de ação, definindo responsáveis, prazos e recursos necessários para a execução de atividades que visam atingir as principais metas e estratégias.

6. Faça a gestão das pessoas – Defina claramente as funções e responsabilidades dos colaboradores, pontuando a participação de cada um e promovendo a sinergia do trabalho em equipe. Disponibilize ações de capacitação com base num plano de treinamento, a fim de desenvolver as habilidades e conhecimentos para exercer as atividades diárias. Na hora de contratar, selecione colaboradores que estejam aptos a atender as necessidades atuais e futuras da organização.

7. Promova a qualidade de vida – Adote ações que garantam o bem-estar e a satisfação dos colaboradores, promovendo um ambiente mais participativo e agradável que proporcione motivação para a realização do trabalho. Exemplo: promova benefícios adicionais aos exigidos por lei, confraternizações, áreas de lazer, programas participativos etc

8. Controle o desempenho – A empresa deve estabelecer indicadores e metas que permitam controlar as principais atividades e analisar o desempenho do negócio. Reuniões regulares com os dirigentes da organização são fundamentais para mensurar os resultados obtidos e tomar medidas corretivas, quando necessário. Esses indicadores e metas precisam contemplar aspectos relacionados a finanças, produção, vendas, fornecedores, clientes, colaboradores e questões ambientais.

9. Faça o controle financeiro – Utilize o fluxo de caixa e um plano orçamentário para, no mínimo, um ano. Assim, é possível assegurar a disponibilidade de recursos para a compra de materiais e serviços, o pagamento de funcionários e despesas, além do investimento em equipamentos para comercialização, prestação de serviços, produção e entrega.

10. Organize as informações – As informações necessárias para a execução das atividades da empresa, análise e condução dos negócios devem estar definidas e organizadas por um sistema padronizado, que disponibilize ferramentas e tecnologias mais eficazes para atender as necessidades dos colaboradores. A empresa deve ainda compartilhar as informações a fim de permitir a execução adequada das funções. Quando registradas e documentadas, essas informações possibilitam a continuidade das atividades em caso de substituição de profissionais.

11. Faça benchmarking – Obtenha regularmente informações comparativas de outras empresas do mesmo segmento, com o objetivo de adotar novas práticas e métodos de melhoria dos serviços, produtos e processos. Isso também permite identificar diferenciais favoráveis ou desfavoráveis a serem tratados.

12. Execução de atividades – As principais atividades da empresa devem ser executadas de acordo com padrões definidos, a partir de requisitos legais e de informações sobre as necessidades do cliente, bem como da descrição de processos.

Na prática

A Patrimonium, empresa de segurança patrimonial do Paraná que está no mercado a há 10 anos, incorporou estas 12 recomendações do modelo de excelência em gestão. Hoje, a companhia adota mais de 30 indicadores que são acompanhados mensalmente com análise e plano de ação para cumprimento da meta pelos responsáveis da área.

“Esses indicadores são apresentados e analisados em uma reunião de gerência com a presença dos diretores mensalmente. Além disso, também são avaliados criticamente pela diretoria a cada semestre”, conta Michel Andre Felippe Soares, diretor executivo Grupo Patrimonium Alltech.

A empresa controla o fluxo de caixa pelo software de gestão e todos os departamentos criaram o seu planejamento orçamentário para o ano seguinte. “Essa ação facilita a empresa a gerir melhor os recursos e a evitar gastos financeiros com juros por deficiência na gestão do caixa”, sinaliza o executivo.

Além disso, a companhia já realiza há alguns anos a pesquisa de satisfação do cliente. “Tomamos ações para sanar eventuais pontos de melhoria apresentados pelos nossos clientes e agrupamos os clientes, para identificar as necessidades específicas e atender o anseio de cada grupo”, aponta Soares.

O executivo da Patrimonium avalia que é fundamental saber aonde se quer chegar, assim como a informação precisa ser bem definida e disseminada para os colaboradores. Para a empresa evoluir, os funcionários precisam “saber o que importa e o que a empresa espera deles em termos de comportamento e resultados”, conclui.

O site Trendwatching divulgou as tendências do consumidor urbano !

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Dicas de Ana Cristina Chaer Dib Netto do site Portal do Empreendedor

 

Participar de feiras é uma ótima forma de se atualizar sobre as novidades do setor e construir uma rede de relacionamentos. Porém, para aproveitar ao máximo o evento é preciso deixar a timidez de lado, além de ter organização e foco. O site da revista americanaEntrepreneur preparou uma lista com dicas interessantes sobre o tema. Confira abaixo:

Vá com uma roupa confortável: cuidar da imagem é importante, mas lembre-se de que geralmente a programação dura o dia inteiro. Você passará muito tempo sentado ou em pé e nada pior do que uma calça apertada ou um sapato desconfortável para deixá-lo impaciente e sem disposição para aproveitar o evento.

Use a hora do almoço para conhecer pessoas novas: em vez de se sentar com gente conhecida, procure almoçar com quem não faz parte do seu círculo de amigos e puxe assunto. Em uma conversa descontraída é possível encontrar pessoas com interesses próximos ao seu. Só fique atento para não ser inoportuno e falar sem limites sobre negócios.

Verifique com antecedência as palestras a que deseja assistir: feiras grandes costumam ter seminários e workshops com especialistas de renome do setor. Em muitos casos, o número de credenciais é limitado. Por isso, quanto mais você se organizar, maiores as chances de conseguir ver as palestras mais cotadas.

Tenha bom senso: Feiras são muito propícias para fazer networking. Os participantes têm objetivos parecidos, o que facilita fazer contatos. Porém, as trocas de cartões não devem ser feitas durante palestra ou exposição. Também não é aconselhável tentar vender produtos ou serviços durante o networking.

Mantenha contato: se você apenas guardar na gaveta os cartões que trocou durante a feira e não cultivar a troca, a experiência terá sido em vão.  Encontre maneiras de  aumentar efetivamente sua rede de relacionamentos. Sugira ideias pelo Twitter, participe de grupos de discussão e envie artigos para as pessoas que conheceu no local.

 

Ótima matéria de Kátia Arim, da INFO Exame, sobre o uso das redes sociais nas corporações e sua vasta utilidade nas empresas.

Os negócios devem tornar-se sociais ou ficarão para trás. Esta análise do Gartner pretende orientar líderes de TI e executivos nesta crítica e excitante mudança. Processos orientados ao social estão transformando abordagens corporativas tradicionais. Tecnologias sociais permitem que as pessoas se conectem, interajam e se reúnam com facilidade e velocidade inéditas, embora ainda haja uma confusão relacionada ao valor da entrega de tecnologias sociais. Companhias e líderes de TI perspicazes não estão satisfeitos assistindo do lado de fora a essa mudança. Eles estão aprendendo sobre essa tendência social e sobre como seria possível explorar as possibilidades que as novas dinâmicas de relacionamento prometem.

Tendências centrais

Os artefatos que os usuários suprimem nas redes sociais oferecem um excelente insight. Já que as redes sociais se tornaram virais e terão mais de um bilhão de usuários em 2012, as empresas deveriam escavar esses dados para descobrir inteligências progressivas. O entusiasmo do usuário pode ser canalizado para áreas como inovação, geração de demanda, marketing, distribuição e serviço ao cliente.

Fornecedores de aplicações corporativas estão integrando ferramentas sociais aos seus produtos e a linha divisória entre ferramentas transacionais e ambientes sociais está desaparecendo. Embora a oportunidade de negócio esteja orientando algumas atividades e investimentos no social, o medo e a incerteza causam a inação ou, pior, uma tentativa de impedir o acesso do funcionário às redes sociais. Políticas prudentes e disciplina são necessárias agora, conforme as empresas posicionam suas apostas em um ambiente radicalmente distinto.

Soluções sociais são relevantes para funções corporativas além de marketing e serviço ao cliente. Há casos de uso de mídias sociais em diversas funções corporativas, tanto internas como externas.

À procura de inteligência social

As pessoas, por si próprias, estão se movimentando massivamente (cerca de 600 milhões) para tirar proveito das novas ferramentas sociais. Observe os bilhões de tuítes e adesões a redes sociais, assim como a explosão de blogs e visitas ao YouTube. Existem milhões de terabytes de dados na internet (cinco petapytes são adicionados diariamente) que refletem a atitudes, as intenções e as influências tanto de empresas como de consumidores. O acúmulo dessas conversas, comentários, avaliações e classificações estão sendo chamados por alguns de “inteligência social”. A natureza híbrida dos artefatos de dados, da rica mídia desestruturada, dificulta a exploração desse material, mas não a torna impossível. A organização de TI tem um desafio em mãos. Como oferecer liderança em reunião de inteligência e outros esforços para integrar essas atividades coletivas nos processos corporativos?

Pesquisas recentes sobre a procura de inteligência corporativa:

Permitir que o negócio funcione “socialmente”

Assim como a internet gerou um impacto disruptivo nos processos e modelos corporativos das organizações no começo da década, hoje as redes sociais estão alterando a forma como um negócio é conduzido.

As organizações precisam de uma estratégia que lhes permita capitalizar as dinâmicas de relacionamento das criadas pelas redes sociais. É a habilidade da mídia social de permitir uma rápida colaboração em massa que difere das gerações de tecnologia anteriores. A mídia social está introduzindo uma nova era de transparência e permitindo que apareçam estruturas sociais latentes. As redes sociais tem o poder de entregar uma nova categoria de informação baseada nas interações sociais. Esta informação pode ser usada para informar processos operacionais, facilitar o comprometimento dos funcionários, consumidores e parceiros corporativos, assim como criar oportunidades de negócio inovadoras.

Abrindo caminho às tecnologias

Tecnologias sociais estão evoluindo rapidamente e são entregues em várias configurações. Algumas soluções são oferecidas como soluções independentes, outras como elementos de suítes de colaboração social, e muitas estão disponíveis gratuitamente na nuvem. Fornecedores tradicionais de software estão integrando capacidades sociais às aplicações corporativas, como gerenciamento de relação com o cliente e gerenciamento de recursos humanos. Com o tempo, as fronteiras entre aplicações sociais e colaborativas e aplicações corporativas desaparecerá, e as atividades transacionais serão avolumadas por capacidades sociais. Estar preparado para essa transição requer que líderes corporativos e de TI considerem a totalidade das responsabilidades e atividades de um funcionário quando for planejar e priorizar investimentos em aplicações corporativas. Isso representa um significativo afastamento das práticas atuais, segundo as quais somente a função específica do empregado é considerada quando se avaliam necessidades de aplicações.

Tecnologias subjacentes estão escondidas nas ferramentas sociais. Os usuários de soluções publicamente disponíveis como Facebook ou Twitter, assim como usuários de soluções corporativas construídas com ferramentas como IBM Lotus Connections ou NewsGator, se preocupam com a tecnologia usada nas redes sociais tanto quanto se preocupam com a tecnologia usada para fazer o sistema de freio do seu carro funcionar. Os detalhes técnicos estão sendo rapidamente encobertos. O objetivo dos automóveis é o transporte. O objetivo das ferramentas sociais é conectar, relacionar e ser compreendida. Para os usuários, o importante é entender o que é possível e como usar diversos serviços e, principalmente, garantir que isso possa ser feito a partir de um smartphone.

Fundações

Apesar de um vasto número de executivos e líderes de TI use redes sociais e mídia social para uso pessoal, muitas empresas estão sofrendo para determinar a abordagem correta e o momento adequado para implantar soluções sociais corporativas. O mercado para tecnologias sociais está se expandindo rapidamente e evoluindo enquanto fornecedores tentam capitalizar investimentos corporativos, e essa atividade alimenta a tendência. Na maioria das empresas, há pouca coordenação de iniciativas sociais. Embora seja apropriado evitar a urgência para centralizar e controlar todos os elementos sociais há riscos associados com abordagens não gerenciadas. Para otimizar investimentos, competências e resultados, é essencial que as empresas estabeleçam uma compreensão compartilhada das tendências e ferramentas sociais, coordenem estratégias e iniciativas e incentive investimentos.

Ótima reportagem publicada no portal Mercado Ético sobre a sustentabilidade nas corporações.

Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil

A voz do consumidor deve ter finalmente chegado às maiores companhias do planeta, pois 2010 marcou uma guinada na postura de muitas delas, que agora estão mais preocupadas do que nunca com o “zero”- desperdício zero, lixo zero e carbono zero.

Pelo menos foi o que constatou o relatório “The State of Green Business 2011″, publicado nesta quarta-feira (2) pelo Greenbiz Group.

O documento afirma que apesar das incertezas políticas e econômicas, principalmente nos Estados Unidos e em alguns países europeus, o setor privado percebeu que o caminho da sustentabilidade não é apenas uma opção de marketing, mas também uma oportunidade para ganhos.

“É difícil encontrar uma grande empresa que não esteja engajada de alguma forma com questões ambientais. Na realidade uma mudança dramática aconteceu com o mundo dos negócios: as companhias estão pensando mais a longo prazo sobre sustentabilidade – uma grande diferença das tradicionais ações pontuais. E mesmo com a economia mundial não indo bem, muitas delas dobraram seus esforços em atividades e compromissos com a sustentabilidade”, afirma Joel Makower, presidente do GreenBiz Group.


Alguns dos avanços mais significativos de 2010 segundo o relatório:

  • Gigantes acordaram para o “Verde”: Empresas com grande massa de consumidores, como Kraft, Procter & Gamble e Unilever, estão trazendo opções sustentáveis de seus produtos.
  • Companhias miram no “zero”: crescimento zero do lixo e desperdício viraram mantras empresariais.
  • Sustentabilidade na cadeia de produção: o uso de matérias-primas está muito mais criterioso, com as empresas evitando madeiras de origem duvidosa, por exemplo.
  • Padrões ganharam espaço: selos e certificados de qualidade de produtos e serviços estão mais valorizados do que nunca.
  • Reutilização de materiais: a reciclagem e o reaproveitamento estão mais presentes.
  • Redução do consumo da água e da energia: companhias chegam a premiar funcionários que tenham idéias que ajudem a poupar recursos.
  • Crescimento do bioplástico: novos materiais sustentáveis não encontram mais tanta resistência para serem adotados pelas companhias.
  • Mas nem tudo no State of Green Business 2011 é positivo, alguns dos indicadores retrocederam com relação aos anos anteriores.
  • A intensidade de carbono, ou seja, as emissões por unidade do PIB, cresceram depois de anos seguidos de declínio. Muito possivelmente isso se deu principalmente pela recusa do Senado norte-americano em aprovar a nova legislação climática e energética e pela falta de avanços concretos nas negociações internacionais sob a ONU.
  • O lixo eletrônico também segue uma preocupação. Apesar da reciclagem desse material ter aumentado, a quantidade de computadores e outros equipamentos eletrônicos jogados fora cresceu ainda mais.

“O que é encorajador é que está estabelecida uma tendência de mais investimentos e compromissos com uma economia sustentável e de baixo carbono. Apesar de muito ainda precisar melhorar, o setor privado promete apresentar cada vez dados mais significativos para o meio ambiente e clima”, concluiu Makower.

(Instituto CarbonoBrasil/Greenbiz)

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